Com Joel Cleto e Andreia C. Faria
Moderação: Nuno Camarneiro
20 JUN 2026 17:00–18:30
MUSEU GUERRA JUNQUEIRO
Porta do Olival da Muralha Fernandina, 1946. Reprodução de desenho aguarelado de Gouveia Portuense (1907—1976). Acervo do Arquivo Histórico Municipal do Porto
Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha.
Agustina Bessa-Luís
A cidade escreve-se com uma linha de pedra: para guardar, para separar, para afirmar. A Fernandina apertou o Porto com portas e postigos, medindo o medo e a ambição, o dentro e o fora. Hoje sobra em fragmentos – uma escada, um pano de muro, um vão discreto para o Douro – e ainda assim cumpre o essencial: lembrar que o Porto cresceu a defender-se, e a marcar o seu lugar.
Joel Cleto (Porto, 1965) é arqueólogo, historiador e divulgador de História e Património. Licenciado em História e mestre em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, leciona no ISAG, na área do Turismo, e colabora com o Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes. Desde 2006 realiza, sem interrupção, programas semanais no Porto Canal dedicados à História e ao Património, destacando-se Caminhos da História, distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia. Autor de vários livros e de numerosos estudos, colabora com a revista
O Tripeiro e integra o conselho editorial da revista História – Jornal de Notícias. Trabalhou na Câmara Municipal de Matosinhos (1987–2014), onde coordenou estruturas de arqueologia, cultura e museus e dirigiu o Museu da Quinta de Santiago. Foi distinguido pela Autarquia do Porto com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro e integra o Conselho Municipal de Cultura do Porto.
Andreia C. Faria (Porto, 1984) é uma das figuras mais relevantes da poesia portuguesa contemporânea. “De haver relento” (2008) é o primeiro livro de uma obra que explora o corpo, o desejo e a experiência contemporânea através de uma linguagem intensa e depurada. Premiada pelo Prémio Autores SPA e o Prémio Fundação Inês de Castro, o seu “Canina” (2022) recebeu o Prémio PEN Clube Português de Poesia e o Prémio Literário Casino da Póvoa.
Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço
Rua de D. Hugo, 32, 4050-305 Porto