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«Na Lâmina Implacável do Tempo» é uma exposição com curadoria de Rita Roque, realizada em estreita colaboração com a poeta Inês Lourenço, autora homenageada da Feira do Livro do Porto de 2026. Mais do que uma evocação biográfica, a exposição propõe uma aproximação ao universo poético de Inês Lourenço, através do percurso literário, da atividade editorial e das redes de criação e amizade que moldaram uma das vozes mais singulares da poesia portuguesa contemporânea. A partir do arquivo pessoal da poeta, reúne livros, manuscritos, correspondência, fotografias, objetos, documentação editorial e obras de arte que testemunham décadas de intensas afinidades estéticas e humanas.
Ver mais«Porto Regresso ao Futuro» recupera o imaginário da viagem no tempo para revisitar, 25 anos depois, a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, propondo um regresso, através da memória e do arquivo, a um dos momentos em que a ideia de futuro mais marcou a cidade.
Ver mais«Call of the West» é uma história reencontrada. Esta exposição, a realizar-se na Casa do Infante, integra o programa da KISMIF Conference 2026. Trata uma narrativa longínqua de uma viagem, de uma amizade e de um momento irrepetível da cultura underground portuguesa. Estes registos fotográficos – feitos por Victor Torpedo em 1997 (com edição e tratamento de negativos de 35mm por Pedro Medeiros) – narram a primeira viagem dos Tédio Boys aos EUA. Era o augúrio de um mundo que se encontrava (e encontra) mergulhado numa série crescente de incertezas e riscos. Estes registos fotográficos são as provas de contacto de uma existência. Este trabalho é sobre um momento. Um eco coberto de poeira de Las Vegas, do isolamento das Badlands, do backstage do CBGB, Hollywood Boulevard e de Graceland. Além disso, é um trabalho artístico-criativo que retrata o tema da diáspora, o movimento e a necessidade de sair, indo em busca de algo diferente, tendo as culturas DIY e a imaginação crítica como um domínio crucial de resistência cultural e política.
Ver maisO Museu do Porto apresenta oficialmente o Museu Aurélia e Sofia de Souza, nova designação da Casa Marta Ortigão Sampaio, numa proposta de renomeação concebida por Jorge Sobrado, atual Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto e antigo diretor do Museu do Porto.
A inauguração integra duas exposições inéditas: “Diálogo Duplo” e “Seabranano e Seabrina”
Ver maisA origem do vinho do Porto surge de uma conjugação geográfica, social, histórica e económica invulgar e complexa, onde realidades urbanas e rurais se intercetaram, e da natureza rica e diversa do Douro, representada nesta exposição pela luz branca que, ao embater no prisma humano, é processada e interpretada, gerando um espectro de cores imenso. Tudo isto desaguou numa cultura de contrastes multifacetada e de infinitas possibilidades. Nesta viagem do Douro ao Porto descreve-se de forma simples os três momentos de feitura do vinho, sob perspetivas micro e macro, e a cultura que cada um deles originou: a Cultura da Terra, do Vinho e do Tempo.
Ver maisDatada de meados do século XVIII, a Quinta do Sacramento, depois conhecida como Quinta da Macieirinha, insere-se num aro verde, formado por quintas de recreio e de produção económica, que outrora rodeava o Porto. Pertenceu a três famílias distintas, até ser comprada pela Câmara Municipal do Porto, já nas décadas finais do século XX. Pelo meio, acolheu os breves dias portuenses de um rei italiano no exílio e recebeu a visita de monarcas portugueses.
Ver maisUm programa europeu que celebrou no ano passado 40 anos sobre a primeira edição, que já reconheceu o título a mais de 70 cidades, das quais quatro portuguesas. O debate sobre a dinâmica gerada pelas anteriores CEC portuguesas, abrindo espaço para um momento prospetivo sobre Évora 2027. Em foco objetivos e resultados, pela voz dos protagonistas.
Ver maisInstalada na Antiga Casa da Câmara, a exposição «Porto Regresso ao Futuro» recupera o imaginário da viagem no tempo para revisitar, 25 anos depois, a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, propondo um regresso, através da memória e do arquivo, a um dos momentos em que a ideia de futuro mais marcou a cidade. Entre 3 de setembro e 29 de outubro, o Museu e Bibliotecas do Porto propõe, em colaboração com Luísa Bessa e Luís Tavares Pereira, um programa paralelo à exposição, composto por visitas guiadas, conversas e encontros que aprofundam diferentes perspetivas sobre a Porto 2001, a transformação urbana e a construção da memória coletiva da cidade.
Ver maisA renovação urbana da Baixa resultou de um concurso por convites promovido pela Porto 2001 sob a coordenação do Arq.º Manuel Correia Fernandes, organizando o espaço central da cidade, da Rua da Restauração à Rua do Almada, a Oeste, dos Guindais à Rua Sá da Bandeira, a Leste, em quatro zonas. Estas zonas foram também pensadas em torno dos principais equipamentos culturais da Baixa: Leste A em torno do teatro São João, e cinemas Batalha e Águia D’Ouro (entretanto transformado em hotel), Leste B em torno do Teatro Municipal Rivoli, e do Coliseu do Porto, Oeste A em torno da Cadeia da Relação (CPF), Mosteiro São Bento da Vitória e Reitoria, e Oeste B, em torno do Auditório Carlos Alberto e Cinema Trindade (também parcialmente convertido em Hotel);
A pouco e pouco o novo espaço público deixado pela Porto 2001 começou a receber novos usos, novas lojas começaram a ocupar os espaços em declínio, e os passeios alargados começaram a ser ocupados por esplanadas e pessoas. Os edifícios começaram a ser recuperados. A nova atratividade da Baixa trouxe também grandes investimentos em que a preservação do património surge como um entrave. Que estratégia para a recuperação do património, no Porto Património Mundial e nas zonas de proteção? E para lá das zonas de intervenção originais? O modelo Porto 2001 pode ser replicado? E com que tipo de ajustes?
Ver maisNum museu que é uma casa de artistas ariscas, que brincaram com as luzes e as sombras para desafiar o seu tempo, vamos mergulhar nas suas estórias, imagens e objetos e experimentar o desenho, a pintura e a fotografia para criar um álbum de família único.
Ver maisVamos abrir campo há experimentação, fazendo a colagem de diversos fragmentos de azulejos de desperdício dando-lhes uma nova vida sobre uma base em azulejo branco. Resultará deste exercício um azulejo de relevo escultórico desenvolvido com a lógica do mosaico, ao qual iremos acrescentar vidrados coloridos.
Ver maisLuísa Jorge dá continuidade ao ciclo A(r)riscar com uma nova série de oficinas de ilustração científica inteiramente dedicadas à Arqueologia. Tendo como ponto de partida a coleção especializada da Biblioteca de Arqueologia e a atmosfera inspiradora do espaço museológico envolvente, este ciclo convida os participantes a olhar para o passado através do traço. Nestas sessões, o desenho de observação rigoroso funciona como a principal ferramenta para explorar. Reinterpretam-se vestígios, formas e narrativas históricas. Cada fragmento, artefacto ou ruína é objeto de criação artística. Uma experiência prática que une a precisão da ciência à sensibilidade da arte.
Ver maisHá elementos fundamentais da nossa cultura que continuam presentes, mesmo quando já não lhes reconhecemos a origem. Na música acontece precisamente isso. Durante mais de mil anos, o canto gregoriano e os oito tons moldaram profundamente a forma como a música ocidental foi pensada, escrita e escutada. Embora essa linguagem tenha deixado de fazer parte do nosso vocabulário, continua discretamente presente em muitas das músicas que ainda hoje ouvimos. Este concerto encerra o ciclo «Tons Ibéricos», cruzando a tradição organística da Península Ibérica com a Nova Espanha, evocando a presença africana na música renascentista através de Vicente Lusitano e culminando, no século XX, com «Flamenco Sketches», de Miles Davis e Bill Evans. Mais do que um percurso histórico, este programa é um convite para reconhecer uma linguagem escondida dentro da Música: uma forma de pensar o discurso musical que atravessou séculos, culturas e continentes, encontrando continuamente novas formas de expressão.
Ver maisOuvindo estórias do Cemitério do Prado do Repouso e seguindo pela Rua de S. Vitor chegamos às Fontainhas.
A partir deste que foi o primeiro jardim público do Porto e com a companhia das carquejeiras alcançamos o Douro com as suas elegantes pontes, que marcam presença na paisagem desde o séc. XIX. Agora, as escadas esperam por nós, numa subida até ao miradouro dos Guindais.
O percurso termina junto ao Grupo Desportivo Guindalense.
Ver mais«A Poesia Adora Andar Descalça» é um projeto de continuidade, com periodicidade semanal, dedicado à promoção da palavra e da poesia nas suas vertentes escrita, lida e escutada. O Clube encontra o seu fôlego na coleção da Biblioteca de Poesia Eugénio de Andrade, disponibilizando o seu acervo para consulta gratuita e fruição de todos os visitantes.
Ver maisA renovação urbana da Baixa resultou de um concurso por convites promovido pela Porto 2001 sob a coordenação do Arq.º Manuel Correia Fernandes, organizando o espaço central da cidade, da Rua da Restauração à Rua do Almada, a Oeste, dos Guindais à Rua Sá da Bandeira, a Leste, em quatro zonas. Estas zonas foram também pensadas em torno dos principais equipamentos culturais da Baixa: Leste A em torno do teatro São João, e cinemas Batalha e Águia D’Ouro (entretanto transformado em hotel), Leste B em torno do Teatro Municipal Rivoli, e do Coliseu do Porto, Oeste A em torno da Cadeia da Relação (CPF), Mosteiro São Bento da Vitória e Reitoria, e Oeste B, em torno do Auditório Carlos Alberto e Cinema Trindade (também parcialmente convertido em Hotel);
A pouco e pouco o novo espaço público deixado pela Porto 2001 começou a receber novos usos, novas lojas começaram a ocupar os espaços em declínio, e os passeios alargados começaram a ser ocupados por esplanadas e pessoas. Os edifícios começaram a ser recuperados. A nova atratividade da Baixa trouxe também grandes investimentos em que a preservação do património surge como um entrave. Que estratégia para a recuperação do património, no Porto Património Mundial e nas zonas de proteção? E para lá das zonas de intervenção originais? O modelo Porto 2001 pode ser replicado? E com que tipo de ajustes?
Ver maisA cada ciclo, pequenos e grandes acontecimentos da Natureza trazem espanto e emoções aos mais curiosos. Como os artistas românticos, vamos mergulhar nos elementos naturais da exposição em busca de linhas e formas inspiradoras, para criar um «herb-animal-ário» à nossa medida.
Ver mais«Call of the West» é uma história reencontrada, uma narrativa longínqua de uma viagem, de uma amizade e de um momento irrepetível da cultura underground portuguesa. A partir dos registos fotográficos realizados por Victor Torpedo durante a primeira viagem dos Tédio Boys aos Estados Unidos, em 1997, a exposição recupera um momento singular da cultura underground portuguesa e as experiências de uma geração movida pelo espírito DIY e pela vontade de partir em busca de outros lugares e possibilidades.
Nesta visita guiada, Filipe Ribeiro, curador da exposição, e Victor Torpedo percorrem estas imagens e memórias, partilhando diferentes perspetivas sobre a viagem e sobre o contexto artístico e cultural que lhe deu origem. À visita segue-se um concerto de Victor Torpedo & The Pop Kids, prolongando o chamamento e a energia de uma história que continua a fazer-se ouvir.
Ver maisNa terceira sessão do ciclo de conversas «Uma Casa de Artistas», integrado no âmbito da exposição inaugural do Museu Aurélia e Sofia de Souza, tentaremos compreender melhor o interesse de Aurélia de Souza pela fotografia. A pintora usou a fotografia de formas diferentes na sua obra, tendo para tal contribuído a amizade e vizinhança com o fotógrafo portuense Aurélio da Paz dos Reis. Aurélia produziu imagens no espaço doméstico, ao ar livre, no jardim, no campo, tendo também usado a fotografia como autorrepresentação e instrumento de trabalho para as suas pinturas.
Ver maisPatrícia Magalhães, formada em desenho e pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e pelo ArCo, com trabalho centrado sobretudo no desenho, produziu a convite da Embaixada da República Checa uma série de ilustrações em torno da peça «R.U.R.» de Karel Čapek, numa edição artística e autor onde convergem texto e imagem. Publicada em 1920, a peça «Robôs Universais Rossum (R.U.R.)» conheceu sucesso imediato, tendo sido traduzida em mais de 30 idiomas. O texto introduziu o termo robô nas línguas modernas e mantém-se absolutamente atual. Karel Čapek é considerado um dos maiores escritores da antiga Checoslováquia e um representante do seu espírito democrático.
Ver maisA renovação urbana da Baixa resultou de um concurso por convites promovido pela Porto 2001 soba a coordenação do Arq.º Manuel Correia Fernandes, organizando o espaço central da cidade, da Rua da Restauração à Rua do Almada, a Oeste, dos Guindais à Rua Sá da Bandeira, a Leste, em quatro zonas. Estas zonas foram também pensadas em torno dos principais equipamentos culturais da Baixa: Leste A em torno do teatro São João, e cinemas Batalha e Águia D’Ouro (entretanto transformado em hotel), Leste B em torno do Teatro Municipal Rivoli, e do Coliseu do Porto, Oeste A em torno da Cadeia da Relação (CPF), Mosteiro São Bento da Vitória e Reitoria, e Oeste B, em torno do Auditório Carlos Alberto e Cinema Trindade (também parcialmente convertido em Hotel). A pouco e pouco o novo espaço público deixado pela Porto 2001 começou a receber novos usos, novas lojas começaram a ocupar os espaços em declínio, e os passeios alargados começaram a ser ocupados por esplanadas e pessoas. Os edifícios começaram a ser recuperados. A nova atratividade da Baixa trouxe também grandes investimentos em que a preservação do património surge como um entrave. Que estratégia para a recuperação do património, no Porto Património Mundial e nas zonas de proteção? E para lá das zonas de intervenção originais? O modelo Porto 2001 pode ser replicado? E com que tipo de ajustes?
Ver maisPerante um mundo em rápida transformação, que património queremos preservar e que património queremos deixar às gerações futuras? Com o tema «Reviver, Resistir, Reinventar», as Jornadas Europeias do Património 2026 convidam-nos a olhar para o Porto como uma cidade em permanente transformação, feita de sucessivas camadas de tempo, de paisagens moldadas pela ação humana e de memórias que continuam a ganhar novos significados. Este ano, procuramos aproximar o público dos bastidores da transformação da cidade, dando a conhecer o trabalho técnico e interdisciplinar que sustenta a salvaguarda e valorização do Património Cultural. Entre visitas a reservas e a escavações arqueológicas, e outras atividades, propomos descobrir como diferentes formas de conhecimento contribuem para compreender, cuidar e reinventar a cidade. Será também uma oportunidade para olhar para o património não apenas como aquilo que recebemos do passado, mas como um legado que estamos continuamente a construir e que, através das escolhas que fazemos hoje, deixaremos às gerações futuras. É esta a reflexão que gostaríamos de partilhar: o que hoje decidimos preservar, transformar ou criar será, um dia, parte da herança cultural das gerações futuras.
Ver maisA renovação urbana da Baixa resultou de um concurso por convites promovido pela Porto 2001 sob a coordenação do Arq.º Manuel Correia Fernandes, organizando o espaço central da cidade, da Rua da Restauração à Rua do Almada, a Oeste, dos Guindais à Rua Sá da Bandeira, a Leste, em quatro zonas. Estas zonas foram também pensadas em torno dos principais equipamentos culturais da Baixa: Leste A em torno do teatro São João, e cinemas Batalha e Águia D’Ouro (entretanto transformado em hotel), Leste B em torno do Teatro Municipal Rivoli, e do Coliseu do Porto, Oeste A em torno da Cadeia da Relação (CPF), Mosteiro São Bento da Vitória e Reitoria, e Oeste B, em torno do Auditório Carlos Alberto e Cinema Trindade (também parcialmente convertido em Hotel);
A pouco e pouco o novo espaço público deixado pela Porto 2001 começou a receber novos usos, novas lojas começaram a ocupar os espaços em declínio, e os passeios alargados começaram a ser ocupados por esplanadas e pessoas. Os edifícios começaram a ser recuperados. A nova atratividade da Baixa trouxe também grandes investimentos em que a preservação do património surge como um entrave. Que estratégia para a recuperação do património, no Porto Património Mundial e nas zonas de proteção? E para lá das zonas de intervenção originais? O modelo Porto 2001 pode ser replicado? E com que tipo de ajustes?
Ver maisEste percurso propõe uma leitura da modernização da cidade entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX, a partir da introdução de novas fontes de energia que transformaram profundamente o quotidiano urbano. No Ouro, onde em 1853 laborava uma fábrica de gás – com a casa das retortas e os seus gasómetros – evocam-se os primeiros sistemas de produção energética à escala industrial. Nas proximidades surge uma Central Termoelétrica, instalada em resposta às exigências contratuais do município, marcando uma nova etapa na infraestruturação da cidade. Ao longo das margens, em direção a Massarelos, revelam-se núcleos industriais que, em tempos, tiraram partido do Douro, como via privilegiada de transporte e abastecimento, desenhando uma paisagem produtiva hoje transformada. O percurso culmina na antiga Central Geradora de Massarelos, projetada em 1909 pelo engenheiro Luiz Couto dos Santos – então diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – e inaugurada em 1915. A sua atividade viria a ter um impacto decisivo na mobilidade urbana. Atualmente adaptado a Museu do Carro Eléctrico, este espaço preserva a memória da tração elétrica e das transformações que moldaram a cidade do Porto.
Ver maisA renovação urbana da Baixa resultou de um concurso por convites promovido pela Porto 2001 sob a coordenação do Arq.º Manuel Correia Fernandes, organizando o espaço central da cidade, da Rua da Restauração à Rua do Almada, a Oeste, dos Guindais à Rua Sá da Bandeira, a Leste, em quatro zonas. Estas zonas foram também pensadas em torno dos principais equipamentos culturais da Baixa: Leste A em torno do teatro São João, e cinemas Batalha e Águia D’Ouro (entretanto transformado em hotel), Leste B em torno do Teatro Municipal Rivoli, e do Coliseu do Porto, Oeste A em torno da Cadeia da Relação (CPF), Mosteiro São Bento da Vitória e Reitoria, e Oeste B, em torno do Auditório Carlos Alberto e Cinema Trindade (também parcialmente convertido em Hotel);
A pouco e pouco o novo espaço público deixado pela Porto 2001 começou a receber novos usos, novas lojas começaram a ocupar os espaços em declínio, e os passeios alargados começaram a ser ocupados por esplanadas e pessoas. Os edifícios começaram a ser recuperados. A nova atratividade da Baixa trouxe também grandes investimentos em que a preservação do património surge como um entrave. Que estratégia para a recuperação do património, no Porto Património Mundial e nas zonas de proteção? E para lá das zonas de intervenção originais? O modelo Porto 2001 pode ser replicado? E com que tipo de ajustes?
Ver maisO que têm em comum os Caminhos do Romântico, a coleção de António Pedro Vicente no Centro Português de Fotografia, as esculturas de Juan Muñoz na Cordoaria ou o Serviço Educativo da Casa da Música, entre outros? É o que se vai saber nesta sessão, que abordará legados vivos e menos conhecidos da Porto 2001.
Ver maisNão há Portugal sem o Porto e não há Porto sem um permanente amor à liberdade. António José Seguro “Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua”, a cidade do Porto sempre a teve e sempre fez questão de lhe chamar sua. Contra os desmandos do poder, contra o absolutismo, contra o centralismo, contra qualquer ameaça que ponha em causa a sua independência e a sua identidade. O Porto é uma cidade de pensamento, de indústria, de resistência e de criatividade, mais do que um arranjo de pedras e gente, é um atravessar de vozes que gritam liberdade.
Ver maisNa Avenida da Ponte, onde as demolições realizadas para a ligação da nova ponte à cota alta ao centro, no séc. XIX mantém uma indefinição urbana há mais de um século, Álvaro Siza foi convidado a desenvolver um projeto de requalificação que não saiu do papel. No ano passado, Siza voltou a ser convidado, e o projeto desenvolve-se numa escala de intervenção substancialmente inferior, que reflete, porventura, uma maior atenção aos recursos existentes. Os «Caminhos do Romântico» requalificaram os percursos de um vale que preserva o ambiente rural da periferia oitocentista do Porto. Com núcleos habitacionais de baixa densidade e hortas e vistas sobre o rio, o local «faz-nos render a um espírito contemplativo e de fuga ao mundo citadino.» O crescimento urbano ameaça a sua integridade visual e física, sendo um desafio preservar a identidade histórica e atrair a comunidade para estes espaços. A Casa da Música foi um sucesso a todos os níveis, recebendo os mais destacados prémios e elogios no campo da arquitetura, oferecendo uma programação intensa, diversificada e de excelência, tornando-se num polo de atratividade, mas a envolvente da Rotunda da Boavista, continua a debater-se com a falta de coesão do espaço público circundante, que funciona essencialmente como uma zona de trânsito rodoviário em vez de um verdadeiro polo cívico contínuo e integrado. Com origem no programa Polis, iniciativa governamental de requalificação urbana e valorização ambiental das cidades, e sob projeto do arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales, o Passeio Atlântico permitiu melhorar a fruição da beira mar na Av. Montevideu, e reconstruir a topografia natural do vale entre Porto e Matosinhos, repondo a ligação de continuidade entre o Parque da Cidade e a praia, desaparecida com a construção do aterro oitocentista da via para o “carro americano” entre as duas cidades. Mas se os materiais duros da construção criam um limite seguro contra a força do mar e organizam o espaço de circulação e equipamentos como um miradouro contínuo sobre o Oceano Atlântico, persiste um debate sobre o equilíbrio entre o betão e o verde.
Ver maisOlhares distanciados sobre a mudança (de imagem mas não só) de uma cidade. Sem a pretensão de colocar a Capital Europeia da Cultura no centro do processo, a mudança do Porto pelos olhos de quem tem conhecimento e experiência sobre o papel de grandes eventos culturais, design, imagem e comunicação na elevação do paradigma de uma cidade.
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