{"id":14597,"date":"2023-09-19T18:03:04","date_gmt":"2023-09-19T17:03:04","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=14597"},"modified":"2023-09-25T12:47:40","modified_gmt":"2023-09-25T11:47:40","slug":"deriva-22-ode-a-bolota-e-aos-carvalhos-2","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/deriva-22-ode-a-bolota-e-aos-carvalhos-2\/","title":{"rendered":"DERIVA #22 \u2014 ODE \u00c0 BOLOTA E AOS CARVALHOS"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":14454,"template":"","resource_category":[20,65,27,22],"class_list":["post-14597","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-caminhos-atividade","resource_category-deriva","resource_category-programas-operativos-2"],"acf":{"ambient_sound":false,"breadcrumb":false,"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"DERIVA #22 \u2014 ODE \u00c0 BOLOTA E AOS CARVALHOS","subtitle":"<p>Por A Recoletora, com os Landra (Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho)<\/p>\n","date":{"show_time":true,"type":"range","date":null,"start_date":"07\/10\/2023 14:30","end_date":"07\/10\/2023 16:30"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"PARQUE DO COVELO \/ ENTRADA SUL"},"media":{"type":false,"image":{"ID":14455,"id":14455,"title":"Ode a\u2560\u00c7 bolota e aos carvalhos_A Recoletora","filename":"Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-scaled.jpg","filesize":1082435,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-scaled.jpg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/ode-a%e2%95%a0c-bolota-e-aos-carvalhos_a-recoletora-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"ode-a%e2%95%a0c-bolota-e-aos-carvalhos_a-recoletora-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2023-08-08 16:13:50","modified":"2023-08-08 16:25:37","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":1920,"height":2560,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-225x300.jpg","medium-width":225,"medium-height":300,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-768x1024.jpg","medium_large-width":640,"medium_large-height":853,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-768x1024.jpg","large-width":640,"large-height":853,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-scaled.jpg","ufg_200_200-width":150,"ufg_200_200-height":200,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-scaled.jpg","ufg_300_300-width":225,"ufg_300_300-height":300,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-scaled.jpg","ufg_400_400-width":300,"ufg_400_400-height":400,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-1152x1536.jpg","1536x1536-width":1152,"1536x1536-height":1536,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ode-a\u2560C-bolota-e-aos-carvalhos_A-Recoletora-1536x2048.jpg","2048x2048-width":1536,"2048x2048-height":2048}},"gallery":false},"excerpt":"<p>Enquanto deambulamos pela Quinta do Covelo, parque arborizado no Porto onde existem mais de 1000 Quercus, vamos refletir sobre os conceitos de autonomia, resili\u00eancia e regenera\u00e7\u00e3o, intrinsecamente relacionados com o carvalhal e a bolota, t\u00e3o urgentes no tempo presente.<\/p>\n","content":"<p>Bolotas, boletas, landras, landes, glandes, etc. S\u00e3o in\u00fameros os nomes tradicionalmente dados aos frutos secos das esp\u00e9cies do g\u00e9nero <em>Quercus<\/em>, que engloba \u00e1rvores como o carvalho, o sobreiro e a azinheira ou arbustos como o carrasco e a carvalhi\u00e7a.<br \/>\nOs <em>Quercus<\/em> s\u00e3o recursos de extrema import\u00e2ncia desde tempos primordiais. O seu porte elevado, a sua madeira dura e resistente e, principalmente, a coleta dos seus frutos altamente nutritivos e medicinais bem como o seu f\u00e1cil processamento, s\u00e3o algumas das raz\u00f5es que justificam o elevado valor simb\u00f3lico, artesanal e alimentar que muitas culturas lhe foram atribuindo.<br \/>\nAtualmente, em Portugal, as utiliza\u00e7\u00f5es alimentares da bolota s\u00e3o praticamente inexistentes, mas nem sempre foi assim. Os primeiros povos que colonizaram a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, j\u00e1 comiam bolotas e, at\u00e9 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, estas ainda se consumiam em algumas regi\u00f5es do nosso pa\u00eds \u2014 cruas, quando doces, como \u00e9 o caso das bolotas de azinheira, ou transformadas em papas, sopas e p\u00e3es, caso fossem mais amargas.<br \/>\nE se existiram tempos na hist\u00f3ria da bolota em que esta foi consagrada e enaltecida, tamb\u00e9m houve contextos mais recentes em que foi oprimida (de resto como todo o saber rural) e vista como comida de pobres, tendo sido progressivamente substitu\u00edda pelo trigo, milho e batata, cultivos anuais que implicam esfor\u00e7o e cujo consumo pode ser monetizado, ao contr\u00e1rio dos recursos silvestres, que s\u00e3o recoletados gratuitamente.<br \/>\nNa flora portuguesa s\u00e3o 8 as esp\u00e9cies consideradas nativas: <em>Quercus robur <\/em>(conhecida por carvalho-alvarinho), <em>Q. pyrenaica <\/em>(carvalho-negral), <em>Q. lusitanica<\/em> (carvalhi\u00e7a), <em>Q. faginea <\/em>(carvalho-cerquinho), <em>Q. canariensis <\/em>(carvalho-de-monchique), <em>Q. suber<\/em> (sobreiro), <em>Q. rotundifolia<\/em> (azinheira), <em>Q. coccifera<\/em> (carrasco). Estas esp\u00e9cies passaram inc\u00f3lumes aos processos de domestica\u00e7\u00e3o e de altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica pr\u00f3prios da industrializa\u00e7\u00e3o da agricultura, sendo por isso considerados ainda hoje recursos silvestres aut\u00eanticos.<br \/>\nNesta deriva, vamos refletir sobre os conceitos de autonomia, resili\u00eancia e regenera\u00e7\u00e3o intrinsecamente relacionados com o carvalhal, deambulando pela Quinta do Covelo, local escolhido pela sua abund\u00e2ncia de <em>Quercus<\/em> (com mais de 1000 \u00e1rvores catalogadas segundo o Invent\u00e1rio Arb\u00f3reo do Porto). Vamos aprender a identificar os diferentes tipos de carvalhos existentes, atrav\u00e9s das suas folhas, cascas e bolotas; analisar os contextos biol\u00f3gicos em que se encontram; compreender a diferen\u00e7a ecol\u00f3gica entre alimentos de plantas perenes e os de plantas anuais; descobrir o valor nutricional, alimentar e terap\u00eautico da bolota; conhecer algumas curiosidades hist\u00f3rico-culturais relacionadas com estas \u00e1rvores, nomeadamente na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e na regi\u00e3o norte de Portugal.<br \/>\nDebaixo destas \u00e1rvores, imaginamos o retorno a uma alimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 base de bolota enquanto s\u00edmbolo da mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica dos modos de viver presentes, baseada na valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais e do campo, como efetivo local de cultura, sustentabilidade, sofistica\u00e7\u00e3o e liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ponto de encontro <\/strong>PARQUE DO COVELO \/ ENTRADA SUL (Junto ao parque de estacionamento \/ R. de Bolama 4200)<\/p>\n<p><strong>Nota<\/strong> A inscri\u00e7\u00e3o nesta deriva inclui a oferta de um caderno de notas e de uma bebida silvestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Recoletora<\/strong>\u00a0 junta bot\u00e2nicos, nutricionistas, chefs, artistas e designers num projeto colaborativo e itinerante, que tem como objetivo o estudo dos lugares de reciprocidade e intera\u00e7\u00e3o entre as comunidades humanas e as vegetais. O nosso trabalho alia uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de pesquisa, inventaria\u00e7\u00e3o e mapeamento das plantas espont\u00e2neas comest\u00edveis ao resgate de conhecimentos ancestrais e contempor\u00e2neos, propondo uma redescoberta da cidade atrav\u00e9s da recole\u00e7\u00e3o e da deambula\u00e7\u00e3o pelos territ\u00f3rios do baldio urbano e da paisagem constru\u00edda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Landra<\/strong> \u00e9 o nome dado \u00e0 terra e \u00e0 pr\u00e1tica art\u00edstica e pedag\u00f3gica de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho (Porto \/ Funchal, 1990), prestando homenagem \u00e0s bolotas, chamadas de landras no Noroeste Ib\u00e9rico. A dupla rev\u00ea nelas uma cultura de autonomia, de soberania e de autossufici\u00eancia que procura recuperar, alinhando-se com uma pr\u00e1tica de viver e fazer em sintonia com os ritmos e ciclos naturais. Vivem em Cabeceiras de Basto, onde desenvolvem uma agrofloresta desde 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/museudoporto.bol.pt\/Comprar\/Bilhetes\/130106-deriva_22_ode_a_bolota_e_aos_carvalhos-museu_do_porto\/Sessoes\">BILHETEIRA ONLINE<\/a><br \/>\nNos espa\u00e7os do Museu do Porto ou Biblioteca Municipal Almeida Garrett.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>2\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cart\u00e3o Porto, titulares do cart\u00e3o Bibliotecas Municipais, colaboradores CMP e Empresas Municipais<\/p>\n<p><strong>1\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estudantes<\/p>\n<p><strong>1,40\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Limite de 20 participantes. + info <a href=\"mailto:educativo.museudoporto@cm-porto.pt\">educativo.museudoporto@cm-porto.pt<\/a>. ou <span data-contrast=\"auto\">(+351) 226<\/span><span data-contrast=\"auto\">\u202f<\/span><span data-contrast=\"auto\">057<\/span><span data-contrast=\"auto\">000.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atividade n\u00e3o est\u00e1 coberta por seguro de acidentes pessoais.<\/p>\n"}],"previous_link":{"label":"DERIVA #22 \u2014 ODE \u00c0 BOLOTA E AOS CARVALHOS","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/deriva-22-ode-a-bolota-e-aos-carvalhos\/"},"next_link":{"label":"","link":""}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/14597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=14597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}