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CURSO DE INVERNO — CERÂMICAS NA ARQUEOLOGIA: OLHARES CRUZADOS #1

RESERVATÓRIO

Fotografia de Sérgio Rolando

Este ciclo de cinco sessões reúne especialistas de referência para explorar a cerâmica como testemunho privilegiado da História e da vida quotidiana. Do comércio romano às produções medievais, da primeira modernidade às indústrias portuenses e gaienses e às coleções dos séculos XIX-XX, o curso oferece múltiplos olhares sobre contextos, técnicas e circulação de peças. Uma oportunidade para se compreender a relevância das cerâmicas na arqueologia, no património e na cultura material, em proximidade com investigações atuais e objetos do nosso passado.

 

 

PROGRAMA

 

SEX 16 JAN, 17H30

 

COMÉRCIO E AUTARCIA DE CERÂMICAS NOS ALVORES DO IMPÉRIO ROMANO NO NW PENINSULAR

Com Rui Morais

 

A existência de amplos mercados no império romano, não pode ser dissociada das particularidades regionais e hábitos culturais das regiões periféricas, como o NW Peninsular. Neste breve curso, irão ser dadas a conhecer as produções cerâmicas importadas e de fabrico regional e local.

 

Rui Morais nasceu no Porto em 1969 e é licenciado em História, variante de Arqueologia pela Universidade de Coimbra. Mestre em Arqueologia Urbana, doutorado em Arqueologia e com Agregação em Arqueologia, na área do conhecimento de Materiais e Tecnologias pela Universidade do Minho. É atualmente Professor Associado com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

 

SEX 23 JAN, 17H30 (adiada para SEX 20 FEV, 17H30)

 

CERÂMICA MEDIEVAL NO NORTE DE PORTUGAL

Com Ricardo Teixeira

 

Apresenta-se uma introdução ao conhecimento da Cerâmica Medieval no Norte de Portugal realizada numa perspetiva arqueológica em que se procura abordar não só os aspetos técnicos, morfológicos e funcionais das peças mas também os respetivos contextos de produção, distribuição e consumo, nos âmbitos local, regional e de ‘importação’.

 

Ricardo Teixeira, arqueólogo. licenciado em História, variante de Arqueologia (FLUP, 1985) e mestre em Arqueologia (FLUP, 1996), é colaborador do CITCEM (FCT I&D unit 4059), da Universidade do Porto e autor de estudos publicados em monografias, atas de congressos e revistas da especialidade. Desde 2001, desenvolve a sua atividade como sócio fundador e coordenador científico da Arqueologia e Património Lda.

 

 

SEX 30 JAN, 17H30

 

A CERÂMICA NA PRIMEIRA MODERNIDADE (SÉCULOS XVI A XVIII)

Com Paulo Dordio

 

Entre os séculos XVI e XVIII, o aumento do consumo transformou mercados e produção, delineando os contornos de uma sociedade de consumo. A cerâmica, em particular faianças e porcelanas, ganhou circulação global como bem de prestígio, levando as oficinas a inovar e a adaptar-se a novos contextos culturais e exigências da procura.

 

Paulo Dordio (Porto, 1962) é colaborador do CITCEM – Universidade do Porto e do Arquivo de Memória. Desenvolve atividade no âmbito do Património Cultural através de Projetos de Estudo e Valorização do Património, em ações de conceção, coordenação e gestão, inventário e avaliação, fiscalização, direção de intervenções arqueológicas, estudos de materiais arqueológicos, exposições, reuniões científicas e conferências, projetos editoriais, vídeos, filmes e apresentações multimédia, publicações e docência.

 

 

SEX 6 FEV, 17H30

 

ARQUEOLOGIA DA INDÚSTRIA CERÂMICA DO PORTO E DE GAIA: PONTO DE SITUAÇÃO E ESTUDO DE CASO

Com Laura Sousa

 

Uma breve abordagem ao centro produtor cerâmico Porto – Gaia (séculos XVIII – XX), especialmente reconhecido pela obra de «loiça fina» ou faiança. Elencam-se principais unidades de produção, potencial arqueológico/patrimonial e intervenções desenvolvidas, focando-nos num estudo de caso e nos contributos da arqueologia para o estudo da denominada «cerâmica portuense».

 

Laura Sousa é licenciada em História Variante Arqueologia (2002), mestre em Arqueologia (2013) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde desenvolve o projeto de doutoramento «Arqueologia da ‘Cerâmica Portuense’: A Fábrica de Santo António de Vale de Piedade no contexto da produção de faiança no Porto e em Vila Nova de Gaia (séculos XVIII – XX)». É Técnica Superior do Departamento Municipal de Gestão do Património Cultural da Câmara Municipal do Porto e Investigadora do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» (unidade de I&D 4059 da FCT).

 

 

SEX 13 FEV, 17H30

 

COLECIONAR OLARIA: QUATRO EXEMPLOS A NORTE (SÉC. XIX, FINAIS – SÉC. XX, 1.ª METADE)

Com Isabel Maria Fernandes

 

Aborda-se a constituição das coleções oláricas organizadas por Joaquim de Vasconcelos, Rocha Peixoto, Emanuel Ribeiro e Museu de Etnografia e História do Douro Litoral: sua história e o atual estado destes acervos.

 

Isabel Maria Fernandes é licenciada e doutorada em História. Possui o Curso de Conservador de Museu. Foi Conservadora do Museu de Olaria e diretora do Museu de Alberto Sampaio, Paço dos Duques de Bragança e Castelo de Guimarães, tendo-se aposentado em 2024. Tem escrito principalmente sobre cerâmica portuguesa. Integra o Lab2PT (Universidade do Minho) e o IN2PAST.

 

 

ENTRADAS

 

16 e 23 JAN
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço

 

30 JAN, 6 e 13 FEV
Bilhetes disponíveis na bilheteira online ou nos espaços com bilheteira do Museu e Bibliotecas do Porto

Endereço

Parque da Pasteleira (Entrada Poente)
Rua de Gomes Eanes de Azurara, s/n
4150-362 Porto
GPS: 41.151579, -8.662588
Localização

Autocarro

200, 204, 207, 504

Estacionamento

Free parking spaces.

Jardins

PARQUE URBANO DA PASTELEIRA