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A mostra itinerante e de exterior Livro Aberto – Camillo: Rotas do Escritor convida o público a descobrir a vida e a obra de Camilo Castelo Branco integrada nos espaços do quotidiano, promovendo um contacto direto e acessível com o seu legado literário. Instalada no terreiro da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a exposição assume um caráter aberto e inclusivo, aproximando a literatura da comunidade e dos territórios que marcaram o percurso do escritor. Através de painéis ilustrados, excertos literários selecionados e referências às rotas camilianas, o visitante é conduzido por uma viagem cultural que cruza, história, geografia, biografia e criação artística, evidenciando a profunda relação entre a obra de Camilo e os lugares que inspiraram a sua escrita. A mostra articula conteúdos literários, patrimoniais e turísticos, reforçando a leitura dos territórios como espaços de memória e criação.
Ver maisA primeira exposição do Museu das Convergências propõe uma reflexão sobre a relação entre objetos, pessoas e lugares, entendendo o fluxo como movimento contínuo que atravessa tempos e geografias distintos. Com mais de 120 objetos provenientes, maioritariamente, da Coleção Távora Sequeira Pinto – em depósito no Museu das Convergências – complementada por empréstimos de várias instituições e de cinco comunidades religiosas da cidade do Porto, a mostra evidencia como os objetos circulam entre contextos, adquirem novos significados e testemunham encontros culturais, revelando trajetórias individuais e coletivas que ligam mobilidades humanas, trocas materiais e relações simbólicas. Utensílios domésticos, fragmentos arqueológicos e obras de arte, organizam-se em seis núcleos temáticos que rompem a linearidade do tempo. «Objetos de passagem» reúne peças associadas a rituais funerários de várias épocas e geografias. «Lugares consagrados» apresenta objetos concebidos para delimitar ou transformar o espaço. N’ «O sagrado, o espiritual e o religioso», revelam-se objetos centrais nos rituais e na construção de universos simbólicos de diversas comunidades religiosas. «Objetos de poder e esplendor» aborda a utilização de objetos e obras de arte na afirmação de poder secular e religioso e na construção de estatuto social. Já «Imaginários do lugar» explora a presença da viagem, do território e da distância na formação de discursos e identidades. O percurso expositivo encerra com «Olhares cruzados», que reúne obras e documentação gráfica sobre diferentes formas de representar o “outro”, da mobilidade e dos encontros ente culturas.
Ver maisSob o mote de Eugénio de Andrade, A Poesia Adora Andar Descalça, inicia-se o Clube de Poesia da Biblioteca Poética Eugénio de Andrade. O clube pretende ser um espaço colaborativo para explorar, discutir e partilhar o universo da palavra, seja através da leitura e análise de poemas de autores reconhecidos, da criação de textos originais ou da reflexão sobre temas universais.
Ver maisApós uma primeira exposição, em que se procurou mapear o inicio da carreira de António Carneiro, a sua passagem por Paris, as influências que recebeu e a elaboração de uma poética simbolista, de que se deram exemplos vários, desde a sua obra seminal, o tríptico «A vida – Esperança, Amor, Saudade», até às posteriores, em que essa estética se afirmou e consolidou, esta segunda parte procura perceber um outro eixo fundamental desta obra, encerrando o ciclo expositivo propiciado pela reabertura do Ateliê em 2024, numa iniciativa do Município do Porto e projeto de reabilitação do arquiteto Camilo Rebelo.
Ver maisA origem do vinho do Porto surge de uma conjugação geográfica, social, histórica e económica invulgar e complexa, onde realidades urbanas e rurais se intercetaram, e da natureza rica e diversa do Douro, representada nesta exposição pela luz branca que, ao embater no prisma humano, é processada e interpretada, gerando um espectro de cores imenso. Tudo isto desaguou numa cultura de contrastes multifacetada e de infinitas possibilidades. Nesta viagem do Douro ao Porto descreve-se de forma simples os três momentos de feitura do vinho, sob perspetivas micro e macro, e a cultura que cada um deles originou: a Cultura da Terra, do Vinho e do Tempo.
Ver maisEntre Portugal e o Brasil, artistas e facilitadoras reúnem-se para partilhar práticas onde o corpo é bússola e a natureza é guia. Um momento do ciclo BRAVIA, com curadoria de Rita Xavier.
Ver maisPorto – cidade de luz de granito. Tristeza de luz viril com punhos de grito. José Gomes Ferreira Dizem dela que é austera, sombria e escura. A pedra cinzenta que lhe cobre as ruas e com a qual se edificou a Sé, a Torre dos Clérigos, a estação de São Bento e os Paços do Concelho é antiga como o mundo e guarda nela séculos de história, muitos segredos e a determinação silenciosa de quem nasceu para resistir.
Ver maisInspirado nos grandes exploradores dos séculos XVIII e XIX, viajantes curiosos que partiram em expedições para descobrir novos territórios, este programa convida as crianças a imaginar uma nova era: a exploração do cosmos. Os participantes serão desafiados a tornar-se verdadeiros exploradores cósmicos, criando o seu próprio uniforme espacial.
Ver maisAugusta de Montlèart era uma princesa rebelde, inteligente, corajosa e, sobretudo, misteriosa. Há até quem duvide de que Augusta tivesse existido. A sua história é cada vez mais estudada como exemplo de figura feminina influente do século XIX, não apenas pela ligação a um rei italiano, mas também pelas suas próprias iniciativas sociais e culturais. Meia-irmã do rei Carlos Alberto da Sardenha, desejava homenagear a sua memória, construindo um memorial na cidade onde ele passou os seus últimos dias e faleceu. Essa iniciativa foi uma expressão de afeto pessoal, assim como uma maneira de preservar a lembrança do rei num lugar significativo para ele: a Cidade do Porto. A Capela, ou Cenotáfio (memorial fúnebre) que desenhou e mandou construir, envolta por árvores altas e decorada com simplicidade, nos jardins do Palácio de Cristal, representa um gesto emotivo e romântico típico da época.
Ver maisNesta deriva, curta na geografia mas vasta na história, percorreremos a evolução de um espaço onde a Arte Pública ajudará a tecer pontes entre o lugar, as pessoas e as ideias, inscrevendo identidade e memória, despertando a reflexão e devolvendo sentido e vida a este espaço da cidade.
Ver maisNeste curso será abordado o estudo dos restos de animais encontrados em sítios arqueológicos, na maioria ossos, dentes e conchas, que contam uma história sobre o nosso passado. A Zooarqueologia estuda como se desenvolveram as relações entre homens e animais no passado, utilizando metodologias interdisciplinares para compreender relações interespecíficas que, em alguns casos, se transformaram em caminhos evolutivos paralelos, como é o caso do cão, gato e algumas espécies exóticas.
Ver maisNesta oficina, vamos aprender a cuidar de objetos de prata e casquinha. Através de exemplos práticos, iremos identificar os produtos a usar, os produtos a não usar e as estratégias a seguir para prevenir a oxidação. Cada participante poderá trazer para a sessão uma pequena peça (cruz, pulseira, botões de punho…) para aprender e experimentar algumas dicas muito úteis!
Ver maisUm manequim, papel, pincel e vinho tinto é tudo o que precisamos para representar a figura humana. Venha saborear esta faceta do vinho!
Ver maisInspirados por António Carneiro, conhecido por ser um "retratista de almas", vamos trabalhar a nossa capacidade de ver e transmitir o invisível ao escolher um rosto e sobrepor-lhe camadas de alma: um azul que é saudade, algodão que é névoa de tédio. Depois, entregamos essas impressões da alma à luz do jardim, onde o sol as fará dançar e cantar num coro silencioso feito de tudo o que não coube nos traços dos rostos. No final, tal como António Carneiro, seremos retratistas de almas: mãos que desenham o que os olhos não veem, mas que o coração reconhece.
Ver maisTudo começa no primeiro ano do «Documento do Mês» da Casa do Infante, um ciclo inovador, criado pelo então diretor Manuel Real com o objetivo de divulgar os recursos documentais do Arquivo Histórico Municipal do Porto (AHMP), aproximar os munícipes da instituição e destacar um tema da vida local.
Este baú pertence a Manuel Araújo, Técnico Superior do AHMP há 33 anos, que inicialmente trabalhou e apresentou temas ligados à sua área de intervenção dentro do Arquivo Histórico, a fotografia. Com o tempo, as apresentações foram-se estendendo a assuntos mais diversos que intervieram na transformação e desenvolvimento da cidade. Nos últimos anos, já sob a designação de «Resgate», as abordagens adquiriram uma tonalidade diferente, marcada pela presença da Igreja e dos seus ritos, dimensão que tanto marcou o quotidiano dos habitantes do Porto.
Este é o seu último Resgate enquanto técnico da casa. Por isso, e como forma simples de agradecimento e de um «Até já!», propõe um olhar retrospetivo, um basculhar, sobre o seu próprio baú.
Ver maisEra uma vez um Rei viajante que descobriu um lugar encantado com jardins românticos, árvores frondosas, um bosque, uma linda casa e um rio aqui bem perto. Um belo refúgio para se esconder e poder descansar… Para se esconder? Vamos descobrir de onde veio e porquê?
Ver maisCarlos Alberto, rei exilado da Sardenha, chega amanhã à cidade do Porto. Todos o sabem, mas ninguém o vê. A sua presença anuncia-se em murmúrios, atravessa ruas e jardins, instala-se na imaginação coletiva. Será a 19 de abril. E, no entanto, foi há 177 anos. Que ânimo o move? Quem o acompanha nesta travessia final? Onde deseja repousar e quem procura primeiro? Pelos caminhos que escolhe para chegar à sua morada derradeira, os vizinhos aguardam, suspensos entre a memória e o pressentimento. Esperam como se a chegada fosse iminente, mas com os olhos pousados num tempo que já passou e que, ainda assim, continua a interpelar o presente. Entre história e ficção, este percurso convoca ecos, silêncios e presenças. Não se trata apenas de revisitar um episódio do século XIX, mas de habitar o intervalo entre o que foi e o que permanece. Porque há chegadas que nunca cessam de acontecer.
Ver maisNa exposição PRISMA – Do Douro ao Porto, a luz branca simboliza o solo e o clima do Douro, que, ao serem transformados pelo prisma humano, deram origem a um tipo de vinho único: o Vinho do Porto. Tal como a luz se desdobra num amplo espectro de cores ao atravessar um prisma, o produtor de vinho faz escolhas que revelam diferentes tonalidades e expressões do território. Assim, os produtores de vinho são, à semelhança da curadoria e criação artística desta exposição, prismas que filtram, interpretam e transformam o território em expressão sensorial e expositiva. A partir desta conceção, propõe-se um conjunto de provas de Vinho do Porto e conversas entre “prismas”, estruturadas com base nos conteúdos desta exposição, que sintetizam o processo de feitura do vinho: a Cultura da Terra, a Cultura do Vinho e a Cultura do Tempo.
Ver maisO Porto é só esta atenção empenhada em escutar os passos dos velhos, que a certas horas atravessam a rua para passarem os dias no café em frente, os olhos vazios, as lágrimas todas das crianças de S. Victor correndo nos sulcos da sua melancolia. Eugénio de Andrade Uma chávena de café, um jornal aberto e a cidade inteira a acordar. No Piolho, no Ceuta, no Guarany, na Brasileira, no Aviz ou no Majestic, pedia-se um cimbalino, sacudiam-se as páginas impressas e o mundo inteiro ia passando pelos dedos. As grandes manchetes e as notícias locais, o desporto, os negócios, o tempo para amanhã e até a necrologia. Um tempo que passou mas que resiste ainda nas mãos de quem o pratica.
Ver maisVisitas que exploram, a partir das representações de plantas presentes nas coleções, itinerários de relação entre imagem, ciência e cultura, revelando os modos como a natureza foi historicamente concebida, representada e apropriada em diferentes contextos e materializações. Nesta visita botânica, começamos pelos elementos naturais e paisagens representados nas pinturas do Ateliê António Carneiro, onde a natureza surge como metáfora espiritual e literária. A partir desse olhar interior, seguimos para o jardim do Ateliê, onde as plantas ajudam a compreender uma ideia fascinante: ao longo da história humana, muitas revoluções adotaram plantas como símbolos de liberdade, esperança ou transformação. No exterior, espécies como a oliveira, o plátano, o cipreste, a camélia ou a laranjeira permitem aprofundar como diferentes sociedades transformaram plantas reais em símbolos de liberdade, memória e mudança.
Ver maisInspiradas pela paisagem natural do Museu Romântico, em articulação com fontes tipográficas de revistas e jornais, as famílias serão desafiadas a desenhar e recortar letras para compor palavras relacionadas com o tema da liberdade. Depois é só misturar tudo e criar uma matriz serigráfica coletiva. O resultado? Edição de posters geniais e originais!
Ver maisO Porto não é em rigor uma cidade: é uma família. João Chagas Não apenas um ser mitológico, mas um símbolo em que os habitantes da cidade se reconhecem. No brasão, o azul sustém um castelo de ouro sobre um mar ondulado; ao centro, a Virgem de Vandoma com o Menino, por cima das pedras, o dragão – corpo de fogo, asas e garras – a memória do cerco e da coragem de quem resistiu. No estádio, nas ruas, nos Paços do Concelho, sempre a mesma promessa, a de não baixar a cabeça.
Ver maisNos entrepostos dos cais em armazéns, comerciantes trocam por esterlino o vinho que é o sangue dos seus corpos, moeda pobre que são os seus destinos. Joaquim Namorado A palavra não designa apenas uma bebida: é antes um rio antigo que ainda corre e o esforço inteiro de muitas gerações. Não é apenas vinho, mas tempo e sabedoria. O Vinho do Porto é o Douro a descer devagar, são pipas que mastigam os anos no escuro das caves e a doçura lenta em que se transforma a dureza da terra.
Ver maisNa rua escura as lojas de oiro e pano São pedras frias, frígidas mas quietas. Ó frios mercadores de oiro e pano Porto! Mercado frio e desumano... E no entanto ali é que há Poetas! Pedro Homem de Mello Palavra dita à pressa, com a rua na boca. No Porto, a palavra cola-se a uma cidade autónoma, de iniciativa e comércio, que aprendeu cedo a decidir por si e a negociar o seu lugar. Mas burguesia é também poder: quem entra, quem manda, quem fica de fora. Que cidade é esta que foi sendo feita? Que papel representa no país que queremos contruir?
Ver maisUm dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, Serviram-me o amor como dobrada fria. Disse delicadamente ao missionário da cozinha Que a preferia quente, Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria. Álvaro de Campos Uma palavra que é prato e metáfora, história e temperamento. As tripas à moda do Porto contam-se como gesto antigo de generosidade e escassez – dar o melhor e ficar com o resto – e, desde então, a cidade aprendeu a reconhecer-se nesse binómio e a fazer das tripas coração.
Ver maisToda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha. Agustina Bessa-Luís A cidade escreve-se com uma linha de pedra: para guardar, para separar, para afirmar. A Fernandina apertou o Porto com portas e postigos, medindo o medo e a ambição, o dentro e o fora. Hoje sobra em fragmentos – uma escada, um pano de muro, um vão discreto para o Douro – e ainda assim cumpre o essencial: lembrar que o Porto cresceu a defender-se, e a marcar o seu lugar.
Ver maisAcordes da guitarra que forja o horizonte, que guia o sinuoso voo das gaivotas e acaricia a pele que rasga atalhose atalhos no interior dos sonhos. Estarei vivo enquanto assim me guardar teu coração. Egito Gonçalves O que nos liga a uma cidade? O que nos faz pertencer a um lugar? O que nos leva a identificarmo-nos com as ruas, com as pedras, com as gentes e as paisagens? Porque nos falta a chuva miudinha que continua a cair numa longínqua infância? O corpo vai para onde for preciso, mas o coração bate ao ritmo dos primeiros passos – das primeiras futeboladas, das primeiras saídas à noite – como se a cidade, mesmo longe, nos chamasse ainda pelo nome
Ver maisAli o cais, a Ribeira, os rostos, as vozes, os gritos, os gestos. Uma beleza funda, grave, rude e rouca. Sophia De Mello Breyner Duas ribeiras que namoram à distância de um mesmo Douro - a partir do Porto e de Gaia, dois autores com fortes ligações ao território e aos seus habitantes vão conversar sobre o que os aproxima e os separa, sobre o rio que passa e o rio que já passou, sobre duas cidades rasgadas pelas águas e unidas por muitas pontes.
Ver maisNão há Portugal sem o Porto e não há Porto sem um permanente amor à liberdade. António José Seguro “Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua”, a cidade do Porto sempre a teve e sempre fez questão de lhe chamar sua. Contra os desmandos do poder, contra o absolutismo, contra o centralismo, contra qualquer ameaça que ponha em causa a sua independência e a sua identidade. O Porto é uma cidade de pensamento, de indústria, de resistência e de criatividade, mais do que um arranjo de pedras e gente, é um atravessar de vozes que gritam liberdade.
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