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UM OBJETO E SEUS DISCURSOS — O Caso de Maria Adelaide Coelho da Cunha

BIBLIOTECA DO CENTRO HOSPITALAR CONDE DE FERREIRA

Processo clínico de Maria Adelaide Coelho da Cunha (Arquivo SCMP). Fotografia: Fernando Noronha (CMP)

Dois dias após a assinatura do Armistício de Compiègne, que pôs fim à I Guerra Mundial, conheceria Portugal uma nova batalha – bem mais privada e, simultaneamente, bem mais escandalosa – entre um casal da alta sociedade lisboeta. A mulher, desaparecida desde dia 13 de Novembro, viria a ser encontrada, em Santa Comba Dão, na casa do seu amante; parecendo a todos, mas especialmente ao seu marido, Alfredo da Cunha, que sua mulher, herdeira do Diário de Notícias e moradora no Palácio de São Vicente, Maria Adelaide Coelho da Cunha tivesse «ensandecido» por desejar trocá-lo pelo seu antigo chauffeur, 22 anos mais novo que ela. Ora, «Doida Não!», como terá oportunidade de escrever a própria, após o internamento na ala das criminosas do Hospital Conde Ferreira e de ter visto serem-lhe interditados todos os seus bens. Ao marido juntar-se-ão vários nomes prestigiantes da psiquiatria portuguesa: Magalhães Lemos, Júlio de Matos, Sobral Cid e Egas Moniz. Mas, estaria mesmo louca, a mulher de 48 anos de idade que apenas desejava divorciar-se do marido?

 

Parceria: Santa Casa da Misericórdia do Porto

 

INSCRIÇÕES

Lotação esgotada.

 

ENDEREÇO

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4200-227 Porto

 

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