Nova 214
Inauguração da exposição «O que elas viram, o que nós vemos: Fotógrafas amadoras em Portugal, 1860—1920». Jardins da Casa Marta Ortigão Sampaio. Fotografia de Andreia Merca / CMP
No sábado, dia 4 de outubro, entre as 10 horas e as 17h30, realiza-se a 7.ª edição do Dia da AMMO – Associação Círculo de Amigos Marta Ortigão, iniciativa promovida pela instituição, em colaboração com a Câmara do Porto. O evento decorre na Casa Marta Ortigão Sampaio, com entrada livre e uma programação diversificada, pensada para públicos de todas as idades.
Criada em 2018, a AMMO tem como missão o estudo, a preservação e a divulgação do legado de Marta Ortigão Sampaio (1897–1978), figura central na cultura portuense do século XX.
O Dia da AMMO assinala esse compromisso, afirmando-se como momento de encontro entre o público e a casa, enquanto espaço museológico, arquitetónico e afetivo, através de visitas orientadas, oficinas para famílias, conversas informais e momentos musicais.
Atividades para todas as idades
A manhã é dedicada ao público mais jovem, com a atividade “Uma História no Jardim”, conduzida por Rute Pimenta e professores da Escola de Música Guilhermina Suggia. Ao longo da tarde, o destaque vai para a visita “A Peça Maior”, conduzida por Manuel de Sampayo Pimentel Azevedo Graça, que propõe um olhar sobre o edifício da Casa enquanto peça central do museu.
Segue-se a conversa “Com Fernando Pessoa”, moderada por José de Almeida e Silva, com a participação de escritores, professores, médicos e artistas plásticos, a partir do verso “o poeta é um fingidor”.
O dia encerra, no jardim, com o concerto “Música de Todos os Tempos”, protagonizado por Inês e Cassius Kilpatrick, num momento musical intimista no jardim.
Sobre a Casa Marta Ortigão Sampaio
Instalada num edifício modernista de 1958, desenhado por José Carlos Loureiro, a Casa Marta Ortigão Sampaio foi doada à Câmara Municipal do Porto em 1978 e aberta ao público em 1996.
O espaço preserva e apresenta o universo privado de Marta Ortigão Sampaio, herdeira de uma linhagem de colecionadores, artistas e intelectuais, que inclui as pintoras Aurélia e Sofia de Sousa.
O acervo inclui obras de referência do naturalismo português, com autores como Silva Porto, Carlos Reis, Malhoa e Roque Gameiro, além de uma das maiores coleções privadas de joias do país, com cerca de 300 peças datadas do século XVII ao século XX.
A casa mantém ainda uma biblioteca especializada em livros de arte, peças de mobiliário de influência francesa, inglesa e indo-portuguesa, e outras obras de arte decorativa.
O jardim que envolve a casa conserva elementos históricos, como pedras trabalhadas do antigo convento de S. Bento de Avé-Maria, um lago e espécies botânicas de relevo, como a magnólia grandiflora e o cedro-do-Atlas.
Entrada livre em todas as atividades, mediante ordem de chegada e até ao limite da lotação de cada espaço.