Nova 199
© Luís Ferreira Alves
No próximo dia 19 de julho, às 18h30, o pátio da Casa do Infante acolhe um concerto, com Fernando Guimarães (tenor) e Fernando Miguel Jalôto (órgão e virginal) na programação de Pedro Monteiro. O evento integra um ciclo de iniciativas no âmbito das comemorações dos 700 anos do edifício, que decorrem ao longo de 2025 e que celebram a sua relevância histórica, patrimonial e cultural.
Neste espaço secular, a música serve de elo entre passado e presente, numa proposta artística que valoriza a diversidade de vozes que marcaram a história europeia. O programa propõe uma viagem por repertórios dos séculos XVI a XVIII, revelando as múltiplas influências africanas na música antiga europeia.
Entre os destaques estão os vilancicos de negro, preservados no Manuscrito 50 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, obras do compositor luso-africano Vicente Lusitano, considerado o primeiro autor negro publicado na Europa, e peças que evocam a presença africana em diferentes tradições musicais europeias, da Ibéria à Gália, passando por Itália e Inglaterra.
Morescas, chacones, romances e canções satíricas refletem os cruzamentos culturais que marcaram a modernidade, tanto no plano simbólico como no artístico.
Do pátio à Sala de Memória
Paralelamente, está aberta ao público, até 31 de dezembro de 2025, no horário das salas de leitura do Arquivo Histórico, a mostra documental “No coração da casa: uma sala”, na Sala de Memória, a primeira sala de leitura da Casa do Infante.
Esta mostra, promovida pelo Arquivo Histórico, revela a evolução de um espaço fundamental para a construção do saber e a preservação da memória da cidade do Porto.
Destaca o papel dos arquivistas, mediadores entre os documentos e a comunidade, apresentando um conjunto de fotografias, desenhos, documentos e rostos que ilustram as transformações deste espaço central de conhecimento.
O concerto é de entrada livre, sujeito à lotação do espaço, e marca o terceiro momento de um programa que se prolonga durante todo o ano de 2025, celebrando os 700 anos da Casa do Infante.
A mostra documental está aberta ao público no horário de atendimento das salas de leitura do Arquivo Histórico, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h30.