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Treze anos após a sua publicação, Você Está Aqui regressa, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e a sua velocidade, a herança escatológica do século XX, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde. Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas — como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade.
Ver maisO Porto guarda sob os seus edifícios, ruas e jardins múltiplas histórias por descobrir. Entre escavações, laboratórios, paisagens e monumentos, “Arqueologia a acontecer” convida a acompanhar o trabalho dos arqueólogos, a conhecer investigações em curso e a participar na descoberta das muitas camadas que constituem a cidade.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisA Câmara Municipal do Porto apresenta a nova edição comemorativa de «Os Lusíadas», no âmbito das celebrações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões. Esta edição resulta do projeto “Camões na Cidade do Porto”, uma iniciativa participativa que envolveu escolas, instituições culturais, sociais e universitárias da cidade, promovendo uma leitura coletiva integral da obra. Ao longo do projeto, 1.102 pessoas, entre os 6 e os 86 anos, deram voz às 1.102 estrofes de «Os Lusíadas», criando um arquivo audiovisual que integra esta edição através de QR Codes com acesso às leituras realizadas. Com coordenação e prefácio de Gonçalo M. Tavares e ilustrações d’Os Espacialistas (Diogo Castro Guimarães e Luís Maria Baptista), esta nova edição propõe uma abordagem contemporânea ao clássico de Camões, cruzando palavra, imagem e participação cidadã. Uma edição que cruza património literário e criação contemporânea, afirmando «Os Lusíadas» como obra viva, coletiva e partilhada.
Ver maisNeste Dia Internacional dos Arquivos, o Arquivo Histórico Municipal do Porto abre as suas portas para uma visita guiada aos bastidores de uma instituição dedicada à preservação da memória da cidade. Esta atividade oferece uma oportunidade única para conhecer áreas habitualmente reservadas aos profissionais, descobrir os processos de conservação, tratamento e digitalização de documentos, e explorar alguns dos tesouros documentais que testemunham a história do Porto ao longo dos séculos.
Ver maisUm dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, Serviram-me o amor como dobrada fria. Disse delicadamente ao missionário da cozinha Que a preferia quente, Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria. Álvaro de Campos Uma palavra que é prato e metáfora, história e temperamento. As tripas à moda do Porto contam-se como gesto antigo de generosidade e escassez – dar o melhor e ficar com o resto – e, desde então, a cidade aprendeu a reconhecer-se nesse binómio e a fazer das tripas coração.
Ver maisNo primeiro sábado de cada mês, as crianças dos 6 aos 10 anos de idade são convidadas a assistir à Hora do Conto em língua inglesa, exercitando assim competências linguísticas de forma lúdica. Uma iniciativa realizada em cooperação com o British Council do Porto.
Ver maisA floresta era tão grande, tinha tantas árvores onde cabiam e onde viviam todos… mas agora resta apenas uma árvore na floresta. Caruma e os animais fazem de tudo para protegê-la porque o homem não percebe que a floresta é o seu pulmão! Mas o que está a acontecer? O homem está a enlouquecer!
Ver maisInspiradas pela paisagem natural do Museu Romântico, em articulação com fontes tipográficas de revistas e jornais, as famílias serão desafiadas a desenhar e recortar letras para compor palavras relacionadas com o tema da liberdade.
Depois é só misturar tudo e criar uma matriz serigráfica coletiva.
O resultado?
Edição de posters geniais e originais!
Ver maisNuma conversa informal, serão partilhadas várias soluções e desafios encontrados durante a montagem da reserva têxtil das Reservas do Museu do Porto, incluindo opções de acondicionamento e materiais utilizados. Com esta partilha pretende‑se contribuir para a preservação de têxteis em coleções museológicas ou privadas, assegurando a continuidade do seu valor material e imaterial.
Ver mais«Porto de Letras» é um espaço para rever ou descobrir autores, num ambiente acolhedor para os participantes partilharem as suas experiências e perceções sobre a obra discutida. Em sessões mensais, às terças-feiras, às 18 horas, propomos viver os livros de forma mais completa, através da troca de ideias e do convívio com outros leitores. Esta primeira sessão debruça-se sobre a escritora Ana Luísa Amaral (1956—2022) com a leitura do ensaio «Se tudo fosse só Êxtase Súbito: Poesia e Mundo – Movimento 2» e o texto «10 Poemas».
Ver maisNesta atividade criativa, os participantes são convidados a descobrir o azulejo enquanto expressão artística e elementos do património cultural, explorando padrões tradicionais através da forma, do relevo e da textura da cerâmica. Cada participante irá criar um conjunto de quatro pequenos azulejos, com aproximadamente 5 cm de lado, utilizando moldes de gesso inspirados em módulos tradicionais. A composição das peças permitirá construir um padrão decorativo único, estimulando a criatividade e a experimentação manual.
Os azulejos serão posteriormente decorados com engobes coloridos, vidrados e entregues aos participantes
Ver maisA série «Pontes Ibéricas», integrada na programação dedicada ao órgão ibérico no Centro Histórico do Porto, apresenta o seu segundo concerto, em mais um momento do programa de comemorações dos 30 anos da classificação da cidade como Património da Humanidade pela UNESCO. Neste concerto, dedicado à música ibérica setecentista para órgão e cravo, a sensibilidade estética do barroco tardio e do gosto rococó constitui o pano de fundo de uma nova música de tecla, progressivamente emancipada da escrita coral, que acompanha a assimilação das linguagens italianas da sonata e do estilo concertante. Este repertório traduz uma apropriação criativa desses modelos, reinterpretados à luz dos contextos ibéricos. A clareza formal do novo gosto clássico convive com práticas herdadas, dando origem a um classicismo de feição singular. Órgão e cravo surgem em diálogo histórico, partilhando repertórios e gestos idiomáticos, ainda que explorados em momentos distintos do concerto. Num período de transição, o piano afirma-se progressivamente, reconfigurando o panorama dos instrumentos de tecla e contribuindo para a perda gradual de centralidade dos instrumentos tradicionais. Esta dinâmica reflete a circulação entre espaços litúrgicos e cortesãos ao longo do século XVIII, onde, mesmo na escrita para tecla a solo, o contraste e o diálogo se afirmam como princípios estruturantes. O programa evidencia, assim, a Península Ibérica como espaço de convergência e reinvenção de estilos europeus.
Ver maisVisitas que exploram, a partir das representações de plantas presentes nas coleções, itinerários de relação entre imagem, ciência e cultura, revelando os modos como a natureza foi historicamente concebida, representada e apropriada em diferentes contextos e materializações.
Ver maisNa rua escura as lojas de oiro e pano São pedras frias, frígidas mas quietas. Ó frios mercadores de oiro e pano Porto! Mercado frio e desumano... E no entanto ali é que há Poetas! Pedro Homem de Mello Palavra dita à pressa, com a rua na boca. No Porto, a palavra cola-se a uma cidade autónoma, de iniciativa e comércio, que aprendeu cedo a decidir por si e a negociar o seu lugar. Mas burguesia é também poder: quem entra, quem manda, quem fica de fora. Que cidade é esta que foi sendo feita? Que papel representa no país que queremos construir?
Ver maisA invisibilidade em que tem sido mantido um amplo domínio de criação artística potenciou a necessidade de se fazer ouvir obras de autoria musical no feminino. Em maio, o Museu e Bibliotecas do Porto dá palco à música de compositoras mais desconhecidas e menos interpretadas da viragem do século XX, na sua maioria de nacionalidade portuguesa (Berta Alves de Souza, Francine Benoît), mas também de outras origens que partilham a língua portuguesa ou estéticas afins (Maria de Lurdes Martins, Mariza Resende, Ângela da Ponte).
Ver maisNesta oficina, cada participante é convidado a trazer um objeto pessoal e a descobrir a história íntima que ele guarda. A partir de exercícios de escrita sensível e de composição visual, constrói-se uma pequena caixa ou vitrina para guardar a peça. Entre memórias e detalhes, o objeto transforma-se num «pequeno tesouro» – um museu portátil onde se cruzam afetos, narrativa e imaginação. No final, cada pessoa leva consigo uma peça única, um espaço poético de significado e presença.
Ver maisO impacto da descoberta de plantas vindas de novos continentes é vasto para a alimentação, a medicina e o comércio. As crianças vão traçar percursos com cor num mundo com novo sabor e odor.
Ver maisA tentação totalitária da uniformização social ou arquitetónica é quase uma antítese do Mundo Natural (ao qual o ser humano pertence), onde se manifestam uma infindável diversidade de espécies, subespécies e raças, num encantamento de formas, cores, cheiros e sons. Os espaços que construímos e habitamos são um reflexo das nossas características, constituindo um testemunho do processo histórico das profissões, dos artífices, da industrialização, da estética e da liberdade de sermos diferentes. Nestas digressões orienta-se a educação visual pelos materiais e formas das artes associadas à arquitetura.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
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