{"id":15308,"date":"2024-01-24T16:46:27","date_gmt":"2024-01-24T16:46:27","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=15308"},"modified":"2024-02-19T12:04:04","modified_gmt":"2024-02-19T12:04:04","slug":"deriva-27-o-prado-do-prado-flora-cemiterial","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/deriva-27-o-prado-do-prado-flora-cemiterial\/","title":{"rendered":"DERIVA #27 \u2014 O PRADO DO PRADO \u2014 FLORA CEMITERIAL"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":15402,"template":"","resource_category":[20,27,22],"class_list":["post-15308","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-deriva","resource_category-programas-operativos-2"],"acf":{"breadcrumb":false,"ambient_sound":false,"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"DERIVA #27 \u2014 O PRADO DO PRADO \u2014 FLORA CEMITERIAL","subtitle":"<p>Com A Recoletora e a herbalista Fernanda Botelho<\/p>\n","date":{"show_time":true,"type":"range","date":null,"start_date":"05\/03\/2024 14:30","end_date":"05\/03\/2024 16:30"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"Ponto de encontro: LARGO DO PADRE BALTAZAR GUEDES (JUNTO AOS SALESIANOS DO PORTO)"},"media":{"type":false,"image":{"ID":15403,"id":15403,"title":"O prado do Prado_ A RECOLETORA_opc\u2560\u00baa\u2560\u00e2o 2","filename":"O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-scaled.jpg","filesize":1069616,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-scaled.jpg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/o-prado-do-prado_-a-recoletora_opc%e2%95%a0oa%e2%95%a0ao-2-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"o-prado-do-prado_-a-recoletora_opc%e2%95%a0oa%e2%95%a0ao-2-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2024-01-30 11:13:37","modified":"2024-01-30 11:14:51","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":2560,"height":1707,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-300x200.jpg","medium-width":300,"medium-height":200,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-768x512.jpg","medium_large-width":640,"medium_large-height":427,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-1024x683.jpg","large-width":640,"large-height":427,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-scaled.jpg","ufg_200_200-width":200,"ufg_200_200-height":133,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-scaled.jpg","ufg_300_300-width":300,"ufg_300_300-height":200,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-scaled.jpg","ufg_400_400-width":400,"ufg_400_400-height":267,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-1536x1024.jpg","1536x1536-width":1536,"1536x1536-height":1024,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/O-prado-do-Prado_-A-RECOLETORA_opc\u2560oa\u2560ao-2-2048x1365.jpg","2048x2048-width":2048,"2048x2048-height":1365}},"gallery":false},"excerpt":"<p>Desde os primeiros rituais f\u00fanebres que o homem tenta encontrar um lugar comum entre os que partem e os que ficam. Nesta deriva, vamos deambular pelo Prado do Repouso \u00e0 procura da flora que habita o cemit\u00e9rio, seja ela cultivada ou espont\u00e2nea, de grande porte ou rasteira, viva ou inanimada, decorativa ou ritual\u00edstica. Vamos aprender sobre os usos alimentares e simb\u00f3licos de plantas como o cipreste, a perp\u00e9tua-das-areias ou a pervinca (a <em>fiore di morte<\/em> usada desde a \u00e9poca Medieval na decora\u00e7\u00e3o de caix\u00f5es de crian\u00e7as).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","content":"<p>Desde os primeiros rituais f\u00fanebres que o homem tenta encontrar um lugar comum entre os que partem e os que ficam. As plantas que habitam os cemit\u00e9rios, especificamente as cultivadas, os arranjos florais ou aquelas alegoricamente representadas na estatu\u00e1ria f\u00fanebre, surgem frequentemente neste contexto como a forma simb\u00f3lica de honrar e proteger os mortos, ou de expressar sentimentos t\u00e3o variados como a partida, a recorda\u00e7\u00e3o, a dor, a saudade, o amor.<\/p>\n<p>E que leituras po\u00e9ticas podemos fazer da flora espont\u00e2nea do contexto cemiterial? Estar\u00e3o os mortos a dar-nos \u201coferendas\u201d (simbolicamente falando) sem que nos apercebamos disso? Ser\u00e3o as plantas espont\u00e2neas o terreno onde vivos e mortos se tocam e comunicam? Poder\u00e1 a flora silvestre comest\u00edvel que desponta nos caminhos do cemit\u00e9rio, nas juntas de m\u00e1rmore dos jazigos ou na terra que cobre o caix\u00e3o dos nossos entes queridos, ser a forma que os mortos t\u00eam de nutrir e cuidar dos vivos?<\/p>\n<p>O Prado do Repouso, o primeiro cemit\u00e9rio p\u00fablico da cidade do Porto, \u00e9 provavelmente o caso de estudo adequado para ensaiarmos respostas a estas quest\u00f5es. O Prado do Repouso surgiu em 1839 nos terrenos de uma antiga quinta de recreio, a Quinta do Prado do Bispo, e \u00e9 um espa\u00e7o invulgar no panorama cemiterial nacional: os seus 10 hectares s\u00e3o bastante agrad\u00e1veis, espa\u00e7osos, verdes e arborizados; acredita-se, inclusivamente, que algumas das suas \u00e1rvores mais grandiosas, como o pl\u00e1tano (<em>Platanus x acerifolia<\/em>), o Tulipeiro-da-Virg\u00ednia (<em>Liriodendron tulipifera<\/em>) ou o Cipreste-japon\u00eas (<em>Chamaecyparis obtusa<\/em>) datam dessa \u00e9poca. Para al\u00e9m disso, acolhe uma arte funer\u00e1ria muito pr\u00f3pria, com obras de Soares dos Reis ou Teixeira Lopes, onde se destaca a predomin\u00e2ncia do neog\u00f3tico, a monumentalidade dos jazigos e, naturalmente, a utiliza\u00e7\u00e3o do granito.<\/p>\n<p>Nesta deriva, vamos percorrer o cemit\u00e9rio do Prado com os olhos postos na diversidade vegetal \u2014 seja ela cultivada ou espont\u00e2nea, de grande porte ou rasteiro, viva ou inanimada, decorativa ou ritual\u00edstica \u2014, expandindo narrativas e desenvolvendo novas formas de nos relacionarmos com estes locais, sobretudo associados com a perda. Vamos aprender sobre os usos alimentares, terap\u00eauticos e simb\u00f3licos da flora silvestre enquanto deambulamos, para assim encontrarmos o cipreste altaneiro (que indica o caminho do c\u00e9u e evoca a ideia de imortalidade a partir da sua folha perene), a perp\u00e9tua-das-areias (que simboliza, literalmente, a eternidade, por manter a sua cor e aspeto inalterados durante muito tempo depois de cortada), a cal\u00eandula (cujas p\u00e9talas se fecham sempre que o sol n\u00e3o brilha, representando assim o desgosto) ou a pervinca (designada pelos italianos como <em>fiore di morte<\/em> e usada na decora\u00e7\u00e3o de caix\u00f5es de crian\u00e7as desde a \u00e9poca medieval).<\/p>\n<p>As liga\u00e7\u00f5es entre a morte e a vida, a ritualidade, a posse da terra, o direito ao cultivo, a agricultura urbana, o uso de qu\u00edmicos na pr\u00e1tica funer\u00e1ria contempor\u00e2nea, a compostagem de cad\u00e1veres humanos (t\u00e9cnica f\u00fanebre ecol\u00f3gica que acelera a transforma\u00e7\u00e3o do corpo em terra 1), o simbolismo das plantas ou o vers\u00edculo do livro de G\u00e9nesis \u201cLembra-te que \u00e9s p\u00f3 e ao p\u00f3 voltar\u00e1s\u201d, s\u00e3o alguns dos temas paralelos que iremos explorar durante este percurso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A inscri\u00e7\u00e3o neste percurso inclui a oferta de um caderno de notas ede uma bebida silvestre (aconselha-se a levar um copo para beber uma infus\u00e3o feita \u00e0 base de ervas silvestres que vamos oferecer no final). Atividade n\u00e3o coberta por seguro de acidentes pessoais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Recoletora<\/strong> \u00e9 a pr\u00e1tica comum do artista Alexandre Delmar e da designer Maria Ruivo, dedicada ao estudo dos lugares de reciprocidade e intera\u00e7\u00e3o entre as comunidades humanas e as vegetais. O nosso trabalho alia uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de pesquisa, inventaria\u00e7\u00e3o e mapeamento das plantas espont\u00e2neas comest\u00edveis ao resgate de conhecimentos ancestrais e contempor\u00e2neos, propondo uma redescoberta da cidade atrav\u00e9s da recole\u00e7\u00e3o e da deambula\u00e7\u00e3o pelos territ\u00f3rios do baldio urbano e da paisagem constru\u00edda. Juntamos bot\u00e2nicos, herbalistas, chefs, artistas, arquitetos e designers num projeto colaborativo e itinerante, que tem como objetivo trabalhar as tem\u00e1ticas relacionadas com a autonomia alimentar, a recole\u00e7\u00e3o, o herbalismo, os saberes-fazer tradicionais, a paisagem, a mem\u00f3ria, a etnobot\u00e2nica ou a literacia ecol\u00f3gica, promovendo a\u00e7\u00f5es participativas como cartografias, caminhadas guiadas, workshops, refei\u00e7\u00f5es partilhadas, performances, conversas, exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fernanda Botelho<\/strong> (Sintra, 1959; vive e trabalha a partir de Sintra) \u00e9 especialista em plantas silvestres, nomeadamente nos seus usos medicinais e culin\u00e1rios. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez forma\u00e7\u00f5es em Bot\u00e2nica, Fitoterapia e Pedagogia. Estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine (1997). Tem o Curso de guia de jardim Bot\u00e2nico da Universidade de Lisboa (2006). \u00c9 colaboradora do programa Eco-Escolas e autora de uma cole\u00e7\u00e3o de livros infantis: Salada de Flores (2011), Sementes \u00e0 Solta (2013) e Hortas Arom\u00e1ticas (2016). Escreveu As plantas e a sa\u00fade (2013), Uma m\u00e3o cheia de plantas que curam \u2014 55 esp\u00e9cies espont\u00e2neas em Portugal (2016), Ervas que se comem (2021), Flores que se comem (2022) e o rec\u00e9m-lan\u00e7ado Plantas do Mundo (2023). Publica anualmente, desde 2010, uma agenda de Plantas Medicinais. Organiza passeios guiados e workshops de reconhecimento de plantas a convite de v\u00e1rias entidades. Colabora, desde 2021, com A Recoletora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/museudoporto.bol.pt\/Comprar\/Bilhetes\/136446-deriva_27_o_prado_do_prado_flora_cemiterial-museu_do_porto\/\">BILHETEIRA ONLINE<\/a><br \/>\nNos espa\u00e7os do Museu do Porto ou Biblioteca Municipal Almeida Garrett.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>2\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cart\u00e3o Porto, titulares do cart\u00e3o Bibliotecas Municipais, colaboradores CMP e Empresas Municipais<\/p>\n<p><strong>1\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estudantes<\/p>\n<p><strong>1,40\u20ac<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Limite de 20 participantes. + info\u00a0<a href=\"mailto:educativo.museudoporto@cm-porto.pt\" data-cursor-hover=\"ready\">educativo.museudoporto@cm-porto.pt<\/a>. ou\u00a0<span data-contrast=\"auto\">(+351) 226<\/span><span data-contrast=\"auto\">\u202f<\/span><span data-contrast=\"auto\">057<\/span><span data-contrast=\"auto\">000.<\/span><\/p>\n"}],"previous_link":{"label":"","link":""},"next_link":{"label":"","link":""}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/15308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=15308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}