Com Duo Organicordis
Programação: Pedro Monteiro
Colaboração: Colegiada e Paróquia S. Martinho – Cedofeita – Porto.
15 SET 2024 16:00–17:00
IGREJA PAROQUIAL DE SÃO MARTINHO DE CEDOFEITA
Órgão da Igreja Paroquial de São Martinho de Cedofeita
A iteração da palavra «órgão» é comum em várias culturas e tradições. Na Antiguidade, organon designava genericamente qualquer instrumento musical, mas também qualquer ferramenta ou artefacto. Não deixa, pois, de ser uma designação particularmente adequada a um instrumento musical que tem sido tantas coisas ao longo da História do Homem.
Flutuando entre imagens – a um lado, um sinal de instituições milenares e, a outro, uma das criações tecnológicas mais complexas do Homem – o órgão foi e continua a ser um «instrumento» em muitos sentidos. Esteve no Coliseu de Roma, e na Corte dos seus imperadores, esteve e está nos mais majestosos e modestos templos cristãos, serviu de base ao ensino do canto gregoriano, do contraponto e polifonia que são a base da música de hoje, acompanhou coros e orquestras e até foi solista. Por outro lado, é um verdadeiro «sintetizador analógico» que, apesar de ter a sua voz, estuda e imita a de outros instrumentos, pertencentes a culturas e linguagens diferentes.
Em Portugal, detentor de uma das mais ricas e particulares tradições organísticas, como no resto do mundo, assiste-se a um renascer da cultura organística, patente não apenas da redescoberta da música antiga, mas também na proliferação de novos repertórios.
É neste contexto que o ciclo «Órgão Moderno» se apresenta, propondo um programa que reúne alguns dos nomes mais importantes na história da composição musical para órgão, como Olivier Messiaen e György Ligeti, que viram nele um manancial infinito de novos sons e novas cores, um instrumento de contacto com o transcendente, um mecanismo gerador de maravilhosas entropias tímbricas. Destaque ainda para as composições de Hans Zimmer, para a banda sonora do filme «Interstellar» de Cristopher Nolan, em que a pungente dualidade do conceito moderno de órgão de tubos se manifesta em toda a sua plenitude.
PROGRAMA
Intérpretes, autores e obras musicais
Duo Organicordis:
António Esteiro (órgão)
Nelson Ferreira (violoncelo)
Camille Saint-Saëns (1835—1921)
Prière, Op. 158
Gabriel Fauré (1845—1924)
Romance, Op. 69
Peteris Vasks (1946—)
Concerto n.º 2 Klätbütne (Präsenz) Para violoncelo e orquestra
Kaija Saarihao (1952—2023)
Offrande
Fernand Halphen (1872—1917)
Prière pour Violoncelle Et Orgue
Maurice Ravel (1875—1937)
Deux melodies hebraïques MA 22
Olivier Messiaen (1908—1992)
O sacrum convivium
Peteris Vasks (1946—)
Musique de Soir pour Violoncelle Et Orgue
Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço.