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Fotografia de Rui Oliveira
Este ano, o Dia Nacional dos Centros Históricos reveste-se ainda de maior relevância, associado à celebração das três décadas desde o reconhecimento do Centro Histórico do Porto como Património Mundial da UNESCO. Iniciativa, um dos momentos altos do programa “MALHA. Porto, Património de Pessoas”, traz às ruas, praças, monumentos e equipamentos culturais, durante o fim-de-semana de 28 e 29 de março, mais de 62 atividades, de visitas a concertos, de oficinas a exposições.
O Dia Nacional dos Centros Históricos assinala-se a 28 de março com o objetivo de valorizar o património urbano. Este ano, cerca de quatro dezenas de parceiros juntam-se ao Município do Porto para reafirmar o Centro Histórico como um legado partilhado e uma fonte de identidade para as gerações futuras, um património comum para cuidar e preservar.
Na manhã de sábado, o Café Ceuta reúne os comissários do projeto MALHA para uma tertúlia onde será apresentado o programa participativo que assinala os 30 anos da classificação do Centro Histórico do Porto como Património Mundial da UNESCO e os 25 anos do Porto — Capital Europeia da Cultura.
Conhecer a história de um Porto de Tradição
Nesta edição, a autarquia promove o conhecimento da história que vive, há largas décadas, em diversos espaços comerciais da cidade que compõem o programa municipal Porto de Tradição, organizando visitas guiadas à Escovaria de Belomonte, à Vidraria Fonseca, à Papelaria Modelo e à Lopo Xavier & C.ª Lda.
É também nesta retrosaria da Praça Carlos Alberto que acontece a tertúlia “Fios que cuidam – As artes manuais associadas à Saúde Mental”.
Já o Pinguim Café abre-se a momentos musicais com um concerto humorístico de Pussy LeBouton, um momento de Poesia Musical e um momento acústico de Blandino.
Música acompanha exaltação do Centro Histórico
Ainda com a música a acompanhar, o Dia Nacional dos Centros Históricos promove, no Miradouro das Ruas das Aldas, um recital de piano por Martim Pereira; na Praça de Parada Leitão, uma “Ópera à Moda do Porto – A Vida do Grande Camilo”; e, na Igreja dos Clérigos, um “Concerto para Dois Órgãos Ibéricos”.
Como forma de integrar o público como peça central da programação, será, ainda, possível encontrar dois pianos disponíveis para livre utilização na Estação de São Bento e na Casa do Infante.
Pedipaper para viver o Bairro da Sé
Destinado a famílias, o pedipaper “Memórias e Vivências do Bairro da Sé” propõe um percurso participativo com o objetivo de promover a aproximação ao património material e imaterial deste bairro emblemático.
Durante o fim-de-semana, a cidade é, ainda, convidada a participar em oficinas diversas como limpeza de azulejos utilizando técnicas tradicionais, prática do desenho utilizando as cores e tons do vinho, e uma viagem sensorial pelo mundo secreto das especiarias.
Visitas livres ou guiadas ao património
Vários espaços culturais vão estar de portas abertas para visitas livres. É o caso da Casa do Infante, do Museu do Vinho do Porto, da Antiga Casa da Câmara ou do Banco de Materiais, o equipamento municipal dedicado à salvaguarda, conservação e reutilização de elementos arquitetónicos e artísticos.
Já o Arqueossítio e a exposição “Prisma”, no Museu do Vinho do Porto, oferecem visitas guiadas. Destaque, ainda, para a realização dos percursos orientados “Deriva – Entre duas casas-torre, percurso ilustrado” e “Entre Pedras e Palavras: Percurso Literário”.
Entre os mais de 40 parceiros do Dia Nacional dos Centros Históricos, estão a Associação Comercial do Porto, a Catedral do Porto, o Centro Português de Fotografia, a GNR, os museus das Marionetas, da Misericórdia ou do Conflito, a Reitoria da Universidade do Porto, o Teatro Nacional de São João e a União de Freguesias do Centro Histórico.
As atividades são de participação gratuita, algumas delas sujeitas a inscrição prévia. A programação completa pode ser consultada no documento em anexo.