
A 5 de dezembro de 1996, em Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi classificado como Património Mundial pela UNESCO, reconhecimento que consagrou o seu «Valor Excecional Universal» e reforçou o compromisso da cidade com a preservação do seu património.
Hoje, o Centro Histórico do Porto mantém o caráter vivo e pulsante de porto aberto ao mundo, território de ligações, entre passado e futuro, de memória, diversidade e contínua transformação, onde o seu património maior é de carne e osso.
Entre 2026 e 2027, o Porto assinala as três décadas sobre a distinção da UNESCO com um programa participativo que envolverá a sua geografia – física e social – para viver, descobrir e interrogar os futuros possíveis do seu coração antigo. «MALHA. Porto, Património de Pessoas» dá mote a uma programação plural, que juntará as vontades de cidadãos, instituições e coletividades, abrindo espaço ao reencontro, ao diálogo e à criação, num vaivém sobre legados culturais e propostas de modos de habitar e viver a cidade.
Assente em cinco eixos programáticos, que cruzam pensamento crítico sobre o território, narrativas identitárias, expressão artística, intervenção e reimaginação do espaço público, e participação comunitária, «MALHA» propõe-se reunir cidadãos, instituições e coletividades, abrindo espaço ao reencontro, ao diálogo e à criação, num vaivém contínuo entre legados culturais e novas propostas de habitar e viver a cidade.
AUG
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15 AUG–31 OCT 2026
Reabrimos e exploramos arquivos, visando uma reencarnação viva, com direção, curadoria e design portuenses contemporâneos. A exposição, com curadoria de Rita Roque, procurará reconstituir e reencarnar, a partir de um extenso acervo documental, editorial, videográfico, noticioso e de comunicação, a memória da Porto 2001 na cidade e no país, convocando testemunhos e correspondências.
A exposição gerará um ciclo de conversas sobre a experiência e resultados de capitais europeias da cultura; património, arquitetura e reabilitação; cultura e city branding; entre outros temas, coordenado por Luísa Bessa.
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JUL
Com Raquel Sambade (Coletivo ARiSCA)
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18 JUL 2026 11:00–12:30
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As ruínas do Arqueossítio contam-nos mais de 2500 anos de história. Os objetos ali encontrados, assim como outros nas redondezas, falam de um lugar de encontro entre culturas e povos ao longo dos tempos. É a história de um porto chamado Porto. Nesta oficina vamos viajar pelo que nos distingue e pelo que nos une, entre imagens e linhas, estórias e memórias. Braços abertos – comunidade em construção!
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JUL
Com Pedro M. Monteiro
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5 JUL 2026 18:00–19:00
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Depois de um primeiro programa dedicado às danças ibéricas, Conjunções Ibéricas II prossegue a exploração das múltiplas ligações entre a tradição musical peninsular e os grandes movimentos estéticos europeus dos séculos XVII e XVIII. Sob o título “Órgão galante”, este segundo concerto centra-se nas transformações da linguagem para tecla ao longo do século XVIII e no modo como o órgão ibérico participou plenamente nessa modernidade musical.
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Com Pedro M. Monteiro
19
19 JUL 2026 18:00–19:00
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O terceiro concerto do ciclo Tons Ibéricos centra-se no quinto e no sexto tons, dois modos particularmente ligados à dimensão humana e discursiva da música ibérica dos séculos XVI e XVII. Ao contrário da gravidade arquitetónica do quarto tom ou da monumentalidade expansiva do oitavo, o quinto e o sexto tons aproximam-se frequentemente da voz, da memória e da transformação retórica do discurso musical.
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Com Pedro M. Monteiro
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2 AUG 2026 18:00–19:30
Porto, 06/09/2025 - PONTES IBÉRICAS: UM ÁLBUM MUSICAL EM 4 CONCERTOS #1, com Pedro Monteiro, no MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA VITÓRIA (David Oliveira/CMP)
Integrado na série «Conjunções Ibéricas», este concerto explora um dos universos mais espetaculares e simbólicos da música para órgão da Península Ibérica: o género da batalha.
Entre os séculos XVII e XVIII, compositores portugueses e espanhóis transformaram o órgão num verdadeiro teatro sonoro, capaz de evocar clarins, ecos, procissões e grandes celebrações litúrgicas. Ao lado das batalhas surgem, porém, momentos de suspensão e contemplação — as «tréguas» — onde o discurso musical abandona a exuberância cerimonial e se aproxima da meditação contrapontística, da consonância e da dança.
A presença dos tímpanos reforça a dimensão festiva e arquitetónica deste repertório, profundamente ligado à acústica das grandes igrejas barrocas e às extraordinárias possibilidades tímbricas do órgão ibérico.
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