Filter
Quando as violentas tempestades de Janeiro e Fevereiro de 1912 destruíram parte dos molhes, Leixões era só um porto de abrigo para os barcos que esperavam travessia segura da Barra do Douro. A partir deste episódio, falaremos das mudanças da condição urbana produzidas pela passagem da função portuária para fora dos limites da cidade canónica.
Ver maisNeste Diálogo Ímpar, propõe-se uma conversa sobre a forma como Bordalo Pinheiro se apropriou da Natureza e a trouxe para dentro das casas. No final do século XIX, a casa ganhava importância para a nova burguesia como espaço de receber e ostentar o estatuto social e a presença e elementos naturais era um fator de conforto e requinte. Rafael Bordalo Pinheiro envolve-se neste mundo Natural, tratando-o com realismo ou desconstruindo-o em caricaturas, misturando talento e humor.
Ver maisA azulejaria tradicional de fachada dos séculos XIX/XX servirá de tema à Deriva pela Cidade. As obras de reabilitação de edifícios revestidos a azulejo multiplicam-se, desafiam o tempo, tentam manter a génese duma imagem forte que tanto carateriza a Arquitetura Portuense. Por entre ruas sinuosas observam-se fachadas desiguais ou sobriamente repetidas com aquele azulejo original, replicado ou reinventado na sua forma, cor e matéria… é aqui onde o Porto se renova!
Ver maisVamos descobrir sítios mágicos que guardam coleções. Será que o gabinete de curiosidades faz muitas perguntas? E a sala de maravilhas, espanta-se com tudo? Como podemos guardar a natureza e a arte? Penduradas nas paredes? Arrumadinhas nas prateleiras? Ou deixámo-las à solta a fazer-nos cócegas no coração? Depois de visitar a exposição, cada família vai fazer a sua coleção de seres curiosos.
Ver maisA partir da proposta de representar iconográfica e trans-temporalmente o espírito romântico na pintura, foram realizados murais na Extensão do Romantismo que evocam várias(os) artistas cuja pulsão criativa advém do desejo de manifestar um invisível associado ao sublime. Interpretações deste imaginário são a oportunidade de criar pinturas onde escala, composição, técnica e gesto lançam um repto às noções de original, cópia e autenticidade. Uma procura da potência das imagens, não na sua origem, mas no seu destino.
Ver maisDe frente para o Palácio de Cristal, mas ainda tendo ao fundo o Palácio dos Carrancas, aliás, o Paço Real, evocar-se-ão as visitas régias do último quartel do século XIX. Percorrer-se-ão os jardins, com a Capela de São Carlos Borromeu, os vestígios musealizados dos antigos Paços do Concelho, chegando-se à Casa do Roseiral. Aqui, visita-se a Casa do Roseiral, construída para moradia do diretor do Palácio de Cristal e entretanto transformada em residência oficial do Presidente da Câmara Municipal do Porto. Tem uma vista privilegiada sobre o rio e sobre a cidade. Deve o seu nome às roseiras que a circundam e é o lugar onde se realizam no Município do Porto muitas das cerimónias protocolares e visitas oficiais.
Ver maisA cerâmica chinesa foi desde sempre tratada como um produto exótico, devido à sua matéria, aos tons sumptuosos e às formas requintadas que decoravam as mesas da corte portuguesa. Estas constituem provas tangíveis do domínio português sobre os oceanos. Este imaginário decorativo de simbologia oriental foi de tal forma atraente que os oleiros portugueses reinterpretaram-no de uma forma quase ingénua e original na cerâmica portuguesa dos séculos XVII e XVIII, patente nas peças em diálogo na exposição Metamorfoses.
Ver maisEm 1849 Carlos Alberto chega à cidade do Porto, que escolhe como destino do seu exílio. Uma grande viagem, de 27 dias, e cerca de 2000 km, que percorre com discrição, sob o título de Conde de Barge. Espera dos portuenses que o acolham na maior simplicidade, e que lhe seja providenciados um confessor e um médico. Ansiava pelos passeios a cavalo, mas teve de os trocar por outras viagens ancoradas à secretária, janela de seu quarto e oratório da Quinta da Macieirinha. Viveu cerca de 3 meses no Porto e outros 3 meses se volveram até que a sua cidade Natal – Turim – o voltasse a receber, em corpo, esvaziado de vida e com o seu grande sonho por cumprir.
Ver maisVisita guiada à exposição Pitorescos e Naifs: do guia turístico ao view-master. Orientada por Rui Silva
Ver maisE se a arqueologia puder acontecer ao contrário? Todos sabemos que os arqueólogos encontram vestígios de outros tempos e a partir deles dão-nos a conhecer as vivências das pessoas dessas épocas distantes. Estes objetos contam uma história que realmente aconteceu. Mas e se deixarmos aos arqueólogos do futuro vestígios de sonhos e projetos impossíveis do presente? Como será encontrar estas ideias daqui a muitos anos? Já serão uma realidade? Já serão possíveis de concretizar? Ou serão apenas um vestígio de um sonho que aconteceu mesmo?
Ver maisComo distinguir faiança de porcelana? Como manusear peças de cerâmica? Como limpar? E quando um fragmento se destaca? Numa oficina em que começamos por conhecer algumas das mais interessantes peças de faiança e porcelana da coleção de Guerra Junqueiro, vamos aprender a cuidar, transportar, acondicionar e limpar peças que temos em casa, algumas que no passado tiveram funções utilitárias e hoje têm funções decorativas. Cada participante poderá trazer para a sessão uma pequena peça para aprender e experimentar algumas dicas muito úteis!
Ver maisA oficina contempla dois momentos: um passeio matinal de desenho pelos caminhos do romântico com paragem para piquenique para almoço, e, de seguida, uma remontagem da recolha gráfica através de uma mesa de luz num leporello.
Ver maisA igreja que se vestiu de ouro e azul entre as décadas de 30 a 50 do século XVIII esconde elementos que remontam a épocas mais recuadas. Neste Resgate, a partir da análise do templo barroco propõe-se o encontro com várias marcas do seu passado.
Ver maisNeste Diálogo Ímpar contextualiza-se o surgimento da coleção de João Allen na tradição do Grand Tour das elites europeias e do período do Romantismo em Portugal, que estará na origem da fundação do Museu da Cidade do Porto, em 1852. Em sequência, apresenta-se uma breve descrição da coleção numismática, com especial referência à sua dimensão de composição. É depois tratada a importância da moeda como documento arqueológico, histórico, artístico, tecnológico e mesmo como monumento da cultura material desde o Mundo Clássico. Características que fizeram destes pequenos artefactos objetos muito desejados de coleção. Por último, far-se-á uma abordagem mais detalhada aos exemplares que integram a exposição Metamorfoses: imanência animal, vegetal e mineral no espaço doméstico romântico, conferindo-se um especial destaque à excecional bracteata de ouro fabricada na casa da moeda de Siracusa em finais do século V a. C.
Ver maisAs valências do desenho no processo expositivo: participar numa reunião de obra ou de projeto expositivo, e registar as ideias, a temperatura das conversas, o visível e o invisível. O registo gráfico, como metodologia adotada nas reuniões preparatórias da nova montagem da Extensão do Romantismo, permite-nos acompanhar o processo do projeto e ampliar a dimensão perceptiva sobre as peças, a sua disposição e suas relações. Neste Inventário pode conhecer-se e experimentar-se esta metodologia facilmente adaptada a outros contextos.
Ver maisDepois da visita à exposição Mouzinho - da Ribeira ao Aeroporto, os participantes são convidados a recriar uma rua à sua maneira. As crianças podem usar a sua imaginação e vários materiais para desenhar os diferentes edifícios que compõem esta artéria. No final, cada criança leva um pedaço dessa rua.
Ver maisNo dia 25 de junho, sábado, o Museu da Cidade apresenta duas sessões musicais na Extensão do Romantismo. Catarina Rebelo (harpa) e Ana Mafalda Monteiro (violoncelo), ambas colaboradoras da Orquestra Filarmónica Portuguesa, tornam assim visível o trabalho desenvolvido ao longo do ano entre a Orquestra Filarmónica Portuguesa e o Museu da Cidade – equipa de Mediação e Educação. O repertório destas sessões inclui peças de Johann Sebastian Bach, Giuseppe Maria dall'Abaco, Franz Anton Rossler-Rosetti, Claude Debussy, entre outros. No âmbito desta colaboração, em outubro, terá lugar na Extensão do Romantismo um ciclo musical de cinco sessões com início no dia 1, Dia Internacional da Música.
Ver maisOs estrangeiros que visitaram Portugal entre as últimas décadas do século XVIII e os finais do século XIX, e que escreveram ou registaram imagens sobre o país, foram essencialmente viajantes, artistas, escritores, poetas, diplomatas e militares. Embora não estivesse incluído nos países habituais do Grand Tour, (França, Itália, Países Baixos e Alemanha), roteiro preferido para complemento da educação ou pelo prazer diletante de viajar, Portugal atraía os visitantes. A expectativa de encontrar algo de primitivo e exótico na paisagem monumental portuguesa configura-se como uma das principais motivações destas viagens a Portugal.
Ver maisPequenas visitas orientadas a alguns núcleos da exposição que contemplam a observação e o manuseamento de materiais e a exploração das suas principais características. O Reservatório é a primeira estação do Museu da Cidade. Esta montagem reúne artefactos, vestígios e fragmentos encontrados em escavações ou recolhidos de edifícios e monumentos da Cidade, e que integram as coleções municipais. O espectro temporal abrangido por este conjunto de objetos vai da Época Contemporânea até ao Paleolítico, estendendo-se, assim, da História à Pré-história.
Ver maisConversa com a investigadora Teresa Soeiro sobre o achado de um carro de bois em Monchique, peça em exibição no Reservatório, e sobre as diferentes representações e memórias que este achado arqueológico evoca, dando novos significados a um objeto descartado. Trata-se de um leito (incompleto) de um veículo de tração animal com eixo móvel, encontrado na intervenção arqueológica realizada próxima da antiga margem do Douro, junto ao Convento de Monchique.
Ver mais