Com Manuel de Sampayo Pimentel Azevedo Graça
1 JUL 2025 14:30–16:30
Ponto de encontro e fim: LARGO DO AMOR DE PERDIÇÃO
Reprodução de desenho aguarelado (1946) de Gouveia Portuense (1907—1976), representando a Porta do Olival da Muralha Fernandina Acervo do Arquivo Histórico Municipal do Porto
Em tempos medievais, a comunidade judaica do Porto foi sendo alojada em diversos locais, desde a Sé a São Nicolau e a Monchique, até ser, pelos fins do século XIV, fixada na zona do Olival. Foi aqui que, com autorização de Dom João II, ficaram as 30 famílias de judeus castelhanos, expulsas pelos Reis Católicos. Os judeus do Porto tiveram uma enorme importância pela sua dinâmica económica, espiritualidade filosófica e teológica e como pedras basilares de outras paragens, de Amesterdão a Veneza, da Baía a Londres. Mesmo depois de 1496, data da sua conversão forçada ou expulsão de Portugal, a maioria dos judeus portuenses manteve-se na cidade, agora como cristãos-novos, imprimindo, indelevelmente, a sua marca no burgo.
Atividade não coberta por seguro de acidentes pessoais.
Bilheteira online ou espaços com bilheteira do Museu do Porto.