{"id":15234,"date":"2024-01-23T15:10:55","date_gmt":"2024-01-23T15:10:55","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=15234"},"modified":"2024-02-20T10:20:11","modified_gmt":"2024-02-20T10:20:11","slug":"inventario-25-a-flora-na-toponimia-do-porto","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/inventario-25-a-flora-na-toponimia-do-porto\/","title":{"rendered":"INVENT\u00c1RIO #25 \u2014 A FLORA NA TOPON\u00cdMIA DO PORTO"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":15375,"template":"","resource_category":[20,23,22],"class_list":["post-15234","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-inventario","resource_category-programas-operativos-2"],"acf":{"breadcrumb":false,"ambient_sound":false,"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"INVENT\u00c1RIO #25 \u2014 A FLORA NA TOPON\u00cdMIA DO PORTO","subtitle":"<p>Com A Recoletora e a herbalista Fernanda Botelho<\/p>\n","date":{"show_time":true,"type":"range","date":null,"start_date":"24\/02\/2024 15:00","end_date":"24\/02\/2024 17:00"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"CASA DO INFANTE"},"media":{"type":false,"image":{"ID":15376,"id":15376,"title":"inventario_recoletora","filename":"inventario_recoletora-scaled.jpg","filesize":636005,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-scaled.jpg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/inventario_recoletora-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"inventario_recoletora-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2024-01-26 12:54:19","modified":"2024-01-26 12:55:04","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":2560,"height":1379,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-300x162.jpg","medium-width":300,"medium-height":162,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-768x414.jpg","medium_large-width":640,"medium_large-height":345,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-1024x551.jpg","large-width":640,"large-height":344,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-scaled.jpg","ufg_200_200-width":200,"ufg_200_200-height":108,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-scaled.jpg","ufg_300_300-width":300,"ufg_300_300-height":162,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-scaled.jpg","ufg_400_400-width":400,"ufg_400_400-height":215,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-1536x827.jpg","1536x1536-width":1536,"1536x1536-height":827,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/inventario_recoletora-2048x1103.jpg","2048x2048-width":2048,"2048x2048-height":1103}},"gallery":false},"excerpt":"<p>Nesta oficina, vamos evidenciar os resqu\u00edcios da \u00abpele vegetal\u00bb que cobriu a regi\u00e3o do Porto no passado e inspirou a topon\u00edmia de hoje. Tendo como<br \/>\nponto de partida um mapa da cidade, os participantes s\u00e3o convidados a descobrir as ruas, pra\u00e7as e freguesias que apresentam nomes de plantas, partes de plantas ou planta\u00e7\u00f5es \u2014 como por exemplo a Ponte do Freixo, a Rua do Espinho e as Escadas do Code\u00e7al \u2014 para aprenderem sobre os seus usos alimentares, terap\u00eauticos e curiosidades hist\u00f3rico-culturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","content":"<p>Muitos de n\u00f3s carregam no nome a extrema import\u00e2ncia que as plantas tiveram e t\u00eam no desenvolvimento da nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Flora, Margarida, Rosa, Jasmim, Jacinto, Violeta, Narciso, Floriano, D\u00e1lia s\u00e3o apenas alguns exemplos de nomes pr\u00f3prios frequentemente escolhidos no nosso pa\u00eds que remetem para a vegeta\u00e7\u00e3o, sendo neste caso evidente uma predile\u00e7\u00e3o pelas flores. Contudo, \u00e9 nos sobrenomes que esta ancestral depend\u00eancia dos seres humanos pelos seres vegetais \u00e9 mais not\u00f3ria. Muitos dos apelidos portugueses t\u00eam origem topon\u00edmica [a topon\u00edmia deriva do grego<em> topo<\/em> \u201clugar\u201d + <em>on\u00edmia<\/em> \u201cnome\u201d, e diz respeito ao estudo da origem e etimologia dos nomes dos locais], aludindo principalmente a nomes de \u00e1rvores, que serviam para identificar algu\u00e9m que viveu num lugar onde essa esp\u00e9cie existia, como \u00e9 o caso dos apelidos Oliveira, Pereira, Carvalho e Silva, o mais utilizado pelos portugueses (9,44% da popula\u00e7\u00e3o), ou com uma tipologia de vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica, como por exemplo os apelidos Matos e Campos. O mesmo acontece com a topon\u00edmia da cidade, que apresenta muitos nomes comuns das plantas que em tempos remotos povoaram as diferentes localidades que hoje a constitu\u00ed.<\/p>\n<p>Nesta oficina, vamos tornar evidente a rela\u00e7\u00e3o da flora com os top\u00f3nimos do Porto. Tendo como ponto de partida um mapa gigante da cidade Invicta, vamos convidar os participantes a procurar e sublinhar as ruas, freguesias, largos, parques, alamedas, avenidas, travessas, bairros, pra\u00e7as e vielas que t\u00eam nomes de plantas (Ponte do Freixo), nomes de pessoas que remetam para plantas (Rua Ramalho Ortig\u00e3o), nomes de profiss\u00f5es relacionadas com plantas (Cal\u00e7ada das Carquejeiras), planta\u00e7\u00f5es (Rua do Souto), ecossistemas espec\u00edficos (Escadas do Code\u00e7al) ou at\u00e9 mesmo partes de plantas (Rua do Espinho).<\/p>\n<p>Feita a listagem e mapeamento das esp\u00e9cies, vamos conhecer os seus nomes e fam\u00edlias bot\u00e2nicas, analisar a morfologia de exemplares vivos, aprender os seus variados usos etnobot\u00e2nicos \u2014 como fonte de alimentos, rem\u00e9dios, fibras e corantes \u2014 bem como partilhar algumas curiosidades hist\u00f3rico-culturais com elas relacionadas, tanto ao n\u00edvel regional como global.<\/p>\n<p>Pretende-se com esta oficina evidenciar os resqu\u00edcios da \u201cpele vegetal\u201d que cobriu a regi\u00e3o no passado e inspirou o nome dos espa\u00e7os p\u00fablicos e privados da nossa cidade de hoje, mas tamb\u00e9m consciencializar para o vast\u00edssimo patrim\u00f3nio de uso cultural das plantas que herdamos e que \u00e9 urgente dar a conhecer, usufruir e cuidar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A inscri\u00e7\u00e3o nesta oficina inclui a oferta de um caderno de notas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Recoletora<\/strong> \u00e9 a pr\u00e1tica comum do artista Alexandre Delmar e da designer Maria Ruivo, dedicada ao estudo dos lugares de reciprocidade e intera\u00e7\u00e3o entre as comunidades humanas e as vegetais. O nosso trabalho alia uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de pesquisa, inventaria\u00e7\u00e3o e mapeamento das plantas espont\u00e2neas comest\u00edveis ao resgate de conhecimentos ancestrais e contempor\u00e2neos, propondo uma redescoberta da cidade atrav\u00e9s da recole\u00e7\u00e3o e da deambula\u00e7\u00e3o pelos territ\u00f3rios do baldio urbano e da paisagem constru\u00edda.<\/p>\n<p>Juntamos bot\u00e2nicos, herbalistas, chefs, artistas, arquitetos e designers num projeto colaborativo e itinerante, que tem como objetivo trabalhar as tem\u00e1ticas relacionadas com a autonomia alimentar, a recole\u00e7\u00e3o, o herbalismo, os saberes-fazer tradicionais, a paisagem, a mem\u00f3ria, a etnobot\u00e2nica ou a literacia ecol\u00f3gica, promovendo a\u00e7\u00f5es participativas como cartografias, caminhadas guiadas, workshops, refei\u00e7\u00f5es partilhadas, performances, conversas, exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fernanda Botelho<\/strong> (Sintra, 1959; vive e trabalha a partir de Sintra) \u00e9 especialista em plantas silvestres, nomeadamente nos seus usos medicinais e culin\u00e1rios. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez forma\u00e7\u00f5es em Bot\u00e2nica, Fitoterapia e Pedagogia. Estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine (1997). Tem o Curso de guia de jardim Bot\u00e2nico da Universidade de Lisboa (2006). \u00c9 colaboradora do programa Eco-Escolas e autora de uma cole\u00e7\u00e3o de livros infantis: <em>Salada de Flores<\/em> (2011), <em>Sementes \u00e0 Solta<\/em> (2013) e <em>Hortas Arom\u00e1ticas<\/em> (2016). Escreveu <em>As plantas e a sa\u00fade<\/em> (2013), <em>Uma m\u00e3o cheia de plantas que curam \u2014 55 esp\u00e9cies espont\u00e2neas em Portugal<\/em> (2016), <em>Ervas que se comem<\/em> (2021), <em>Flores que se comem<\/em> (2022) e o rec\u00e9m-lan\u00e7ado <em>Plantas do Mundo<\/em> (2023). Publica anualmente, desde 2010, uma agenda de Plantas Medicinais. Organiza passeios guiados e workshops de reconhecimento de plantas a convite de v\u00e1rias entidades. Colabora, desde 2021, com A Recoletora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INVENT\u00c1RIO<\/strong><br \/>\nInvent\u00e1rio participado de ruas, edif\u00edcios, lugares, obras de arte p\u00fablica, da cidade. Ler as ruas, lugares e edif\u00edcios, conduzir o olhar, olhar de outras formas e documentar, a partir de registos fotogr\u00e1ficos, gr\u00e1ficos, escritos, os elementos observados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es encerradas.<\/p>\n<div class=\"row cabinet-block\">\n<div class=\"mdc-post\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-8 col-md-5 col-md-offset-1 col-xl-4 block-text block-text--marg\">\n<div class=\"row block-text text-no-indent\">\n<div class=\"col-xs-8 col-sm-7 col-md-5 col-md-offset-3 col-xl-4 col-xl-offset-4\">\n<div class=\"row cabinet-block\">\n<div class=\"mdc-post\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-8 col-md-5 col-md-offset-1 col-xl-4 block-text block-text--marg\">\n<div class=\"row cabinet-block\">\n<div class=\"mdc-post\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-8 col-md-5 col-md-offset-1 col-xl-4 block-text block-text--marg\">\n<h2>ENDERE\u00c7O<\/h2>\n<p>Rua da Alf\u00e2ndega, 10<br \/>\n4050-029 Porto<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/dir\/\/casa+do+infante\/data=!4m6!4m5!1m1!4e2!1m2!1m1!1s0xd2464e048a7dd5f:0xa4c812eb37711092?sa=X&amp;ved=2ahUKEwjXsruLjbDuAhXEZxUIHSP1APAQ9RcwFHoECCYQBA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-cursor-hover=\"ready\">Dire\u00e7\u00f5es<\/a><\/p>\n<h2>AUTOCARRO<\/h2>\n<p>500, 900, 901, 906, ZM, ZR, 1<\/p>\n<h2>METRO<\/h2>\n<p>S. Bento<\/p>\n<h2>ESTACIONAMENTO<\/h2>\n<p>Pra\u00e7a do Infante D. Henrique<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n"}],"previous_link":{"label":"","link":""},"next_link":{"label":"","link":""}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/15234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=15234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}