{"id":762,"date":"2020-11-05T13:47:41","date_gmt":"2020-11-05T13:47:41","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoporto.pt\/?post_type=signal&#038;p=762"},"modified":"2020-11-05T13:50:23","modified_gmt":"2020-11-05T13:50:23","slug":"missiva-1","status":"publish","type":"signal","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/signal\/missiva-1\/","title":{"rendered":"Missiva #1"},"template":"","class_list":["post-762","signal","type-signal","status-publish","hentry"],"acf":{"number":"1","file":{"ID":5082,"id":5082,"title":"Missiva001","filename":"Missiva001.pdf","filesize":28111,"url":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missiva001.pdf","link":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/signal\/missivas-da-posta-restante\/missiva001-2\/","alt":"","author":"18","description":"","caption":"","name":"missiva001-2","status":"inherit","uploaded_to":725,"date":"2020-11-05 13:43:04","modified":"2020-11-05 13:43:04","menu_order":0,"mime_type":"application\/pdf","type":"application","subtype":"pdf","icon":"https:\/\/museudoporto.pt\/wp-includes\/images\/media\/document.png"},"description":"<p>R\u00f3mulo de Carvalho<br \/>\n<em><u>A Composi\u00e7\u00e3o do Ar<\/u><\/em><br \/>\nCadernos de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<br \/>\nLivraria S\u00e1 da Costa, Lisboa, 1981<\/p>\n<p>[3] \u00c9 de crer que logo no in\u00edcio da sua presen\u00e7a na Terra os primeiros homens tivessem percebido que viviam mergulhados num meio (o ar) que lhes era indispens\u00e1vel \u00e0 vida. Na sua mente ainda confusa, mas j\u00e1 desperta, reconheceriam o prazer de assomar ao buraco da caverna que lhes servia de habita\u00e7\u00e3o protectora, e de aspirar profundamente o ar circundante. Qualquer coisa lhes penetrava pela boca e pelas narinas, coisa agrad\u00e1vel, reconfortante, e que, segundo lhes deveria parecer, tornava a sair pelas mesmas entradas, esvaziando-lhes a caixa tor\u00e1cica. Reconheceriam tamb\u00e9m que os mortos j\u00e1 n\u00e3o praticavam essa fun\u00e7\u00e3o (n\u00e3o respiravam) e que certamente ela estava associada a toda a actividade do homem, pois bastaria tapar-lhe a boca e apertar-lhe as narinas demoradamente para que a morte se apoderasse dele. N\u00e3o admira que durante mil\u00e9nios o ar, que ningu\u00e9m v\u00ea, fosse imaginado como um ser sobrenatural que penetrava no corpo dos homens e lhes concedia a vida. Um deus, portanto. Assim, foi considerado o ar como um deus muito temido, umas vezes protector, quando se deixava aspirar em haustos reconfortantes, outras vezes terr\u00edvel, quando bramia, soprava, assobiava, fazia estremecer as robustas \u00e1rvores e as arrancava do solo, tombando-as. Um deus que merecia toda a venera\u00e7\u00e3o e respeito.<\/p>\n","media":false},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/signal\/762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/signal"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/signal"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudoporto.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}