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Fotografia de Andreia Merca
Os fotógrafos vencedores do Prémio Luís Ferreira Alves – Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitectura receberam, esta sexta-feira, numa cerimónia na Antiga Casa da Câmara (Museu do Porto), a respetiva distinção. Os registos dos artistas consagrados podem ser apreciados numa exposição patente no local até 30 de novembro.
Na cerimónia de entrega dos prémios, na qual também se homenageou o fotógrafo que inspirou e deu nome ao concurso internacional, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sublinhou a importância deste tipo de iniciativas para a consagração da arte na memória coletiva.
“Luís Ferreira Alves foi um dos fotógrafos que melhor captou o sentimento do Porto, título de um dos seus mais notáveis álbuns fotográficos. A cidade ganhou uma outra aura sob a sua lente”, destaca o autarca portuense.
Para Rui Moreira, o concurso trouxe à tona “o legado de dedicação à fotografia e de paixão pela arquitetura que o Luís nos deixou”, cumprindo “o seu principal desiderato: dar a conhecer novos talentos e enaltecer a fotografia de arquitetura enquanto expressão artística, estética e documental”.
Também o local escolhido para a entrega de prémios e para a exposição dos trabalhos vencedores foi, na ótica do presidente da Câmara, apropriado. “Devo sublinhar que a Antiga Casa da Câmara foi recuperada pelo arquiteto Fernando Távora, cuja obra o Luís documentou com mestria. Faz, pois, todo o sentido que este edifício receba a cerimónia e a exposição”, considera.
De recordar que o Município integrou o protocolo de promoção do concurso, que juntou os herdeiros de Luís Ferreira Alves, a Casa da Arquitectura e a Cityscopio-Associação Cultural, contando com outras entidades parceiras.
“O Porto reconhece a enorme valia da obra de Luís Ferreira Alves e o seu exemplo de compromisso com a cidade, com a fotografia e com a arquitetura”, sublinha o presidente da Câmara.
O concurso internacional de fotografia destinado a homenagear o fotógrafo Luís Ferreira Alves (1938-2022) teve em 2025 a primeira edição, sendo o júri composto pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura e pelos fotógrafos Paulo Catrica e Hélène Binet.
O iraniano Maho venceu a primeira edição do prémio, com “Frequent Whites” (Brancos Frequentes). Já o segundo prémio, no valor de quatro mil euros, foi atribuído ao francês Cyrille Weiner, com “Oui avec plaisir” (Sim, com prazer). O último lugar do pódio foi ocupado pelo espanhol Sergio Belinchón, com “Provisional Atlas of Berlin” (Atlas Provisório de Berlim).
Uma menção especial foi atribuída à iraniana Sana Ahmadizadeh, com “The Hidden Land” (A Terra Escondida), bem como à britânica Amelia Lancaster, com “Abstractions: Studies of the National Theatre” (Abstrações: Estudos sobre o Teatro Nacional).
A exposição, que estará patente até 30 de novembro, reúne as obras fotográficas distinguidas, acompanhadas por textos críticos e ensaios que contextualizam os projetos selecionados, conferindo-lhes um lugar de destaque na cena artística e cultural contemporânea. A entrada é livre, estando sujeita à lotação do espaço.
Fonte: Porto.