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A Quinta dos Pacheco Pereira afirma-se como um lugar-chave na leitura da transformação do Vale de Massarelos ao longo do século XIX, num tempo em que o Porto se expandia e se redesenhava sob o impulso de profundas mudanças sociais, económicas e urbanas. Mais do que uma propriedade, esta quinta testemunha um processo mais vasto de ocupação e consolidação do território, onde antigas estruturas rurais coexistem e, progressivamente, dão lugar a novas formas de habitar, produzir e circular.
Ver maisAo pôr do sol sobre o Douro, no Pátio do Romântico, Saskia Giorgini apresenta um programa em perfeita sintonia com o lugar. Os Nocturnos e Valsas de Chopin abrem o concerto, seguidos da música de Debussy, com todas as imagens que a sua obra cria: reflexos de água, o eco distante de pagodes, um jardim à chuva, e explosões de cor musical. Vencedora do Concurso Internacional Mozart de Salzburgo, a pianista ítalo-neerlandesa Saskia Giorgini afirmou-se como uma das vozes mais distintas da sua geração. É uma das grandes estreias deste ano no Porto Pianofest.
Ver maisQuinzenalmente, a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade recebe Gabriela Relvas e Renato Filipe Cardoso para sessões de podcast gravadas ao vivo, num ambiente próximo e descontraído. Entre conversas sobre temas atuais, sugestões literárias e culturais da cidade e momentos de leituras poéticas, cada encontro convida o público a ouvir, descobrir e participar. Uma experiência que cruza palavra dita e partilhada – ao vivo e sem filtros. Um convite para desfrutar a poesia com proximidade!
Ver maisOs concertos do Ciclo de Residências Artísticas são o culminar da participação de jovens e brilhantes pianistas, as futuras estrelas da música. Estes pianistas vêm trabalhar com grandes pedagogos, desenvolver as suas competências técnicas e musicais, preparar-se para digressões, gravações, concertos importantes, e para dar a conhecer ao mundo a sua arte e talento. Cada ano são selecionados seis pianistas, oriundos de todos os continentes, que se apresentam num recital a solo no Porto.
Ver maisSegunda parte de um percurso que convida à descoberta de espaços que acolheram, noutros tempos, atividade teatral na cidade do Porto. A partir de lugares hoje transformados ou desaparecidos, revisitam-se episódios e práticas que marcaram a vida cultural portuense, sublinhando o papel do teatro na construção da identidade urbana. O itinerário recupera relações entre públicos, artistas e espaços de sociabilidade, terminando num edifício outrora ligado à vida teatral e associativa da cidade, hoje transformado e integrado numa nova realidade urbana.
Ver maisEntre campainhas, alicates, freios, chapas de destino e outros pequenos detalhes, esta visita revela gestos, rotinas e curiosidades que marcaram durante décadas as viagens de elétrico na cidade do Porto. A partir destes objetos, será possível conhecer pequenas histórias do dia a dia e recordar memórias associadas aos carros elétricos que acompanharam a transformação da cidade.
Ver maisIntegrado na série «Conjunções Ibéricas», este concerto explora um dos universos mais espetaculares e simbólicos da música para órgão da Península Ibérica: o género da batalha. Entre os séculos XVII e XVIII, compositores portugueses e espanhóis transformaram o órgão num verdadeiro teatro sonoro, capaz de evocar clarins, ecos, procissões e grandes celebrações litúrgicas. Ao lado das batalhas surgem, porém, momentos de suspensão e contemplação — as «tréguas» — onde o discurso musical abandona a exuberância cerimonial e se aproxima da meditação contrapontística, da consonância e da dança. A presença dos tímpanos reforça a dimensão festiva e arquitetónica deste repertório, profundamente ligado à acústica das grandes igrejas barrocas e às extraordinárias possibilidades tímbricas do órgão ibérico.
Ver maisVamos mergulhar no território em que se insere a Casa do Infante, entre o rio e as pedras, entre passado e presente, explorando propostas artísticas que partem da arqueologia e das artes plásticas para inspirar e divertir os exploradores das Musas de Férias. São cinco dias que convidam a observar, investigar, criar e imaginar. Entre textos, fragmentos, formas e padrões, vamos recriar histórias numa verdadeira viagem ao passado.
Ver maisO Museu do Porto guarda milhares de objetos nas suas Reservas, onde são estudados e preservados. De tempos a tempos, alguns desses objetos irão aparecer ou reaparecer. Vê-los ou revê-los irá acontecer no terceiro domingo de cada mês. Que peça é? Qual é a sua história? A que coleção pertence? Será uma surpresa!
Ver maisO auditório da Casa do Infante acolhe uma sessão especial do «Escuta Ativa», programa da Fonoteca Municipal do Porto, integrada na programação paralela da exposição «Call of the West», de Victor Torpedo, ex-integrante dos míticos Tédio Boys. A sessão propõe a escuta de «Hu Uá Uá», disco de estreia dos Capitão Fantasma, banda que partilha muitas afinidades com o universo dos Tédio Boys, juntando à conversa Victor Torpedo, Nazaré e Eduardo Pinela (Capitão Fantasma), Paula Guerra e Andy Bennett. No final, será exibido o documentário «The Parkinsons: A Long Way to Nowhere» (2016), de Caroline Richards.
Ver maisPouco sabemos sobre o quotidiano vivido no interior do palacete durante a breve estadia do rei Carlos Alberto da Sardenha em abril de 1849. Partindo do desconhecido, convidamos cada participante a criar um pequeno painel de azulejos que represente uma cena imaginária passada no palacete.
Ver maisEste inventário propõe uma experiência criativa e sensorial de construção de joias com cristais, que instiga a pensar e imaginar o processo de construção de joias como o ato de desenhar e pintar. Pensar as linhas, as cores, o movimento, o contraste... Para além das técnicas básicas de montagem e execução das peças, os participantes são convidados não só a pensar no simbolismo de cada cristal, mas também a explorar a relação entre a estética e o significado da expressão individual. Um momento de aprendizagem, experimentação e valorização da expressão individual, traduzido numa composição que se transformará numa verdadeira experiência estética.
Ver maisA cada ciclo, pequenos e grandes acontecimentos da Natureza trazem espanto e emoções aos mais curiosos. Como os artistas românticos, vamos mergulhar nos elementos naturais da exposição em busca de linhas e formas inspiradoras, para criar um herb-animal-ário à nossa medida.
Ver maisImpressões de um lugar, com tantas histórias para contar, com materiais variados e com muitas cabeças para pensar. Esta proposta de Musas em Férias recolhe as suas inspirações do Espaço de Entre Quintas, o Museu Romântico e os jardins que os envolvem, juntando as ideias e a imaginação de todos os participantes. Vamos experimentar técnicas de impressão artesanal diversas, com recurso a materiais incríveis (alguns temos lá em casa), e surpreender-nos com os resultados. No final da semana, faremos uma apresentação surpresa de todos os resultados, vamos a isso?
Ver maisO terceiro concerto do ciclo Tons Ibéricos centra-se no quinto e no sexto tons, dois modos particularmente ligados à dimensão humana e discursiva da música ibérica dos séculos XVI e XVII. Ao contrário da gravidade arquitetónica do quarto tom ou da monumentalidade expansiva do oitavo, o quinto e o sexto tons aproximam-se frequentemente da voz, da memória e da transformação retórica do discurso musical.
Ver maisVisitas que exploram, a partir das representações de plantas presentes nas coleções, itinerários de relação entre imagem, ciência e cultura, revelando os modos como a natureza foi historicamente concebida, representada e apropriada em diferentes contextos e materializações.
Ver maisAli o cais, a Ribeira, os rostos, as vozes, os gritos, os gestos. Uma beleza funda, grave, rude e rouca. Sophia De Mello Breyner Duas ribeiras que namoram à distância de um mesmo Douro - a partir do Porto e de Gaia, dois autores com fortes ligações ao território e aos seus habitantes vão conversar sobre o que os aproxima e os separa, sobre o rio que passa e o rio que já passou, sobre duas cidades rasgadas pelas águas e unidas por muitas pontes.
Ver maisCom programação e moderação de Isabel Lopes Gomes, o ciclo de conversas «Uma Casa de Artistas», com cinco sessões a realizar entre junho e novembro de 2026 no âmbito da exposição inaugural do Museu Aurélia e Sofia de Souza, propõe-se refletir sobre as principais temáticas na obra das duas pintoras. Cada sessão terá convidados de áreas distintas, de modo a cruzar sensibilidades e pensamentos diversos, sobre a prática artística de Aurélia e Sofia de Souza.
A segunda sessão - Je Est un Autre - será dedicada ao autorretrato que ocupa um lugar central no percurso artístico de Aurélia. A autorrepresentação da pintura à fotografia, apontam para “a estranha dramatização da sua alma” e para a modernidade da obra desta artista que recorreu à encenação, teatralização e performatividade, para se representar como mulher e, provocatoriamente, quer como santo quer como homem, questionando as relações entre masculino e feminino, sagrado e profano.
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