{"id":9191,"date":"2022-02-11T11:57:26","date_gmt":"2022-02-11T11:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=resource&#038;p=9191"},"modified":"2022-04-21T10:21:10","modified_gmt":"2022-04-21T10:21:10","slug":"curso-breve-7-raiz-fasciculada","status":"publish","type":"resource","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/curso-breve-7-raiz-fasciculada\/","title":{"rendered":"Curso Breve #7 Raiz Fasciculada"},"content":{"rendered":"","protected":false},"featured_media":9197,"template":"","resource_category":[20,21],"class_list":["post-9191","resource","type-resource","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","resource_category-atividades","resource_category-cursos-breves"],"acf":{"ambient_sound":false,"previous_link":{"label":"#6 Corpo e pensamento contempor\u00e2neo \u2013 dez temas","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/curso-breve-6-corpo-e-pensamento-contemporaneo\/"},"next_link":{"label":"#8 Compreender a Terra a Partir Dela","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/recurso\/curso-breve-7-raiz-fasciculada\/"},"breadcrumb":[{"page":"Fazer"},{"page":"Cursos Breves"}],"file":false,"content":[{"acf_fc_layout":"event","display_title":"#7 Raiz Fasciculada","subtitle":"<p>Orientado por Tom\u00e1s Cunha Ferreira, Alexandra Balona, Jo\u00e3o Sousa Cardoso,\u00a0 Joaquim Moreno, Ant\u00f3nio Fontinha, Marta Bernardes, Pedro Bandeira e Jorge Leandro Rosa<\/p>\n<p>SEG 21, 28 FEV, 7, 14, 21, 28 MAR, 4, 11 ABR 18H\u201420H (8 sess\u00f5es)<\/p>\n","date":{"show_time":false,"type":"range","date":null,"start_date":"21\/02\/2022 18:00","end_date":"11\/04\/2022 20:00"},"sessions":null,"location":{"type":"other","station":false,"location":"Audit\u00f3rio Biblioteca Municipal Almeida Garrett"},"media":{"type":false,"image":{"ID":9198,"id":9198,"title":"RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4","filename":"RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-scaled.jpg","filesize":385152,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-scaled.jpg","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/raizfasciculada_leiturasjoaopereira4-2\/","alt":"","author":"11","description":"","caption":"","name":"raizfasciculada_leiturasjoaopereira4-2","status":"inherit","uploaded_to":0,"date":"2022-02-11 11:32:03","modified":"2022-02-11 11:33:04","menu_order":0,"mime_type":"image\/jpeg","type":"image","subtype":"jpeg","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/default.png","width":2560,"height":1440,"sizes":{"thumbnail":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-150x150.jpg","thumbnail-width":150,"thumbnail-height":150,"medium":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-300x169.jpg","medium-width":300,"medium-height":169,"medium_large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-768x432.jpg","medium_large-width":640,"medium_large-height":360,"large":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-1024x576.jpg","large-width":640,"large-height":360,"ufg_200_200":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-scaled.jpg","ufg_200_200-width":200,"ufg_200_200-height":113,"ufg_300_300":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-scaled.jpg","ufg_300_300-width":300,"ufg_300_300-height":169,"ufg_400_400":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-scaled.jpg","ufg_400_400-width":400,"ufg_400_400-height":225,"1536x1536":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-1536x864.jpg","1536x1536-width":1536,"1536x1536-height":864,"2048x2048":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/RaizFasciculada_leituras@JoaoPereira4-2048x1152.jpg","2048x2048-width":2048,"2048x2048-height":1152}},"gallery":false},"excerpt":"<p>Bot\u00e2nica e ecologia, pintura de g\u00e9nero, contos populares, m\u00fasica, cinema, s\u00e3o alguns dos temas do universo da cole\u00e7\u00e3o Raiz Fasciculada. Este curso alarga-se a 8 singulares sess\u00f5es orientadas por alguns dos seus autores, e cujo processo de trabalho est\u00e1 tamb\u00e9m em exposi\u00e7\u00e3o no Gabinete Gr\u00e1fico.<\/p>\n","content":"<p>Bot\u00e2nica e ecologia, pintura de g\u00e9nero, contos populares, m\u00fasica, cinema, s\u00e3o alguns dos temas do universo da cole\u00e7\u00e3o Raiz Fasciculada. Este curso alarga-se a 8 singulares sess\u00f5es orientadas por alguns dos autores destes fasc\u00edculos dispon\u00edveis nas Bibliotecas, e cujo processo de trabalho est\u00e1 tamb\u00e9m em exposi\u00e7\u00e3o no <a href=\"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/exhibition\/raiz-fasciculada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gabinete Gr\u00e1fico <\/a>da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.<\/p>\n<h2>INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p>INSCRI\u00c7\u00c3O COMPLETA RAIZ FASCICULADA<b> at\u00e9 18 FEV:<\/b><br \/>\n25\u20ac\u00a0 \/ 12,5\u20ac para utilizadores inscritos nas Bibliotecas Municipais do Porto e cart\u00e3o Porto.<\/p>\n<p>INSCRI\u00c7\u00c3O POR SESS\u00c3O <b>at\u00e9 sexta antes da sess\u00e3o da segunda seguinte:<\/b><br \/>\n5\u20ac\u00a0 \/ 3\u20ac para utilizadores inscritos nas Bibliotecas Municipais do Porto e cart\u00e3o Porto \/ Limitado \u00e0 lota\u00e7\u00e3o do audit\u00f3rio<\/p>\n<p><strong><br \/>\n+ info e inscri\u00e7\u00f5es\u00a0<a href=\"https:\/\/bmp.cm-porto.pt\/contact\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-cursor-hover=\"ready\">aqui<\/a> ou em bmp@cm-porto.pt \/<\/strong>\u00a0225\u00a0193\u00a0480<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Sess\u00f5es<\/h3>\n<h2>SEG 21 FEV, 18H<br \/>\n<em><strong>Harry Everett Smith: Mestre do Microfone<br \/>\n<\/strong><\/em>Por Tom\u00e1s Cunha Ferreira<\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Harry Everett Smith auto-definiu-se como cineasta de truques, falso alarme de inc\u00eandio, diab\u00f3lico, alc\u00f3latra, e por a\u00ed afora. Allen Ginsberg foi mais conciso: Harry Smith era o mestre do microfone &#8211; instrumento que usou tanto para registrar o mundo, quanto para reclamar contra ele em volume alto e distorcido. Mas sempre por puro fasc\u00ednio, sempre para erguer pontes improv\u00e1veis, sempre por humor e amor. A \u00fanica maneira de abarcar o seu trabalho, \u00e9 retirar os obst\u00e1culos do caminho, e deixar que continue.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><strong>Tom\u00e1s Cunha Ferreira<\/strong> (1973) vive e trabalha em Lisboa. Artista pl\u00e1stico e m\u00fasico, o seu trabalho prop\u00f5e zonas de desvio e circula\u00e7\u00e3o livre entre pintura e palavra, texto e imagem, tomando os termos propostos pelo poeta concreto Dom Sylvester Hou\u00e9dard &#8211; quasepintura, quasepalavra, como forma de leitura de diferentes formatos e suportes poss\u00edveis.\u00a0 <\/span><span class=\"s1\">Exposi\u00e7\u00f5es recentes: <em>Desdesenho<\/em>, Gabinete de Desenho do Museu da Cidade, Porto; <em>Pequenos Fogos,<\/em> com Jos\u00e9 Leonilson, Brot\u00e9ria, Lisboa; <em>Panapan\u00e3,<\/em> Galeria Athena, Rio de Janeiro;<em> As Is,<\/em> Galeria Emmanuel Barbault, Nova Iorque.\u00a0 <\/span><span class=\"s1\">Com Domenico Lancellotti faz o programa Colapso, na R\u00e1dio Esta\u00e7\u00e3o, e com Matilde Campilho, o programa Pingue Pongue, na Antena 3. Na m\u00fasica, em disco ou ao vivo, apresenta-se a solo e outras forma\u00e7\u00f5es: Com(1), Os Quais, Lambe Lambe, Syndi Cats, etc.\u00a0Em 2020 lan\u00e7ou o disco Vai Come\u00e7ar, produzido pelo carioca Pedro S\u00e1, com edi\u00e7\u00e3o vinil em 2022.<\/span><\/p>\n<h2>SEG 28 FEV, 18H<br \/>\n<strong><em>Abertura, Vertigem e Estranhamento: De Yves Tumor a Marlene Monteiro Freitas<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Alexandra Balona<\/h2>\n<p>Partindo da reflex\u00e3o sobre a performatividade queer no m\u00fasico Yves Tumor, propomos uma digress\u00e3o em torno do prodigioso e desconcertante mundo coreogr\u00e1fico de Marlene Monteiro Freitas. Pautada por uma abertura ao imponder\u00e1vel, pela articula\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias dissonantes, pelo transformismo e deslocamento de c\u00e2nones pr\u00e9-estabelecidos, as obras de Marlene s\u00e3o entidades vivas que existem no encontro vertiginoso entre as for\u00e7as da performance e as emo\u00e7\u00f5es do p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong><span class=\"s2\">Alexandra Balona<\/span><\/strong><span class=\"s1\"> \u00e9 investigadora e curadora independente. Licenciada em Arquitetura, \u00a0concluiu um doutoramento em Estudos de Cultura sobre a politicalidade da obra coreogr\u00e1fica de Marlene Monteiro Freitas. Foi co-curadora de Anton Vidokle: <em>Cidad\u00e3os do Cosmos<\/em> (Rampa, 2021), de <em>Um Elefante no Pal\u00e1cio de Cristal<\/em> (Ping, GMP, 2021), entre outros. Escreve no P\u00fablico, Contempor\u00e2nea e Art Press.<\/span><\/p>\n<h2>SEG 7 MAR, 18H<br \/>\n<strong><em>A transum\u00e2ncia das imagens: fantasmagoria e atualidade<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Jo\u00e3o Sousa Cardoso<\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No novo tempo cultural em que habitamos, as fantasmagorias do mundo digital coabitam com os imagin\u00e1rios arcaicos, desenhando figuras transtemporais e ambivalentes de grande pot\u00eancia. Sendo as imagens um sistema de ecr\u00e3s propiciat\u00f3rio \u00e0s projec\u00e7\u00f5es mentais das sociedades num momento do seu desenvolvimento, que qualidades mobilizam, que aventuras comportam e para que geografias apontam nesta d\u00e9cada de 20?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong><span class=\"s1\">Jo\u00e3o Sousa Cardoso. <\/span><\/strong><span class=\"s1\">Doutorado em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne). <\/span><span class=\"s1\">Encenou\u00a0<em>Sequ\u00eancias Narrativas Completas<\/em>, a partir de \u00c1lvaro Lapa, com estreia no Teatro Nacional D. Maria II, em 2019.\u00a0Dirigiu o\u00a0<em>TEATRO\u00a0EXPANDIDO!,<\/em> no ano de reabertura do Teatro Municipal do Porto, em 2015. Publicou os livros\u00a0<em>Sequ\u00eancias Narrativas Completas\u00a0<\/em>e\u00a0<em>A Espanha das Espanhas<\/em>, em 2020. Professor na Universidade Lus\u00f3fona.\u00a0Escreve regularmente ensaio para\u00a0a revista Contempor\u00e2nea e o jornal\u00a0P\u00fablico.<\/span><\/p>\n<h2>SEG 14 MAR, 18H<br \/>\n<strong><em>Confiar na semente<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Joaquim Moreno<\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A situa\u00e7\u00e3o: um semin\u00e1rio sobre televis\u00e3o numa escola de arquitetura; a li\u00e7\u00e3o de coisas: a visita ao edif\u00edcio da Companhia Brit\u00e2nica de Difus\u00e3o; a surpresa: a alegoria no \u00e1trio de entrada, um semeador com a inscri\u00e7\u00e3o b\u00edblica em latim: <em>Deus Incrementu Dat<\/em>. A converg\u00eancia da sementeira, do semin\u00e1rio e da difus\u00e3o \/ emiss\u00e3o (por falta de melhor tradu\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas <em>broadcast<\/em>), assim sobrepostas, permitiu ver o quanto as diferen\u00e7as excediam o contorno, para parafrasear a analogia po\u00e9tica de Ant\u00f3nio Quadros, e aprender com o transporte, pensar umas coisas com outras, fazer uma planta\u00e7\u00e3o cooperante, como o feij\u00e3o que se enla\u00e7a no p\u00e9 de milho e a folhagem larga da ab\u00f3bora que protege o solo com a sombra das tr\u00eas irm\u00e3s dos cultivos das primeiras na\u00e7\u00f5es americanas. E se \u00e9 a partir da raiz etimol\u00f3gica comum que estas palavras ramificam e divergem, \u00e9 a sua confian\u00e7a partilhada na semente que engendra um laborat\u00f3rio de diferendos para as cultivar em conjunto.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><strong>Joaquim Moreno<\/strong> (Luanda 1973) \u00e9 Arquitecto pela FAUP, Master pela Escuela T\u00e9cnica Superior de Arquitectura de Barcelona e Doutor em Teoria e Hist\u00f3ria da Arquitetura pela Universidade de Princeton. Desenvolveu atividade docente na Universidade de Columbia, Universidade de Princeton, Universidade de Syracuse, Universidade do Minho, Universidade Aut\u00f3noma de Lisboa, ISCTE e Architectural Association. Actualmente \u00e9 Professor Auxiliar na FAUP. <\/span><span class=\"s1\">Foi curador, com Jos\u00e9 Gil, da representa\u00e7\u00e3o Portuguese na Bienal de Arquitectura de Veneza (2008), e com Paula Pinto, da exposi\u00e7\u00e3o <em>Carlo Scarpa, T\u00famulo Brion \u2013 Guido Guidi<\/em>\u00a0 (2015) no CCB , respons\u00e1vel pelo livro <em>The University is Now on Air, Broadcasting Modern Architecture <\/em>(2018) e pela exposi\u00e7\u00e3o <em>Contadores de Hist\u00f3rias <\/em>(2022) no MAAT. <\/span><span class=\"s1\">O livro e a exposi\u00e7\u00e3o <em>Radar Veneza: arquitectos portugueses na Bienal 1975-2021,<\/em> com Alexandra Areia, \u00e9 o mais recente resultado publicado.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2>SEG 21 MAR, 18H<br \/>\n<strong><em>Imagin\u00e1rio dos Contos Tradicionais Portugueses<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Ant\u00f3nio Fontinha<\/h2>\n<p>O prazer de contar e ouvir contar hist\u00f3rias tem vindo a ser recuperado em m\u00faltiplos contextos. Mergulhando nesse jogo, despertamos para uma pr\u00e1tica milenar e confrontamo-nos com o legado das tradi\u00e7\u00f5es orais. E que express\u00e3o ter\u00e1 hoje, esse imagin\u00e1rio?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio<\/strong> <strong>Fontinha<\/strong>, pioneiro do movimento de narra\u00e7\u00e3o oral em Portugal, vive exclusivamente desta atividade e, em 30 anos de carreira, dinamizou milhares de sess\u00f5es de contos para diversificados p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>SEG 28 MAR, 18H<br \/>\n<strong><em>Ergos e Energueia: pintura de g\u00e9nero<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Marta Bernardes<\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A obra de Aur\u00e9lia de Sousa \u00e9 t\u00e3o singular e valiosa que nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem recebido uma aten\u00e7\u00e3o crescente, uma redescoberta n\u00e3o s\u00f3 nacional como internacional. Mas o arrojo de Aur\u00e9lia \u00e9 maior do que o de ter sido uma enorme pintora: foi-o sendo mulher, artista, culta, solteira e provocadora na transi\u00e7\u00e3o do s\u00e9c. XIX para o XX, em Portugal. <\/span><span class=\"s1\">S\u00e3o famosos sobretudo os seus autorretratos. E \u00e9 precisamente a partir do mais intrigante dos seus autorretratos, o seu Santo Ant\u00f3nio de 1902, que partimos para uma indaga\u00e7\u00e3o em voz alta, partilh\u00e1vel, que mistura os olhares e as escutas: os hist\u00f3ricos, os est\u00e9ticos, os liter\u00e1rios, os filos\u00f3ficos, os materiais, os religiosos, os afectivos. <\/span><span class=\"s1\">O rigor da aproxima\u00e7\u00e3o a esta obra n\u00e3o ser\u00e1 o acad\u00e9mico, mas a do rizoma das po\u00e9ticas que ela convoca e invoca. Quem vos falar\u00e1 serei eu, na minha humilde paix\u00e3o por esta obra, eu, mulher artista, aspirante a pedagoga, devedora devota desta artista.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><strong>Marta Bernardes<\/strong> (Porto 1983) \u00e9 licenciada em Belas-Artes pela FBAUP e Mestre em Filosofia da Cultura e Psican\u00e1lise pela UCM Madrid. Desenvolveu um trabalho de Doutoramento em torno da Voz como figura ontol\u00f3gica do pensamento ocidental, na mesma universidade. <\/span><span class=\"s1\">Trabalha como poeta, artista visual, teatral, performativa e musical desde 2005. O seu trabalho como artista oscila sempre entre a palavra escrita, o desenho, a cena e a pot\u00eancia da oralidade. <\/span><span class=\"s1\">Atualmente \u00e9 Gestora de Projectos Educativos do Museu da Cidade do Porto.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>SEG 4 ABR, 18H<br \/>\n<strong><em>Ecologia, Finitude e mais al\u00e9m<br \/>\n<\/em><\/strong>Por Pedro Bandeira<\/h2>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tendo como ponto de partida os debates em torno da ecologia nos anos 70, esta <\/span><span class=\"s2\">sess\u00e3o<\/span><span class=\"s1\"> ser\u00e1 ilustrada por projetos de arquitetura de car\u00e1ter ut\u00f3pico desenvolvidos na Escola Superior de Belas Artes do Porto em pleno PREC. Na sequ\u00eancia desta tem\u00e1tica, ser\u00e3o tamb\u00e9m apresentados alguns projetos mais recentes de Pedro Bandeira<\/span><span class=\"s1\">. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"><strong>Pedro Bandeira<\/strong> (1970), arquiteto (FAUP 1996), \u00e9 Professor Associado na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho e membro investigador do Lab2PT. Autor de diversas publica\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da cultura arquitet\u00f3nica, venceu, o <i>Pr\u00e9mio Obra Sustentabilidade e Inova\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0(2021) da Ordem dos Arquitetos e do Fundo Ambiental.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h2>SEG 11 ABR, 18H<br \/>\n<em>A<strong> Terra, menos e mais do que um mundo<br \/>\n<\/strong><\/em>Por Jorge Leandro Rosa<\/h2>\n<p>Passou a \u00e9poca das imagens do mundo. O mundo saiu da sua representa\u00e7\u00e3o, como diria o fil\u00f3sofo Jean-Luc Nancy. Muita da inquieta\u00e7\u00e3o que nos atinge hoje tem a ver com esta aus\u00eancia. Continuamos a atravessar o mundo de um lado ao outro, como se essa fosse a sua raz\u00e3o de existir remanescente. O mundo parece ser hoje uma rede de travessias cegas, sem destino e sem horizonte. Interrogar e reinventar as imagens da Terra, como sugerimos no <em>Fasc\u00edculo \u00abGeomorofologia\u00bb<\/em> (Fasc\u00edculo #13 do Museu da Cidade), s\u00e3o agora tarefas vitais. Como tocar as for\u00e7as terrestres que se animam fora da nossa vista? Como voltar a\u00a0 representar a nossa liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra? Nesta confer\u00eancia, percorreremos alguns dos acessos \u00e0 Terra que ainda parecem pratic\u00e1veis: pela rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica com a biosfera, pelo simb\u00f3lico ou pelas ci\u00eancias da Terra, pelos mapas e o seu imagin\u00e1rio, pelas artes e pela literatura, pelas espiritualidades e pela filosofia, pelo localismo ou pelo cosmopolitismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jorge Leandro Rosa<\/strong> \u00e9 ensa\u00edsta e tradutor. Escreve sobre est\u00e9tica, literatura e artes, mundo contempor\u00e2neo, ecologia pol\u00edtica, mudan\u00e7a clim\u00e1tica e filosofia da Terra. Traduziu e colaborou com autores como Jean-Luc Nancy, Emanuele Coccia, Georges Didi-Huberman, Jacques Ranci\u00e8re, etc. Em 2019, organizou na Faculdade de Letras de Lisboa um Col\u00f3quio sobre a Geopo\u00e9tica, trazendo a Portugal o seu fundador, o poeta e pensador escoc\u00eas Kenneth White.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n"}]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource\/9191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resource"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"resource_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/resource_category?post=9191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}