Com Alexandre Pomar e Maria João Revez
Moderação de Joana Canas Marques
3 MAI 2025 18:00–19:30
BATALHA CENTRO DE CINEMA
Frescos de Júlio Pomar (1946-1947), Cinema Batalha. Fotografia: Miguel Nogueira (CMP)
Se há obra de Arte que, além do significado semiótico da sua composição, surge como símbolo maior da resistência ao Estado Novo, tal peça, é, no Porto, sem dúvida, os frescos de Júlio Pomar no Cinema Batalha. Iniciados em 1946, a obra “S. João no Porto” é interrompida pelo encarceramento do artista, preso pela PIDE. Ao ser libertado, no ano seguinte, Pomar termina a sua obra. Trata-se de uma narrativa representativa do S. João e dos seus foliões tão bem-amados pela Invicta. Símbolos da luz, serão visíveis somente durante um curtíssimo espaço de tempo, uma vez que o regime repressor ordena que sejam destruídos. Camadas de tinta são colocadas sobre os dois murais: um silenciamento branco que os anos vindouros, dando por perdida a obra, tenderão a aumentar com as sucessivas camadas de tinta. Porém, há verdades nos símbolos que parecem ultrapassar a realidade prosaica para se aproximarem de uma outra, poética. Assim, a dois anos da comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, o que outrora parecia impossível fez-se possível e a luz encontrou de novo os olhares dos portuenses, ao serem redescobertos e reabilitados estes frescos.
Parceria: Batalha Centro de Cinema
ESGOTADO.
Batalha Centro de Cinema
Praça da Batalha 47
4000-101 Porto