{"id":15675,"date":"2024-03-18T15:09:25","date_gmt":"2024-03-18T15:09:25","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=15675"},"modified":"2024-11-25T11:52:09","modified_gmt":"2024-11-25T11:52:09","slug":"o-desejo-de-uma-revolucao-uma-alternativa-a-economia-neoliberal-das-paixoes-tristes","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/o-desejo-de-uma-revolucao-uma-alternativa-a-economia-neoliberal-das-paixoes-tristes\/","title":{"rendered":"O DESEJO DE UMA REVOLU\u00c7\u00c3O: UMA ALTERNATIVA \u00c0 ECONOMIA NEOLIBERAL DAS PAIX\u00d5ES TRISTES"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":15712,"template":"","resource_category":[20,24],"class_list":["post-15675","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-plataformas-publicas"],"acf":{"ambient_sound":false,"breadcrumb":false,"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"O DESEJO DE UMA REVOLU\u00c7\u00c3O: UMA ALTERNATIVA \u00c0 ECONOMIA NEOLIBERAL DAS PAIX\u00d5ES TRISTES  ","subtitle":"<p>Com Dario Gentili<\/p>\n","date":{"show_time":true,"type":"range","date":"28\/11\/2024 18:00","start_date":"28\/11\/2024 18:00","end_date":"28\/11\/2024 19:00"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT"},"media":{"type":false,"image":{"ID":15713,"id":15713,"title":"Dario-Gentilicredits Daniele Molajoli","filename":"Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","filesize":404868,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/dario-gentilicredits-daniele-molajoli-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"dario-gentilicredits-daniele-molajoli-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2024-03-20 11:40:59","modified":"2024-03-20 11:41:14","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":1252,"height":1252,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli-300x300.jpg","medium-width":300,"medium-height":300,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli-768x768.jpg","medium_large-width":640,"medium_large-height":640,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli-1024x1024.jpg","large-width":640,"large-height":640,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","ufg_200_200-width":200,"ufg_200_200-height":200,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","ufg_300_300-width":300,"ufg_300_300-height":300,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","ufg_400_400-width":400,"ufg_400_400-height":400,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","1536x1536-width":1252,"1536x1536-height":1252,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dario-Gentilicredits-Daniele-Molajoli.jpg","2048x2048-width":1252,"2048x2048-height":1252}},"gallery":false},"excerpt":"<p>A revolu\u00e7\u00e3o portuguesa de 1974 \u00e9 a \u00faltima revolu\u00e7\u00e3o &#8220;moderna&#8221; na Europa Ocidental (a queda do Muro de Berlim, na minha opini\u00e3o, j\u00e1 pertence a uma modalidade diferente). Na verdade, uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica moderna \u00e9 aquela que conduz a uma mudan\u00e7a radical de regime. A partir da\u00ed, a revolu\u00e7\u00e3o no Ocidente passa a ser apresentada principalmente como &#8220;transi\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; como desenvolvimento, moderniza\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o no sentido do progresso tecnol\u00f3gico mais do que social ou pol\u00edtico &#8211; e n\u00e3o como convuls\u00e3o, um derrube da ordem existente. Ant\u00f3nio Gramsci descreveu este movimento &#8220;de cima para baixo&#8221; como &#8220;revolu\u00e7\u00e3o passiva&#8221;. N\u00e3o \u00e9 de todo coincid\u00eancia que a revolu\u00e7\u00e3o portuguesa tenha ocorrido na \u00e9poca dos movimentos sociais das d\u00e9cadas de 1960 e 1970 e no final da fase de desenvolvimento econ\u00f3mico e, ao mesmo tempo, social, conhecida como os &#8220;Gloriosos Anos 30&#8221;.\u202fFoi precisamente em meados dos anos 70 que se lan\u00e7aram as bases para a hegemonia do neoliberalismo e do modo de produ\u00e7\u00e3o p\u00f3s-fordista, como uma combina\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o e progresso. Em suma, a era em que a revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era portadora de progresso e a conserva\u00e7\u00e3o era a rea\u00e7\u00e3o a esta for\u00e7a motriz da hist\u00f3ria, chegou ao fim. O desejo de um mundo e de uma sociedade radicalmente diferentes cede lugar ao medo de perder posi\u00e7\u00f5es adquiridas individualmente.\u202f\u00c9 ent\u00e3o a economia, como administra\u00e7\u00e3o da ordem, que converte permanentemente este desejo em necessidades que s\u00f3 podem ser satisfeitas dentro desta ordem, desde que n\u00e3o sejam dadas alternativas. Se a economia neoliberal das necessidades est\u00e1 a espalhar cada vez mais paix\u00f5es tristes nos pa\u00edses ocidentais, o desejo de um mundo e de uma vida alternativos assume as caracter\u00edsticas amea\u00e7adoras da cat\u00e1strofe, do fim iminente &#8211; de crise em crise &#8211; do mundo em que vivemos. Como \u00e9 que este medo se pode transformar em entusiasmo, a ansiedade da cat\u00e1strofe em desejo de revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n","content":"<p>A revolu\u00e7\u00e3o portuguesa de 1974 \u00e9 a \u00faltima revolu\u00e7\u00e3o &#8220;moderna&#8221; na Europa Ocidental (a queda do Muro de Berlim, na minha opini\u00e3o, j\u00e1 pertence a uma modalidade diferente). Na verdade, uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica moderna \u00e9 aquela que conduz a uma mudan\u00e7a radical de regime. A partir da\u00ed, a revolu\u00e7\u00e3o no Ocidente passa a ser\u00a0apresentada principalmente como &#8220;transi\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; como desenvolvimento, moderniza\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o no sentido do progresso tecnol\u00f3gico mais do que social ou pol\u00edtico &#8211; e n\u00e3o como convuls\u00e3o, um derrube da ordem existente. Ant\u00f3nio Gramsci descreveu este movimento &#8220;de cima para baixo&#8221; como &#8220;revolu\u00e7\u00e3o passiva&#8221;. N\u00e3o \u00e9 de todo coincid\u00eancia que a revolu\u00e7\u00e3o portuguesa tenha ocorrido na \u00e9poca\u00a0dos movimentos sociais das d\u00e9cadas de 1960 e 1970 e no final da fase de desenvolvimento econ\u00f3mico e, ao mesmo tempo, social, conhecida como os &#8220;Gloriosos Anos 30&#8221;.\u202fFoi precisamente em meados dos anos 70 que se lan\u00e7aram as bases para a hegemonia do neoliberalismo e do modo de produ\u00e7\u00e3o p\u00f3s-fordista, como uma combina\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o e progresso. Em suma, a era em que a revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era portadora de progresso e a conserva\u00e7\u00e3o era a rea\u00e7\u00e3o a esta for\u00e7a motriz da hist\u00f3ria, chegou ao fim. O desejo de um mundo e de uma sociedade radicalmente diferentes cede lugar ao medo de perder posi\u00e7\u00f5es adquiridas individualmente.\u202f\u00c9 ent\u00e3o a economia, como administra\u00e7\u00e3o da ordem, que converte permanentemente este desejo em necessidades que s\u00f3 podem ser satisfeitas dentro desta ordem, desde que n\u00e3o sejam dadas alternativas. Se a economia neoliberal das necessidades est\u00e1 a espalhar cada vez mais paix\u00f5es tristes nos pa\u00edses ocidentais, o desejo de um mundo e de uma vida alternativos assume as caracter\u00edsticas amea\u00e7adoras da cat\u00e1strofe, do fim iminente &#8211; de crise em crise &#8211; do mundo em que vivemos. Como \u00e9 que este medo se pode transformar em entusiasmo, a ansiedade da cat\u00e1strofe em desejo de revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dario Gentili<\/strong> (N\u00e1poles, 1975) \u00e9 Professor Associado de Filosofia Moral no Departamento de Filosofia, Comunica\u00e7\u00e3o e Artes do Espet\u00e1culo da <em>Universit\u00e0 Roma Tre<\/em>. \u00c9 codiretor do Mestrado &#8220;Humanidades Ambientais &#8211; Estudos do Ambiente e do Territ\u00f3rio&#8221;.\u202fDedica-se ao pensamento italiano contempor\u00e2neo; \u00e0 espacialidade no pensamento pol\u00edtico, jur\u00eddico e arquitet\u00f3nico ocidental; \u00e0 genealogia e \u00e0 cr\u00edtica do neoliberalismo e dos seus dispositivos. \u00c9 autor de ensaios publicados em v\u00e1rias l\u00ednguas. Escreveu as seguintes monografias:\u202f<em>Il tempo della storia. Le tesi &#8220;sul concetto di storia&#8221; di Walter Benjamin<\/em> (2002; 2019); <em>Topografie politiche. Spazio urbano, cittadinanza, confini in Walter Benjamin e Jacques Derrida<\/em> (2009); <em>Teoria italiana. Dall&#8217;operaismo alla biopolitica<\/em> (2012);<em> Crisi come arte di governo<\/em> (2018; 2022), traduzido para alem\u00e3o, ingl\u00eas e espanhol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea PT\/EN e EN\/PT<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>BILHETES<\/h2>\n<p>Entrada gratuita sujeita \u00e0 lota\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n<h2>ENDERE\u00c7O<\/h2>\n<p>Jardins do Pal\u00e1cio de Cristal<br \/>\nRua de Dom Manuel II<br \/>\n4050-239 Porto<\/p>\n<h2>AUTOCARRO<\/h2>\n<p>1M, 200, 201, 207, 208, 302, 303, 501, 507, 601, ZM, 12M, 13M<br \/>\nCircular Massarelos \u2013 Carmo<\/p>\n<h2>ESTACIONAMENTO<\/h2>\n<p>Pal\u00e1cio de Cristal<\/p>\n"}],"previous_link":{"label":"","link":""},"next_link":{"label":"PARA UMA CR\u00cdTICA DA ECONOMIA GENERALIZADA","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/para-uma-critica-da-economia-generalizada\/"}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/15675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=15675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}