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Desenhos originais de Viana de Lima revelam obra icónica da arquitetura moderna portuguesa

A exposição “Manifesto Modernista”, dedicada ao projeto da Casa D.R.C. (Dona Rosa Cortez), uma moradia modernista projetada por Viana de Lima, construída entre 1939 e 1943 no Porto e demolida em 1971, está patente até 31 de dezembro, na Casa do Infante.

 

Com curadoria de Rita Roque e consultoria científica de João Campos, a mostra apresenta 25 desenhos originais do arquiteto, acompanhados por uma maquete à escala 1:33, o processo original de licenciamento municipal (Licença n.º 282/1941), e um conjunto de objetos e documentos que testemunham a importância desta obra no panorama da arquitetura moderna em Portugal.

Os desenhos, compostos em grafite sobre papel vegetal, foram doados ao Arquivo Histórico Municipal do Porto pelo arquiteto João S. de Sousa Campos, que cedeu, também, o estojo de fotografia Rolleiflex utilizado por Viana de Lima no seu trabalho de campo, sublinhando o papel da fotografia como instrumento técnico e de observação no seu processo criativo.

A exposição integra, ainda, um retrato de Viana de Lima da autoria de Júlio Pomar, pertencente ao acervo da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e apresenta a documentação sobre um estirador Olaio, numa evocação simbólica do gesto do arquiteto.

“Manifesto Modernista” revisita uma obra pioneira, onde Viana de Lima aplicou, de forma autoral, os princípios do Movimento Moderno em contexto nacional. A exposição propõe uma reflexão sobre o legado do arquiteto e sobre os desafios da preservação da memória arquitetónica na cidade, através de uma casa que, embora demolida, permanece como referência incontornável no percurso da arquitetura portuguesa do século XX.

A mostra está aberta ao público no horário de atendimento das salas de leitura do Arquivo Histórico, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h30.