Procurar
Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha. Agustina Bessa-Luís A cidade escreve-se com uma linha de pedra: para guardar, para separar, para afirmar. A Fernandina apertou o Porto com portas e postigos, medindo o medo e a ambição, o dentro e o fora. Hoje sobra em fragmentos – uma escada, um pano de muro, um vão discreto para o Douro – e ainda assim cumpre o essencial: lembrar que o Porto cresceu a defender-se, e a marcar o seu lugar.
Ver maisHouve um tempo em que os despejos de águas de lavagem e outros dejetos eram muitas vezes feitos das janelas diretamente para os arruamentos, o que deu origem ao pregão de “água vai”. Esta prática foi regulamentada nas Posturas Municipais de 1855, juntamente com outras como a venda de frutas, o funcionamento dos mercados ou a condução de animais pelas ruas.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisProsseguindo as comemorações do Dia Internacional de Arquivos, mundialmente celebrado, desde 2007, a 9 de junho, o Arquivo Histórico Municipal do Porto propõe uma tarde dedicada à partilha e ao debate sobre a relação entre música, escrita e património documental.
Ver mais“Os objetos que guardamos nos bolsos, o que recortamos dos jornais, os papéis que escrevemos e esquecemos, mas que são tão importantes naquele momento. Pela sua fragilidade, tudo parece condenado a desaparecer. Ou talvez não”
A frase de Victor Torpedo, da banda rock Tedio Boys, serve como introdução à exposição Call of the West, que documenta a primeira digressão da banda pelos Estados Unidos da América
Nesta visita serão destacados objetos dessa viagem, decorrida há cerca de 30 anos, assim como cerca de 60 fotografias (de um total de 900), cujos negativos estiveram “esquecidos numa gaveta” e foram entretanto recuperados.
Ver maisO recém-renomeado Museu Aurélia e Sofia de Souza acolhe a 14.ª edição do Dia do Vizinho, em mais um dia de celebração e descoberta do lugar como espaço de encontro e pertença. Juntos, entre palavras, gestos e afetos, voltamos a fiar os caminhos de uma cidade partilhada.
Ver maisSESSÃO DE 09 DE MAIO ADIADA PARA 13 DE JUNHO
O Jardim da Cordoaria e o Jardim das Virtudes integram a estrutura verde do Porto e guardam, nas suas alamedas e socalcos, árvores que testemunham a construção paisagística e cultural da cidade. Alguns destes exemplares assumem particular relevância histórica e botânica, sendo oficialmente reconhecidos como árvores classificadas de interesse público.
Ao longo do percurso serão observadas espécies marcantes da paisagem urbana como plátanos, tílias, carvalhos, cedros e araucárias, bem como o notável ginkgo das Virtudes, o maior exemplar de Ginkgo biloba em Portugal. Através destas árvores será explorada a relação entre botânica e transformação urbana, compreendendo o arvoredo como herança viva.
Esta deriva propõe um olhar atento sobre a cidade a partir das suas árvores, entendidas como testemunhas de mudanças sociais e ambientais. Entre a densidade do jardim histórico e os socalcos abertos ao Douro, o percurso convida a ler a paisagem como documento e experiência sensível do Porto contemporâneo.
Ver maisPartindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras reunidas na mostra «O Jardim de Camões», Luísa Jorge continua o ciclo A(r)riscar, orientando oficinas onde o desenho de observação serve como ponto de partida para explorar e reinterpretar vestígios, formas e narrativas. Entre o olhar atento e a palavra poética, o traço torna-se uma ferramenta de descoberta, num percurso onde a ilustração científica se constrói em equilíbrio entre rigor e imaginação.
Ver maisNesta formação, aborda-se a história das alcunhas, dos nomes próprios e dos apelidos portugueses. O tema é simultaneamente fascinante e complexo, pois foi a nossa longa e atribulada História que, em grande medida, determinou a seleção dos nomes próprios e apelidos que usamos. E quanto às alcunhas, estas também foram geralmente mais comuns em determinados locais e em certos estratos sociais: muitas perderam-se na geração seguinte, outras fixaram-se como apelidos e usámo-las hoje sem complexos.
Ver maisPartindo das investigações em curso sobre o antigo cemitério da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Porto, o projeto BeFRAIL convida à descoberta de um período desafiante da história da cidade, marcado por epidemias, conflitos e transformações sociais. Através de comunicações, uma mesa-redonda e uma exposição, este encontro apresenta algumas das descobertas mais significativas do projeto. O evento propõe-se ser um momento de diálogo entre a ciência e a responsabilidade social, e humana, para com a memória das pessoas do Porto oitocentista, reafirmando o papel fundamental da ciência na valorização e no cuidar do património cultural.
Ver maisTreze anos após a sua publicação, Você Está Aqui regressa, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e a sua velocidade, a herança escatológica do século XX, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde. Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas — como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade.
Ver maisO Porto guarda sob os seus edifícios, ruas e jardins múltiplas histórias por descobrir. Entre escavações, laboratórios, paisagens e monumentos, “Arqueologia a acontecer” convida a acompanhar o trabalho dos arqueólogos, a conhecer investigações em curso e a participar na descoberta das muitas camadas que constituem a cidade.
Ver maisEm junho, escolhemos contos em tom de fábulas, oriundos de diferentes geografias. Começamos com o moçambicano Mia Couto com «A Guerra dos Palhaços», uma narrativa sobre o absurdo da escalada dos conflitos armados, que foi recentemente selecionada para integrar a antologia de contos «The Penguin Book of the International Short Story», que reúne os melhores textos da ficção curta mundial.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisA Câmara Municipal do Porto apresenta a nova edição comemorativa de «Os Lusíadas», no âmbito das celebrações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões. Esta edição resulta do projeto “Camões na Cidade do Porto”, uma iniciativa participativa que envolveu escolas, instituições culturais, sociais e universitárias da cidade, promovendo uma leitura coletiva integral da obra. Ao longo do projeto, 1.102 pessoas, entre os 6 e os 86 anos, deram voz às 1.102 estrofes de «Os Lusíadas», criando um arquivo audiovisual que integra esta edição através de QR Codes com acesso às leituras realizadas. Com coordenação e prefácio de Gonçalo M. Tavares e ilustrações d’Os Espacialistas (Diogo Castro Guimarães e Luís Maria Baptista), esta nova edição propõe uma abordagem contemporânea ao clássico de Camões, cruzando palavra, imagem e participação cidadã. Uma edição que cruza património literário e criação contemporânea, afirmando «Os Lusíadas» como obra viva, coletiva e partilhada.
Ver maisNeste Dia Internacional dos Arquivos, o Arquivo Histórico Municipal do Porto abre as suas portas para uma visita guiada aos bastidores de uma instituição dedicada à preservação da memória da cidade. Esta atividade oferece uma oportunidade única para conhecer áreas habitualmente reservadas aos profissionais, descobrir os processos de conservação, tratamento e digitalização de documentos, e explorar alguns dos tesouros documentais que testemunham a história do Porto ao longo dos séculos.
Ver maisUm dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, Serviram-me o amor como dobrada fria. Disse delicadamente ao missionário da cozinha Que a preferia quente, Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria. Álvaro de Campos Uma palavra que é prato e metáfora, história e temperamento. As tripas à moda do Porto contam-se como gesto antigo de generosidade e escassez – dar o melhor e ficar com o resto – e, desde então, a cidade aprendeu a reconhecer-se nesse binómio e a fazer das tripas coração.
Ver maisNo primeiro sábado de cada mês, as crianças dos 6 aos 10 anos de idade são convidadas a assistir à Hora do Conto em língua inglesa, exercitando assim competências linguísticas de forma lúdica. Uma iniciativa realizada em cooperação com o British Council do Porto.
Ver maisA floresta era tão grande, tinha tantas árvores onde cabiam e onde viviam todos… mas agora resta apenas uma árvore na floresta. Caruma e os animais fazem de tudo para protegê-la porque o homem não percebe que a floresta é o seu pulmão! Mas o que está a acontecer? O homem está a enlouquecer!
Ver mais