{"id":15714,"date":"2024-03-20T13:02:18","date_gmt":"2024-03-20T13:02:18","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=15714"},"modified":"2024-05-13T18:27:28","modified_gmt":"2024-05-13T17:27:28","slug":"as-revolucoes-cientificas-existem-mesmo-paradigmas-episteme-e-seus-concorrentes","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/as-revolucoes-cientificas-existem-mesmo-paradigmas-episteme-e-seus-concorrentes\/","title":{"rendered":"AS REVOLU\u00c7\u00d5ES CIENT\u00cdFICAS EXISTEM MESMO? PARADIGMAS, \u00c9PIST\u00c9M\u00c8 E SEUS CONCORRENTES."},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":15715,"template":"","resource_category":[20,24],"class_list":["post-15714","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-plataformas-publicas"],"acf":{"ambient_sound":false,"breadcrumb":false,"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"AS REVOLU\u00c7\u00d5ES CIENT\u00cdFICAS EXISTEM MESMO? PARADIGMAS, \u00c9PIST\u00c9M\u00c8 E SEUS CONCORRENTES.  ","subtitle":"<p>Com Philippe Huneman<\/p>\n","date":{"show_time":true,"type":"range","date":null,"start_date":"11\/07\/2024 18:00","end_date":"11\/07\/2024 19:00"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT"},"media":{"type":false,"image":{"ID":15716,"id":15716,"title":"PHILIPPE HUNEMAN","filename":"PHILIPPE-HUNEMAN-scaled.jpeg","filesize":564258,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-scaled.jpeg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/philippe-huneman-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"philippe-huneman-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2024-03-20 13:03:03","modified":"2024-03-20 13:03:40","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":2338,"height":2560,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-150x150.jpeg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-274x300.jpeg","medium-width":274,"medium-height":300,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-768x841.jpeg","medium_large-width":640,"medium_large-height":701,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-935x1024.jpeg","large-width":640,"large-height":701,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-scaled.jpeg","ufg_200_200-width":183,"ufg_200_200-height":200,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-scaled.jpeg","ufg_300_300-width":274,"ufg_300_300-height":300,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-scaled.jpeg","ufg_400_400-width":365,"ufg_400_400-height":400,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-1403x1536.jpeg","1536x1536-width":1403,"1536x1536-height":1536,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/PHILIPPE-HUNEMAN-1870x2048.jpeg","2048x2048-width":1870,"2048x2048-height":2048}},"gallery":false},"excerpt":"<p>Em <em>The structure of scientific revolutions,<\/em> Thomas Kuhn desconstruiu a antiga cren\u00e7a no progresso cont\u00ednuo da ci\u00eancia, ao argumentar que a ci\u00eancia procede maioritariamente atrav\u00e9s do estabelecimento e posterior revolu\u00e7\u00e3o de \u00abparadigmas\u00bb, nomeadamente conjuntos de m\u00e9todos, cren\u00e7as ontol\u00f3gicas, exemplos-chave e valores de v\u00e1rios tipos. Em conson\u00e2ncia com a ideia geral da <em>\u00e9pist\u00e9mologie historique<\/em> francesa, radicalizada quase ao mesmo tempo por Michel Foucault, ao discutir as mudan\u00e7as descont\u00ednuas na <em>\u00e9pist\u00e9m\u00e8<\/em>, esta explica\u00e7\u00e3o levanta dois grandes desafios. Em primeiro lugar, dado que a ci\u00eancia, ao contr\u00e1rio de outras produ\u00e7\u00f5es culturais, parece estar indexada a uma norma de verdade, espera-se uma possibilidade constante de comparar os pontos de vista cient\u00edficos com refer\u00eancia a essa norma, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 incomparabilidade implicada por relatos que invocam mudan\u00e7as de paradigmas ou <em>\u00e9pist\u00e9m\u00e8<\/em>. Em segundo lugar, embora os \u00abparadigmas\u00bb ou<em> \u00e9pist\u00e9m\u00e9 <\/em>constituam forma\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel em compara\u00e7\u00e3o com as hip\u00f3teses ou teorias, podemos discordar do papel fundamental que Kuhn ou Foucault lhes atribuem no seio das ci\u00eancias. Depois, se forem consideradas outras unidades de an\u00e1lise da atividade cient\u00edfica, a impress\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o pode dissipar-se, revelando-se o problema de ter de escolher qual o n\u00edvel de an\u00e1lise mais relevante para captar a din\u00e2mica cient\u00edfica.<\/p>\n","content":"<p>Em <em>The structure of scientific revolutions,<\/em> Thomas Kuhn desconstruiu a antiga cren\u00e7a no progresso cont\u00ednuo da ci\u00eancia, ao argumentar que a ci\u00eancia procede maioritariamente atrav\u00e9s do estabelecimento e posterior revolu\u00e7\u00e3o de &#8220;paradigmas&#8221;, nomeadamente conjuntos de m\u00e9todos, cren\u00e7as ontol\u00f3gicas, exemplos-chave e valores de v\u00e1rios tipos. Em conson\u00e2ncia com a ideia geral da <em>\u00e9pist\u00e9mologie historique<\/em> francesa, radicalizada quase ao mesmo tempo por Michel Foucault ao discutir as mudan\u00e7as descont\u00ednuas na <em>\u00e9pist\u00e9m\u00e8<\/em>, esta explica\u00e7\u00e3o levanta dois grandes desafios. Em primeiro lugar, dado que a ci\u00eancia, ao contr\u00e1rio de outras produ\u00e7\u00f5es culturais, parece estar indexada a uma norma de verdade, espera-se uma possibilidade constante de comparar os pontos de vista cient\u00edficos com refer\u00eancia a essa norma, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 incomparabilidade implicada por relatos que invocam mudan\u00e7as de paradigmas ou <em>\u00e9pist\u00e9m\u00e8<\/em>. Em segundo lugar, embora os &#8220;paradigmas&#8221; ou<em> \u00e9pist\u00e9m\u00e9 <\/em>constituam forma\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel em compara\u00e7\u00e3o com as hip\u00f3teses ou teorias, podemos discordar do papel fundamental que Kuhn ou Foucault lhes atribuem no seio das ci\u00eancias. Depois, se forem consideradas outras unidades de an\u00e1lise da atividade cient\u00edfica, a impress\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o pode dissipar-se, revelando-se o problema de ter de escolher qual o n\u00edvel de an\u00e1lise mais relevante para captar a din\u00e2mica cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Nesta palestra, Huneman abordar\u00e1 estas duas quest\u00f5es, distinguindo v\u00e1rios tipos de motiva\u00e7\u00e3o na ci\u00eancia, particularmente o contraste entre o fio cont\u00ednuo da influ\u00eancia causal entre cientistas e a rela\u00e7\u00e3o descont\u00ednua da motiva\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e das incompatibilidades. Focando em exemplos-chave das ci\u00eancias da vida &#8211; por exemplo, a ascens\u00e3o da &#8220;biologia&#8221; como ci\u00eancia aut\u00f3noma no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX e as atuais contesta\u00e7\u00f5es da teoria evolutiva cl\u00e1ssica -, argumentar\u00e1 que as \u00abrevolu\u00e7\u00f5es\u00bb que ocorreram ao longo da cadeia de motiva\u00e7\u00e3o podem, numa an\u00e1lise mais detalhada, ser desmembradas num conjunto de varia\u00e7\u00f5es conceptuais cont\u00ednuas e independentes, concluindo, no entanto, que esta an\u00e1lise n\u00e3o elimina o facto de existirem revolu\u00e7\u00f5es genu\u00ednas, o que constitui uma categoria leg\u00edtima de an\u00e1lise hist\u00f3rica da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Formado primeiro em Matem\u00e1tica e depois em Filosofia (doutoramento na Paris I, 2000), <strong>Philippe Huneman<\/strong> \u00e9 Diretor de Investiga\u00e7\u00e3o no <em>Institut d&#8217;Histoire et de Philosophie des Sciences et des Techniques<\/em> (CNRS\/ Universit\u00e9 Paris I Panth\u00e9on Sorbonne), em Paris. Trabalha no dom\u00ednio da filosofia da biologia, abordando quest\u00f5es relacionadas com a evolu\u00e7\u00e3o e a ecologia, particularmente as ideias de organismo e de sele\u00e7\u00e3o natural e, de modo mais geral, em quest\u00f5es sobre a natureza e os modos de explica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. O seu livro mais recente, <em>Les soci\u00e9t\u00e9s du profilage. Evaluer, optimiser, pr\u00e9dire<\/em> (Paris: Payot), foi publicado em 2023, sucedendo a <em>Death: Perspectives from the Philosophy of Biology<\/em> (Palgrave-McMillan, 2022) e <em>Why ? The philosophy behind the question<\/em> (Stanford UP 2022). \u00c9 ainda co-editor da s\u00e9rie de livros <em>History, Philosophy and Theory in Biology<\/em> (Springer) e foi coautor de <em>From evolutionary biology to evolution and back<\/em> (Springer, 2022), com cinco outros fil\u00f3sofos, bi\u00f3logos e economistas e os t\u00edtulos que publicou, como editor, incluem <em>From groups to individuals<\/em> (com Fr\u00e9d\u00e9ric Bouchard, MIT Press, 2013), <em>Handbook of Evolutionary Thinking in the Sciences<\/em> (com T. Heams, G. Lecointre, M. Silberstein, Springer, 2015), <em>Challenging the Modern Synthesis<\/em> (com D. Walsh, Oxford UP 2017). Publicou mais de 120 artigos e cap\u00edtulos em revistas internacionais de filosofia da ci\u00eancia ou de biologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea PT\/EN e EN\/PT<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>BILHETES<\/h2>\n<p>Entrada livre, sujeita \u00e0 lota\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, com abertura de portas 30 minutos antes da sess\u00e3o.<\/p>\n<h2>ENDERE\u00c7O<\/h2>\n<p>Jardins do Pal\u00e1cio de Cristal<br \/>\nRua de Dom Manuel II<br \/>\n4050-239 Porto<\/p>\n<h2>AUTOCARRO<\/h2>\n<p>1M, 200, 201, 207, 208, 302, 303, 501, 507, 601, ZM, 12M, 13M<br \/>\nCircular Massarelos \u2013 Carmo<\/p>\n<h2>ESTACIONAMENTO<\/h2>\n<p>Pal\u00e1cio de Cristal<\/p>\n"}],"previous_link":{"label":"O NOVO REGIME DAS INCLINA\u00c7\u00d5ES POL\u00cdTICAS DA ARTE","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/o-novo-regime-das-inclinacoes-politicas-da-arte\/"},"next_link":{"label":" REDES SOCIAIS: UMA AMEA\u00c7A \u00c0 DEMOCRACIA?","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/redes-sociais-uma-ameaca-a-democracia\/"}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/15714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=15714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}