Com Francisco Queiroz
19 JUL 2025 14:30–16:00
Ponto de encontro: PRAÇA DE CARLOS ALBERTO
CR_julho
Augusta de Montléart era muito mais nova do que Carlos Alberto e, devido ao modo como a mãe de ambos conduzira a sua vida, não chegou sequer a conviver com ele. Apesar disso, Augusta identificava-se com o infortúnio do meio-irmão rei, falecido no Porto em 1849, embora não propriamente por razões políticas. Após a morte da mãe, em 1851, Augusta procurou viver longe do pai, Júlio de Montléart, e do único irmão ainda vivo, Maurício de Montléart, que procuraram depois declará-la formalmente louca. É neste contexto muito difícil da sua vida que Augusta surge no Porto, onde viria a regressar duas vezes. Apesar de ter procurado sempre passar despercebida, não deixou ninguém indiferente na cidade. Sigamos os passos da misteriosa e sofrida princesa, culminando no cenotáfio que mandou construir em memória de Carlos Alberto. Este inusitado edifício em forma de capela votiva foi a principal razão para Augusta se ter enamorado da cidade, do mesmo modo como, depois, desejou esquecê-la.
Francisco Queiroz (Vila Nova de Gaia, 1973)
Historiador de arte, colaborador da Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA/FLUL) e do CEPESE, onde concluiu o Pós-doutoramento em 2014. As suas dezenas de livros e mais de uma centena de artigos científicos têm o Romantismo como cronologia preferencial, e o urbanismo, a arquitetura, a azulejaria de fachada, a arte tumular, e a genealogia como as vertentes de maior incidência. Muitos destes trabalhos publicados são sobre edifícios e personalidades do Porto, cidade onde orienta visitas de autor há mais de 25 anos.
Nota: Atividade não coberta por seguro de acidentes pessoais.
Em caso de cancelamento, a informação será publicada no site do Museu do Porto, na véspera da data prevista de realização da atividade.
Bilheteira online ou espaços com bilheteira do Museu do Porto / Limite de 25 participantes