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Reservatório celebra cinco anos com uma viagem pelo mundo através da arqueologia

1-Reservatorio © Antonio Alves

No próximo sábado, dia 11 de julho, o Reservatório, espaço do Museu do Porto dedicado à arqueologia da cidade, assinala o seu 5.º aniversário com um programa especial que convida o público a descobrir como, desde há milhares de anos, o Porto se construiu através da circulação de pessoas, mercadorias e culturas.

 

Sob o título “Objetos que nos Unem: Uma Viagem pelo Mundo através da Arqueologia”, a programação propõe duas atividades que transformam as coleções arqueológicas num verdadeiro mapa de viagens, que revela as ligações históricas da cidade ao Mediterrâneo, ao Norte da Europa, ao Oriente e à Península Ibérica.

Instalado no antigo reservatório de água da Pasteleira, desativado desde a década de 1990, o Reservatório abriu ao público em 2021 como um espaço singular dedicado à conservação, estudo, inventário e divulgação do património arqueológico do Porto. Cinco anos depois, continua a afirmar-se como um lugar onde investigação, património e mediação cultural se cruzam diariamente.

 

Viajar através dos objetos

Às 11 horas, Carla Stockler orienta “Objetos que nos Unem”, um jogo dirigido a famílias em que cada participante se torna o próprio peão de um tabuleiro desenhado no exterior do Reservatório.

Ao longo do percurso, os participantes seguem as viagens de objetos provenientes de diferentes geografias que hoje integram as coleções arqueológicas do Museu do Porto, descobrindo como o Porto sempre foi uma cidade aberta ao mundo.

Adornos e cerâmicas provenientes da vizinha Espanha, majólicas italianas, porcelanas chinesas, taças romanas oriundas da Tunísia e da atual Turquia, garrafas de gin produzidas na Holanda ou faianças inglesas do século XIX são algumas das peças que ilustram séculos de circulação de pessoas, bens e ideias.

 

Viajar pelo mundo sem sair do Reservatório

Às 15 horas, Isabel Osório conduz uma visita comentada às coleções arqueológicas, explorando as histórias que cada objeto guarda sobre o encontro entre culturas e a construção da identidade da cidade.

Fragmentos de vidro millefiori do Mediterrâneo oriental, cerâmicas romanas do Norte de África, produções da Península Ibérica, porcelanas chinesas e faianças europeias testemunham uma história contínua de contactos comerciais e culturais, revelando que o Porto sempre foi um território de encontro e de diálogo entre diferentes povos.

As duas atividades têm participação gratuita, mediante inscrição prévia através de formulário na página do Museu do Porto, estando limitadas a 20 participantes.