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JORNADAS EUROPEIAS DE ARQUEOLOGIA 2025 — NOVOS E VELHOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS COM CONTEXTOS FUNERÁRIOS NA CIDADE DO PORTO

RESERVATÓRIO

Sepultura da Necrópole Romana de Paranhos, 2024 Fotografia de Fernando Noronha

Importantes contextos funerários têm vindo a ser alvo de intervenções arqueológicas na cidade do Porto. São os casos da inesperada descoberta da necrópole romana de Paranhos e dos cemitérios oitocentistas situados na Biblioteca Pública Municipal do Porto e no antigo Hospital da Ordem do Carmo, intervencionados pela primeira vez há cerca de duas décadas.

A exposição de materiais arqueológicos associados a estes sítios, assim como aos do Cemitério do Bispo (Sé), dará o mote a um programa de conversas com os responsáveis pelo seu estudo, em conjunto com os investigadores do BeFRAIL, projeto interdisciplinar de análise e interpretação de restos osteológicos humanos em contextos mortuários de crise, como a cólera e a guerra civil que marcaram a cidade do Porto nas primeiras décadas do século XIX.

 

PROGRAMA

 

10H | Boas-vindas

 

 

10H10 | A necrópole romana de Paranhos
Com Rita Pinto (Empatia)

 

A necrópole romana de Paranhos revela um espaço funerário composto por um conjunto de sepulturas, cuja escavação permitiu a exumação de uma expressiva quantidade de mobiliário fúnebre, refletindo as práticas funerárias em contexto romano tardo-imperial.

 

 

10h30 | Conversa: Em torno dos objetos funerários de Paranhos

 

 

11h00 | Pausa para café

 

 

11h30 | O cemitério do Bispo
Com Paulo Dordio (CITCEM) e Mafalda Capela (ERA – Arqueologia)

 

Serão abordadas as diversas reconfigurações do espaço cemiterial do Bispo desde a Idade Média até à Idade Moderna e a sua correlação com a expansão do complexo monumental de Catedral, bem como as tendências da evolução urbana da cidade.

 

 

11h50 | O claustro velho da Sé
Com Sofia Soares e Marta Borges (Empatia)

 

O Claustro Velho da Sé do Porto desempenhou ao longo do tempo um importante papel de cariz religioso e funerário, funcionando como local de enterramento caracterizado por duas tipologias – enterramentos de inumação tipo “covacho” e enterramentos de inumação em sepulturas de pedra tipo “cista“.

 

 

12h10 | Conversa: Em torno dos objetos funerários da Sé Catedral

 

 

12h40 | Pausa para almoço

 

 

14h00 | Morrer no Porto do século XIX: primeiros resultados da escavação do cemitério de Santo Ildefonso (2024/2025)
Com Sofia Nogueira, Sérgio Amorim e José Carvalho (ERA – Arqueologia)

 

Primeiro cemitério público do Porto, mandado instalar por D. Pedro IV na área exterior à atual Biblioteca Pública Municipal do Porto, aquando do surto de cólera que assolou a cidade do Porto entre 1833 e 1835. Foram intervencionadas 48 sepulturas e recuperados 115 indivíduos, que constitui uma amostra natural da população que habitava a cidade à época e fornece dados bioarqueológicos fundamentais sobre as condições de vida, a saúde e os padrões de mortalidade da população do Porto do século XIX.

 

 

14h20 | O cemitério da Venerável Ordem Terceira do Carmo
Com Vítor Fonseca, Graça Pereira, Jorge Fonseca e Zélia Rodrigues (Arqueologia & Património)

 

Serão divulgados os primeiros resultados da intervenção arqueológica e antropológica ainda em curso. Destacaremos as diferentes tipologias de enterramentos, o espólio presente nos mesmos, bem como a provável evolução arquitetónica do cemitério desde a sua criação até ao seu abandono.

 

 

14h40 |  Conversa: Em torno dos objetos funerários oitocentistas

 

 

15h10 | Pausa para café

 

 

15h40 | Memórias da fragilidade: arqueologia da vida e morte no Porto do século XIX
Com Francisca Alves Cardoso, Alexandra Esteves, Aníbal Barreira, Anne Malcherek, Célia Oliveira, Paula Mota Santos, Rui Maia, Steffi Vassallo, Soraia Silva, Zélia Rodrigues (projeto BeFRAIL)

 

Esta apresentação enfatiza a importância do conhecimento colaborativo da arqueologia, da história e da antropologia, na compreensão da morte, da doença e da fragilidade humana em contextos mortuários afetos à guerra e à cólera na cidade do Porto, no século XIX, usando como estudo de caso o contexto mortuário associado à Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo do Porto

 

 

16h00 | Desenterrar o passado na Ordem do Carmo: A perspetiva da genética populacional
Com Cláudia Gomes, Anne Malcherek, César López Matayoshi, Sara Palomo Diez, Steffi Vassallo, Zélia Rodrigues, Francisca Alves Cardoso (projeto BeFRAIL)

 

Esta apresentação explora o contributo dos estudos genéticos na compreensão do passado humano. Permite explorar relações de parentesco entre as pessoas inumadas, de doenças infecciosas, assim como de possíveis migrações no contexto mortuário associado à Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo do Porto.

 

 

16h20 | A morte como expressão cultural
Com Paula Mota Santos (UFP/ projeto BeFRAIL)

 

Breve elucidação de como a morte, sendo uma realidade biológica, na verdade comporta uma dimensão sociocultural, que se expressa, por exemplo, nos rituais fúnebres, nos tipos de sepultamento e nos processos de luto. O caso da transição dos enterros nas igrejas para os cemitérios públicos no Portugal oitocentista será dado como exemplo de como a secularização do espaço da morte representou uma mudança significativa em que o sagrado é suplantado pelo racional.

 

 

17h40 | Conversa: Em torno das fragilidades da vida e da morte de Oitocentos

 

 

 

INSCRIÇÕES

Entrada livre, mediante inscrição através do endereço de e-mail arqueologia@cm-porto.pt/ 50 participantes

Endereço

Parque da Pasteleira (Entrada Poente)
Rua de Gomes Eanes de Azurara, s/n
4150-362 Porto
GPS: 41.151579, -8.662588
Localização

Autocarro

200, 204, 207, 504

Estacionamento

Free parking spaces.

Jardins

PARQUE URBANO DA PASTELEIRA