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OS TONS IBÉRICOS E O COSMOS SONORO — O FUNDAMENTO (I E II TONS)

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA VITÓRIA

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Neste primeiro concerto da série «Os Oito Tons como Cosmos Sonoro», mergulhamos na base da arquitetura musical e espiritual da tradição ibérica. Centrado no 1.º e 2.º tons, este programa estabelece o «Fundamento» – o exórdio retórico que fixa o centro tonal e nos liga à terra.

Inspirado na cosmologia de Aristóteles e na teoria dos temperamentos de Hipócrates, este concerto explora a estabilidade, a gravidade e o carácter melancólico inerentes a estes modos. Através do diálogo entre o número (proporção) e a palavra (discurso), a música revela-se como uma força que ordena o espírito, conduzindo o ouvinte através de um espaço sonoro de profunda solidez e introspeção, onde a polifonia renascentista e o cantochão definem o primeiro pilar deste universo simbólico.

 

PROGRAMA

 

CONCERTO I — 1.º E 2.º TONS

FUNDAMENTO: ESTABILIDADE E GRAVIDADE

 

 

FREI LUÍS COUTINHO (fl. c. 1600–1650)

Obra de 1.º tom

 

BERNARDO CLAVIJO DEL CASTILLO (fl. c. 1620–1650)

Tiento de 2.º tono por ge sol re ut

 

ANTONIO DE CABEZÓN (1510–1566)

Diferencias sobre «La Dama de la Demanda» (1.º tono)

 

FREI DIOGO DA CONCEIÇÃO (fl. c. 1620–1650)

Meio registo de 2.º tom

 

PABLO BRUNA (1611–1679)

Tiento de 1.º tono de mano derecha

 

GABRIEL MENALT (fl. c. 1650–1700)

Tiento de dos manos. 1.º tono

 

JOAN CABANILLES (1644–1712)

Tiento de falsas n.º 5 de 1.º tono

 

ANÓNIMO PORTUGUÊS (atr. a PEDRO DE ARAÚJO, c. 1640–1703)

Meio registo de 2.º tom de dois tiples e dois contrabaixos

 

MANUEL RODRIGUES COELHO (c. 1555–c. 1635)

Tento de 1.º tom

 

 

Entradas

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço