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Depois de uma primeira edição que inaugurou uma conversa entre quatro poetas portugueses e um compositor musical com 5 grupos de migrantes (de facto ou de espírito), a proposta de escuta e invenção desenvolve-se agora num segundo capítulo, através de novas criações musicais de José Valente, alicerçadas novamente nas perceções recebidas ao longo dos convívios de pesquisa que, entretanto, se organizaram e que estabeleceram uma plataforma de diálogo e conhecimento mútuo. Além da contínua colaboração com os músicos da Orquestra Filarmónica Portuguesa, participarão nos concertos de estreia das novas obras compostas vários músicos das comunidades contactadas: intérpretes de origens distintas que partilham a sua experiência e cultura a partir de uma simbiose inovadora, um testemunho de um Porto atual definido pelos seus habitantes, humano, diversificado e multifacetado.
Ver maisA noite propicia espaço escasso para «Cada Palavra». Eugénio de Andrade ousa mais: poema aceso na casa de lume.
Ver maisPor motivos imprevistos e alheios ao Museu e Bibliotecas do Porto, esta conferência foi cancelada. Pedimos desculpa por quaisquer transtornos causados. Nesta apresentação, Catherine Malabou analisará o desaparecimento gradual das diferentes denominações dos trabalhadores (proletários, massas laboriosas, incluindo os próprios trabalhadores) devido à ênfase neoliberal no trabalho como um valor em si e a uma dissolução dos sujeitos do trabalho. Em vez de defender novos nomes, Malabou insistirá na forma como a ausência de nome pode ser considerada uma força de resistência, o que a levará a explorar o novo potencial revolucionário do anarquismo atualmente.
Ver maisMomento de encontro e partilha de vivências, a partir de textos criteriosamente selecionados, onde todos os seniores que integram o projeto «Trajetórias» são convidados a exprimir as suas opiniões sobre as leituras e as temáticas. Iniciativa de promoção da leitura que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social, contribuindo para o envelhecimento ativo da comunidade.
Ver maisA iteração da palavra «órgão» é comum em várias culturas e tradições. Na Antiguidade, organon designava genericamente qualquer instrumento musical, mas também qualquer ferramenta ou artefacto. Não deixa, pois, de ser uma designação particularmente adequada a um instrumento musical que tem sido tantas coisas ao longo da História do Homem. Flutuando entre imagens – a um lado, um sinal de instituições milenares e, a outro, uma das criações tecnológicas mais complexas do Homem – o órgão foi e continua a ser um «instrumento» em muitos sentidos. Esteve no Coliseu de Roma, e na Corte dos seus imperadores, esteve e está nos mais majestosos e modestos templos cristãos, serviu de base ao ensino do canto gregoriano, do contraponto e polifonia que são a base da música de hoje, acompanhou coros e orquestras e até foi solista. Por outro lado, é um verdadeiro «sintetizador analógico» que, apesar de ter a sua voz, estuda e imita a de outros instrumentos, pertencentes a culturas e linguagens diferentes. Em Portugal, detentor de uma das mais ricas e particulares tradições organísticas, como no resto do mundo, assiste-se a um renascer da cultura organística, patente não apenas da redescoberta da música antiga, mas também na proliferação de novos repertórios. É neste contexto que o ciclo «Órgão Moderno» se apresenta, propondo um programa que reúne alguns dos nomes mais importantes na história da composição musical para órgão, como Olivier Messiaen e György Ligeti, que viram nele um manancial infinito de novos sons e novas cores, um instrumento de contacto com o transcendente, um mecanismo gerador de maravilhosas entropias tímbricas. Destaque ainda para as composições de Hans Zimmer, para a banda sonora do filme «Interstellar» de Cristopher Nolan, em que a pungente dualidade do conceito moderno de órgão de tubos se manifesta em toda a sua plenitude.
Ver maisNo arqueossítio da Rua D. Hugo 5 foram descobertos artefactos provenientes de longínquas paragens e várias épocas históricas. Nesta oficina, vamos ficar a conhecer como eram produzidos, trocados e usados estes objetos a partir de um conjunto de atividades lúdicas: modelagem, pintura e jogo de tabuleiro. No final, cada participante levará consigo diferentes histórias para contar e um singular artefacto feito por si. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisOs participantes são desafiados a imaginarem a cidade sem ruas largas e a circularem pelas estreitas e escuras calçadas que levavam os peregrinos da Ribeira até à Sé e, dali, até ao outro lado do velho burgo, o Campo do Olival, de onde seguiam para Santiago. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisVamos experimentar o ancestral e mágico mundo da fiação, tecelagem e cordoaria nesta oficina para toda a família! Aprenderemos a dar nós, trançar e entrelaçar fios para criar peças únicas, ao mesmo tempo que descobrimos a história e a importância destes saberes ancestrais em diferentes culturas. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisVisita didática, com olhares sobre a Expansão Portuguesa, a figura do Infante, as rotas marítimas estabelecidas e as conexões que promoveram o encontro de culturas. Será feito um apelo aos sentidos dos participantes, com recurso a diferentes materiais. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisA partir do local onde diferentes camadas com mais de 2500 anos contam a história da cidade, percorremos ruas, ouvimos curiosidades, fazemos uma viagem no tempo e no espaço numa luz oculta com segredos a descobrir. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisNo mesmo espírito do ciclo «O som e a palavra aos jovens pianistas», apresentado em 2022, que se destinou a apresentar valores seguros da arte do piano em Portugal, já com carreira e reconhecimento internacional, o Museu do Porto volta a dar palco à nova geração de talentos precoces, que prometem dar continuidade aos atuais valores seguros do pianismo português. Ao longo de 4 recitais, será colocada em evidência a excelência performativa e valor artístico de jovens pianistas portugueses ainda em formação superior e pós-graduada. As duas últimas sessões, intituladas «O futuro virtuoso», serão totalmente preenchidas com executantes portugueses ainda em formação dos 8 aos 14 anos de idade, e sob a inspiração do jovem Wolfgang Amadeus Mozart, génio da música que atuou em grandes palcos enquanto criança e que afirmava que «A música é a minha vida e a minha vida é a música».
Ver maisNestas Jornadas Europeias do Património damos a conhecer os resultados de recentes intervenções arqueológicas, realizadas em Paranhos e Nevogilde, onde foram identificados vestígios de antigos caminhos, um deles de época Romana. Estes indícios, as suas técnicas de construção e os materiais arqueológicos associados (incluindo objetos pré-históricos) permitem-nos compreender o desenvolvimento da rede viária no território, rotas de circulação e as suas múltiplas conexões. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisApresentação sobre os fatores que levaram ao incremento de novas rotas comerciais que acompanharam o desenvolvimento de produção e comercial na europa nos séculos X e XI. Serão ainda abordadas as relações comerciais para com o Mediterrâneo, Oriente e Africa e como estas provocaram alterações sociais profundas e novas formas de consumo. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisO Vale de Massarelos, onde se esculpem os Caminhos do Romântico, forma como que um palimpsesto de realidades — tangíveis e intangíveis, passadas e presentes, visíveis ou ocultas — que merecem ser reveladas e interpretadas. Desde a grande paisagem de terra, céu, rio e mar aos pequenos objetos ou elementos, naturais e culturais, que narram a história da ocupação do lugar e lhe conferem caráter, várias são as possibilidades de desvendamento facilitado por um passeio pelas suas velhas ruelas, quintas, jardins e miradouros. A proposta deste percurso é desvelar, através do Geocaching, outras camadas comunicantes da paisagem e dos seres que nela passam. Surgido há 24 anos, o Geocaching assume-se como uma modalidade de descoberta de caches escondidas nos mais variados locais com recurso à georreferenciação GPS e às pistas deixadas pelo detentor da cache. São milhões as caches espalhadas pelo mundo e cada uma cumpre a missão de conectar o participante com uma paisagem, um monumento, uma história. Ocultas ao nosso olhar, as caches há muito fazem parte dos nossos caminhos e os «Caminhos do Romântico» não são exceção.
Ver maisNesta oficina inspirada nas obras do Ateliê António Carneiro, os participantes vão ser desafiados a transformar os seus próprios desenhos, utilizando o corpo e a voz para dar vida a essas criações. Através de atividades interativas e de jogos teatrais, estes jovens artistas vão explorar as emoções e as personalidades de cada personagem. No final, cada desenho ganhará uma história, uma voz e uma vida únicas.
Ver maisCidade é sinónimo de redes, de ruas que unem os diferentes pontos da urbe e de estradas que a ligam à região, mais ou menos longínqua, como os caminhos de água por onde chegavam mercadorias produzidas no Alto Douro e Além Mar. Nesta visita vamos cruzar antigas cartas e identificar as estradas que ligavam a cidade à região, por onde chegavam muitos dos objetos que se guardam no Reservatório. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisApresentação de um carismático conto de Eugénio de Andrade, que desafia à descoberta da importância de receber um legado. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisEm meados de 1350, a organização municipal mandou construir um paço em pedra, assente na primitiva muralha da cidade. Esta prestigiante torre ameada é hoje uma recriação contemporânea do arquiteto Fernando Távora (1996-2002), que envolveu parte das ruínas medievais e fez nascer um amplo lado em vidro, uma interface para a cidade. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisUm convite à «leitura com os ouvidos» e com a imaginação, de uma singular e divertida história do autor portuense Manuel António Pina. Atividade integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2024.
Ver maisSob o mote «Rotas, redes e conexões», a edição de 2024 das Jornadas Europeias do Património é uma oportunidade de reflexão sobre aquilo que nos une e que tem permitido, ao longo dos séculos, a partilha de práticas culturais e artísticas por toda a Europa. Visitas, oficinas, leituras, pedipapers, conversas e palestras compõem a programação do Museu e Bibliotecas do Porto, que se distribui pela Antiga Casa da Câmara, o Reservatório, o Arqueossítio e a Biblioteca de Autores Portuenses, o mais recente polo da Biblioteca Errante instalado na Escola Secundária Alexandre Herculano.
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