Nova 014
Plataformas Públicas — Auditório. Maratona de Entrevistas. Nuno Faria, Vânia Rodrigues e Dori Nigro © António Alves
14 maio 2021
A Rádio Nómada do Museu da Cidade encerra a sua estadia na Biblioteca Popular de Pedro Ivo este sábado e domingo, com uma emissão especial ao longo de todo o dia — em direto e ao vivo na Praça do Marquês — que oferece leituras, conversas e uma maratona de nove concertos de emergentes músicos portuenses, uma proposta da Matéria Prima.
Foi no início do desconfinamento e em tempos de pandemia, que a Rádio Estação do Museu da Cidade habitou o espaço daquela pequena biblioteca ao ar livre, convocando o som e a experiência da escuta como forma de aproximação e contacto. E assim reabriu as portas.
A estadia temporária da Rádio Estação no Modo Nómada da Biblioteca Popular de Pedro Ivo, chega este fim de semana, sábado 15 e domingo 16, à reta final, propondo um programa especial de encerramento. Ao longo do dia, sintonizando a Rádio Estação no sítio invisível ou em frequência no bairro hertziano do Marquês (2km) 96.3FM, entre as 9 e as 20H emite em direto na e a partir da Praça do Marquês a rubrica RÁDIO NÓMADA.
Passantes e ouvintes são convidados a ficar à escuta pelo Jardim do Marquês descobrindo as novas sonoridades de uma maratona de concertos de nove novos e promissores agitadores da música experimental portuense, uma proposta da Matéria Prima, autores da rubrica ARCA. Esta Arca uma nave que percorre as latitudes criativas locais e desafia todos os silêncios, traz-nos showcases em direto de Francisco Oliveira, Noxin, Vasco Lé, Vicente Mateus, Inês Malheiro, Instruções Rituais, Nuno Oliveira, Canadian Riffles e Neither Neither.
Entre as rubricas habituais, haverá antena para o regresso dos Ecos da Biblioteca Sonora, uma performance de leituras pelos leitores voluntários da Biblioteca Sonora, sob a direção de Nuno Preto – sábado às 17H ao vivo e em direto dos jardins, e para uma conversa especialíssima, com Germano Silva – domingo às 10H.
A Rádio Estação voltará ao formato nómada na Feira do Livro 2021 e continua sempre no sítio invisível do Museu da Cidade e em arquivo sonoro.
A rádio sem locução, que ocupa em permanência o sítio invisível do website (também em construção) do Museu da Cidade, assume-se como uma anti-rádio ou rádio em abismo, debitando uma grelha em permanente (des)construção que faz conviver experimentação sonora, composições generativas, gravações inéditas ou esquecidas, sondagens urbanas ou palavra soprada.
Para o Marquês, estreou novas rubricas, como CONFABULAÇÕES, uma fábula para pais e outra para filhos, INVENTÁRIO, um mapeamento oral das praças da cidade, ou, mais recentemente, dia 1 de maio, Dia do Trabalhador, TRABALHAR CANSA.
Esta última rubrica, com curadoria do sociólogo Bruno Monteiro e projeto sonoro de Pedro Tudela, debita em um conjunto de fascículos sobre o mundo do trabalho, para sentir a pulsação da história que ainda hoje bate na cidade. O programa é diário, mas todos os sábados às 16h Bruno Monteiro comenta esses registos, e no último domingo do mês há encontro marcado para trazer um convidado a entrevista. Este domingo, 30 de Maio às 11H Silvestre Lacerda, Diretor-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).
Esta semana, dois dias de maratona de gravação recolheram depoimentos a mais de três dezenas de agentes culturais da cidade, sobre o museu e a cidade, preparando terreno fértil à reflexão sobre este museu em construção. Neste auditório das Plataformas Públicas do Museu da Cidade participaram, entre muitos outros, Nuno Coelho, Vânia Rodrigues, Dori Nigro, Laura Castro, Rita Castro Neves e Daniel Moreira, Joana Machado, Camilo Rebelo, Luís Araújo, Hilda de Paulo, Joaquim Moreno…num diálogo que se irá ser transmitido e ampliado a outras vozes muito em breve.