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Biblioteca Poética Eugénio de Andrade lança Clube de Poesia

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A Biblioteca Poética Eugénio de Andrade, recentemente inaugurada na emblemática casa do “poeta da luz”, no Passeio Alegre, lança o Clube de Poesia “A poesia adora andar descalça”, um projeto colaborativo e continuado que coloca a palavra poética no centro. O clube arranca a 25 de fevereiro e propõe ser um espaço de exploração, criação e partilha, onde a leitura, a escrita e a oralidade são as pontes entre gerações e saberes.

 

A participação é gratuita, limitada a 15 participantes e destina-se a maiores de 16 anos, mediante inscrição no site do Museu do Porto.

 

Programa e sessões

O clube realizará sessões semanais, às quartas-feiras, em dois horários à escolha, mediante inscrição, das 10h30 às 11h30 e das 15 às 16 horas, com início a 25 de fevereiro. As sessões serão orientadas por Maria Adelaide Silva e Carla Teixeira e estruturadas em torno de seis poetas de diferentes correntes literárias, proporcionando aos participantes a oportunidade de explorar múltiplas sensibilidades poéticas.

O projeto estabelece também parcerias com instituições locais e universidades seniores, reforçando o papel da biblioteca como centro cultural de referência, onde a memória dos poetas se cruza com a voz ativa dos cidadãos. Um dos objetivos é transformar a biblioteca num espaço familiar, promovendo o convívio, o diálogo e a interação social, através da leitura e análise de poemas, da criação de textos originais e da discussão de temas universais.

 

Uma biblioteca dedicada à poesia

No contexto da rede de bibliotecas errantes do Porto, a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade distingue-se por ser um espaço exclusivamente dedicado à poesia. As suas estantes acolhem obras que marcaram o percurso literário do poeta, desde a poesia da Antiguidade Grega e Latina, com nomes como Safo, Homero e Virgílio, à tradição trovadoresca medieval dos Cancioneiros galaico-portugueses, passando pelos grandes poetas do Renascimento português, como Gil Vicente, Sá de Miranda e Bernardim Ribeiro.

O percurso estende-se às escolas romântica, simbolista, decadentista e saudosista, com autores como Almeida Garrett, Cesário Verde, António Nobre ou Antero de Quental, e abre-se ao diálogo internacional com poetas como Verlaine, Rimbaud, Baudelaire, Rilke, Whitman ou Melville. Em estreita relação com a literatura portuguesa do século XX, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny ou Ruy Belo, a biblioteca apresenta ainda uma amostra expressiva da poesia portuguesa do século XXI.

Com salas de leitura luminosas e vista para o mar, o espaço permite consulta local, empréstimo domiciliário de múltiplos títulos e ainda ouvir poemas de Eugénio de Andrade através de gravações áudio.