700 ANOS DA CASA DO INFANTE

Quando em 1325, João Anes Melacho inscreveu o seu nome no silhar, marcando para sempre a autoria do almazém régio destinado a Alfândega do Porto, que D. Afonso IV o havia mandado construir, não imaginava que 69 anos depois ficaria tão ligada ao nascimento do Infante D. Henrique e aos festejos do seu batismo.

Sete séculos depois da primeira pedra, a Casa do Infante celebra, neste ano de 2025, o edifício que ao longo do tempo albergou tantos serviços, usos e feitos, inaugurando em março, mês do nascimento do Infante, o programa das comemorações.

Sete serão também os momentos de celebração especial, que passarão pela música, a montagem de uma exposição temporária, um colóquio conversado, uma tertúlia, a publicação de uma brochura de divulgação geral, um concerto-palestra e ainda um conjunto de outras iniciativas integradas nos eventos regulares que ocorrem na Casa do Infante, como o ciclo «Resgate», oficinas infantojuvenis, entre outras.

CONVERSAS

JUN

COLÓQUIO — CASA DO INFANTE: SETE SÉCULOS DE VIVÊNCIAS

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Sete séculos depois, o Arquivo Histórico Municipal do Porto celebra o edifício onde se «acha», promovendo um encontro alargado para pensar a Casa e o modo de a habitar. Ao longo do dia, entre comunicações, conversas, um momento de poesia e outro musical, tentar-se-á refletir, de forma multifacetada, como a Casa do Infante é resultado da ação dos seus sucessivos ocupantes.

À semelhança do documento mais antigo guardado no Arquivo Municipal, um pergaminho musical do século XI-XII que «abdicou» da sua função primeira para encadernar um livro quinhentista, também esta casa tem sido capaz de se reinventar e acolher todos os que a têm escolhido para cumprir tão distintas funções.

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OUT

ENCONTRO — UMA CASA NO TEMPO: ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA

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Fotografia de Luís Ferreira Alves / CMP-DMAQ

Reúnem-se historiadores e arqueólogos para discutir, à luz de novas perspetivas, os resultados da intervenção arqueológica na Casa do Infante (1990—2001) e a projeção dos estudos entretanto realizados sobre as funções do edifício ao longo do tempo e os importantes materiais arqueológicos recuperados nas escavações.

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DEZ

RESGATE — ENTRE O RIO, A PEDRA E O TEMPO: UMA CASA EM RESGATE

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Desenho a óleo, representando os estaleiros de Miragaia, na época dos Descobrimentos. Arquivo Histórico Municipal do Porto

Em 2025, a Casa do Infante celebra sete séculos de existência. Nesta apresentação, abordaremos o papel desta Casa na vida da cidade ao longo dos séculos, e a sua evolução até aos dias de hoje, como espaço de memória, cultura e identidade. Junte-se a nós nesta celebração dos 700 anos de um dos mais emblemáticos edifícios do Porto.

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MÚSICA

MAR

CONCERTO INAUGURAL DAS COMEMORAÇÕES DOS 700 ANOS DA CASA DO INFANTE | SETE LÁGRIMAS — PROJECTO DIÁSPORA

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Sete Lágrimas - © Rita Santos 2023

Sete séculos depois da primeira pedra, a Casa do Infante celebra, este ano, o edifício que ao longo do tempo albergou tantos serviços, usos e feitos, inaugurando em março, mês do nascimento do Infante, o programa das comemorações.  Será um concerto de música antiga a lembrar o que abrilhantou a festa de 1394, registado no pergaminho coevo – registo das despesas que a cidade efetuou com os festejos do seu batizado – guardado no Arquivo Histórico Municipal do Porto, por coincidência ou por destino, também sediado neste espaço.

 

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JUL

700 ANOS DA CASA DO INFANTE — CONCERTO NO PÁTIO

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Pormenor da Casa do Infante, 2006. Fotografia de Luís Ferreira Alves

Numa exploração dos vibrantes cruzamentos entre a música europeia dos séculos XVI e XVII e a influência africana, direta e indireta, ouviremos vilancicos de negro, danças animadas e evocativas chaconas. Géneros que refletem a presença e o impacto das comunidades africanas na Europa renascentista e barroca, enquadrados por algumas das obras mais marcantes desses períodos.

O programa inclui o legado de Vicente Lusitano, considerado o primeiro compositor negro publicado na Europa, convidando o público a descobrir as raízes africanas e mouriscas, frequentemente, silenciadas ou esquecidas na tradição da música antiga europeia.

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NOV

MANUSCRITOS ANTIGOS DO PORTO — DOS MONGES À CANÇÃO DE CORTE

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Pergaminho musical, séc. XI-XII. Capa de manuscrito de 1567. Acervo do Arquivo Histórico Municipal do Porto

O mais antigo documento musical, até agora inédito, conservado no Arquivo Histórico Municipal do Porto, foi objeto de estudo e transcrição para esta ocasião. Trata-se de um bifólio fragmentário com canto gregoriano, escrito em letra visigótica e notação aquitana, datável entre 1080 e 1120, período da implementação do rito romano-franco no norte de Portugal. Este testemunho notável revela uma dupla filiação: cluniacense, nos cânticos dedicados a Santa Cecília (22 de novembro), e occitana, na comemoração de São Saturnino (29 de novembro). Poderá, assim, ter origem num dos mosteiros beneditinos então ativos na diocese do Porto. Durante esta palestra, serão ouvidos, pela primeira vez em época moderna, alguns excertos da música apontada neste fragmento.

A segunda parte do concerto transporta-nos para o século XV. O Porto conserva, na sua Biblioteca Municipal, um pequeno mas importante cancioneiro internacional de corte, com canções em francês e italiano anteriores a 1460, ou seja, do tempo do Infante D. Henrique. O códice inclui peças de Guillaume Dufay, o compositor mais célebre da época, que certamente seria conhecido dos príncipes portugueses. As Vozes Alfonsinas apresentam aqui algumas dessas canções, num diálogo entre vozes e instrumentos que recria o ambiente sonoro da corte europeia.

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EXPOSIÇÃO

JUN

MOSTRA DOCUMENTAL — NO CORAÇÃO DA CASA: UMA SALA

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Aspeto da antiga sala de leitura do Arquivo Histórico, década de 80 do século XX, atual Sala Memória. Acervo do Arquivo Histórico Municipal do Porto

No coração da Casa do Infante – a primeira sala de leitura – o Arquivo Histórico desvenda o «lugar» onde o conhecimento legado por gerações de portuenses continua a ser partilhado com investigadores, cidadãos e visitantes, que aí encontram a matéria-prima para as suas pesquisas, dúvidas e curiosidade.

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OFICINAS

JUL

OFICINA PARA FAMÍLIAS — UMA CASA COM 700 ANOS, ONDE NASCEU O INFANTE!

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A casa onde nasceu o Infante D. Henrique tinha duas torres e começou a ser construída há 700 anos!

Nesta oficina vamos conhecer melhor essa casa e construir objetos em forma de torre, tal como o local onde nasceu o Infante.

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OUT

OFICINA PARA FAMÍLIAS — BRASÕES, ESCUDOS E EMBLEMAS

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Casa do Infante. Vista de exposição. Fotografia de Rui Oliveira

A Casa do Infante completa 700 anos e muitos foram os reis que aqui deixaram as suas marcas, algumas delas ainda visíveis na forma de brasões gravados na pedra. Depois de os observarmos, vamos procurar construir um brasão que possa ser usado como símbolo.

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