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UMA PALAVRA E SEUS DISCURSOS — «CORAÇÃO»

IGREJA DA LAPA

Coração de D. Pedro IV. Fotografia de Filipa Brito / CMP

Acordes
da guitarra que forja o horizonte,
que guia o sinuoso voo das gaivotas
e acaricia a pele que rasga atalhose atalhos
no interior dos sonhos. Estarei
vivo enquanto assim me guardar
teu coração.

Egito Gonçalves

 

O que nos liga a uma cidade? O que nos faz pertencer a um lugar? O que nos leva a identificarmo-nos com as ruas, com as pedras, com as gentes e as paisagens? Porque nos falta a chuva miudinha que continua a cair numa longínqua infância? O corpo vai para onde for preciso, mas o coração bate ao ritmo dos primeiros passos – das primeiras futeboladas, das primeiras saídas à noite – como se a cidade, mesmo longe, nos chamasse ainda pelo nome

 

Rosa Alice Branco (Aveiro, 1950) é poeta, ensaísta, investigadora, tradutora e promotora cultural. Tem mais de uma dezena de livros de poesia publicados em Portugal, com a estreia em “Animais da Terra” (1988) e volumes de referência como “Soletrar o Dia” (2002) e “Mapa dos Amores Incompletos” (2025). A sua obra está traduzida e publicada em numerosos países, em livro e em revistas literárias, e a autora participa regularmente em festivais internacionais, tendo representado Portugal no Poetry Parnassus (Londres, 2012).

Venceu prémios internacionais, entre os quais o Prémio Espiral Maior de Poesia (2008), com “Gado do Senhor”, cuja edição inglesa foi destacada pela The Chicago Review of Books, levando-a a uma série de leituras e debates em universidades dos EUA (2018). Paralelamente, é doutorada em Filosofia Contemporânea e trabalha em Neuropsicologia da Perceção e Estética, áreas que atravessam a sua produção ensaística sobre a perceção nas artes. Enquanto curadora, organizou colóquios e festivais de poesia em Portugal e no estrangeiro, foi coeditora de revistas de filosofia e poesia, concebeu o primeiro Desfile Literário de Moda e dinamiza sessões literárias na VIC//Aveiro Arts House.

 

Fernando Alvim (Mafamude, Vila Nova de Gaia, 1974) é locutor de rádio, apresentador de televisão e promotor cultural. Fez da comunicação o seu território — primeiro na rádio e depois na televisão — construindo um percurso marcado pela criação de formatos que cruzam cultura popular, humor e uma curiosidade persistente pelo quotidiano. Na Antena 3, apresenta há muitos anos o Prova Oral”, um espaço diário de conversa e descoberta.

Na televisão, esteve ligado a programas como “Curto Circuito” e foi um dos fundadores do “5 Para a Meia-Noite”. Em paralelo, desenvolve uma intensa atividade como criador e organizador de iniciativas culturais, com destaque para o “Festival Termómetro” e projetos como “Monstros do Ano” e “Prémios Novos”, entre muitos outros. Fundou a produtora Cego Surdo e Mudo e publicou vários livros, afirmando-se como uma das vozes mais inventivas e persistentes da comunicação em Portugal.

 

Entradas

Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço

Endereço

Largo da Lapa, 1

4050-069 Porto