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A Câmara Municipal do Porto promove dois colóquios – «Formar leitores para formar cidadãos: leitura e educação no século XXI» e «Leitura, Cidadania & Biblioteca» que afirmam de forma clara que a leitura não é apenas um gesto individual, é uma responsabilidade coletiva. Estes encontros reforçam o compromisso da cidade com a formação de leitores e com a construção de políticas culturais sustentadas.
Ver maisA Câmara Municipal do Porto promove dois colóquios – «Formar leitores para formar cidadãos: leitura e educação no século XXI» e «Leitura, Cidadania & Biblioteca» – que afirmam de forma clara que a leitura não é apenas um gesto individual, é uma responsabilidade coletiva. Estes encontros reforçam o compromisso da cidade com a formação de leitores e com a construção de políticas culturais sustentadas.
Ver maisNum registo bastante informal e recorrendo a textos literários procurar-se-á destacar a presença do burgo portuense na literatura do século XIX, nas mais diversas facetas, desde o efervescente Porto burguês em forte momento de vitalidade económica e cultural de que os romances de Garrett, Camilo ou Júlio Dinis nos dão notícia, ao Porto operário retratado de modo realista pelos esquecidos escritores naturalistas, passando pelos espaços de lazer que a cidade privilegiava. Será curioso evocar episódios e textos literários que darão testemunho de um Porto quase esquecido mas ainda muito presente na geografia humana e na arquitetura da cidade.
Ver maisVisitas que exploram, a partir das representações de plantas presentes nas coleções, itinerários de relação entre imagem, ciência e cultura, revelando os modos como a natureza foi historicamente concebida, representada e apropriada em diferentes contextos e materializações.
No Museu Aurélia e Sofia de Souza – Casa Marta Ortigão Sampaio, a natureza revela-se na pintura, nos objetos e no jardim, ora observada com olhar quase científico, ora transformada em ornamento e símbolo. Entre arte e quotidiano, o mundo vegetal surge como imagem, matéria e memória cultural, revelando como a burguesia portuense dos séculos XIX e XX olhou, representou e trouxe a natureza para dentro de casa.
Ver maisPianista, Sofia Lourenço obteve o grau de Doutor em Música e Musicologia, na Universidade de Évora. Discípula de Helena Sá e Costa desde os 10 anos de idade, realiza os seus estudos superiores no Conservatório de Música do Porto e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem-se especializado em música portuguesa e dedicado a uma carreira de concertista. É curadora de ciclos de música no Museu e Bibliotecas do Porto. Gravou diversos discos como intérprete a solo. Integra diversos centros de investigação universitários
Ver maisCom programação e moderação de Isabel Lopes Gomes, o ciclo de conversas «Uma Casa de Artistas», com cinco sessões a realizar entre junho e novembro de 2026 no âmbito da exposição inaugural do Museu Aurélia e Sofia de Souza, propõe-se refletir sobre as principais temáticas na obra das duas pintoras. Cada sessão terá convidados de áreas distintas, de modo a cruzar sensibilidades e pensamentos diversos, sobre a prática artística de Aurélia e Sofia de Souza.
A primeira sessão - Um Quarto só para si - será dedicada à reflexão sobre o lugar da mulher na prática artística e sobre as condições da prática artística no final do século XIX, início do século XX, quando a inscrição das mulheres no campo artístico era um ato de coragem por enfrentar hábitos enraizados num meio cultural dominado por uma cultura patriarcal, que, no entanto as duas irmãs souberam superar com obras que resistiram à passagem do tempo e que requerem com justiça a sua revisão.
Ver maisO território onde se situa o Ateliê António Carneiro define-se através de um crescimento de sobreposições próprias ao longo dos tempos. Encontramos, aos dias de hoje, vestígios de quintas que abriram novas ruas, marcos industriais que desenvolveram as dinâmicas comerciais e, ainda, casas e gentes que assinalaram as vicissitudes do lado mais oriental da cidade.
Através do olhar e do desenho nas suas diversas multitudes, vamos inventariar os elementos envolventes do Ateliê - desde os paralelos nas ruas às ervas daninhas que rompem pelas fendas dos muros: as esculturas que encontramos pelo caminho e as fachadas diversas que caracterizam a zona -, tomando o pensamento pelo registo gráfico como uma ferramenta pessoal de compreensão da história dos lugares.
Ver maisNos Jardins do Palácio de Cristal, onde hoje se passeia entre árvores centenárias e vistas amplas sobre o Douro, existiu no século XIX, um jardim célebre pelos seus perfumes. Um viajante italiano que visitou a antiga Villa d’Entre-Quintas, em 1851, descreveu citrinos em flor que embalsamavam o ar, roseiras e jasmins perfumados, madressilvas que se enroscavam nos carvalhos e magnólias que cresciam ao lado de sobreiros gigantes. Inspirado por essas descrições históricas, este percurso convida a descobrir os aromas que ainda hoje habitam este jardim romântico. Ao longo do caminho, iremos identificar árvores, arbustos e plantas aromáticas que libertam fragrâncias na paisagem urbana, evocando a tradição dos jardins oitocentistas onde a botânica, a estética e o perfume se entrelaçavam. Entre tílias, magnólias, rosas e ervas aromáticas, exploraremos a forma como os jardins foram pensados para serem também experimentados através do olfato, revelando como certos aromas persistem no tempo e continuam a marcar a identidade deste lugar singular da cidade do Porto.
Ver maisPartindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras reunidas na mostra «O Jardim de Camões», Luísa Jorge continua o ciclo A(r)riscar, orientando oficinas onde o desenho de observação serve como ponto de partida para explorar e reinterpretar vestígios, formas e narrativas. Entre o olhar atento e a palavra poética, o traço torna-se uma ferramenta de descoberta, num percurso onde a ilustração científica se constrói em equilíbrio entre rigor e imaginação.
Ver maisNuno Valentim é professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, onde se doutorou, e investigador associado do BIOPOLIS. Fundador do atelier "Nuno Valentim Arquitectura", foi o projetista responsável pela reabilitação do Mercado do Bolhão e da Casa Andresen (Galeria da Biodiversidade). É membro do conselho científico do CONSELHO NACIONAL DE ARQUITETOS de Itália. É especialista em práticas de reabilitação de património arquitetónico.
Ver maisUm objeto pode ser muitas coisas: um tesouro perdido, uma máquina do tempo ou até mesmo a casa de uma criatura fantástica. Nesta visita, vamos explorar a exposição do Banco de Materiais com olhos curiosos, vendo os objetos não só como peças de museu, mas como pontos de partida para criar estórias. Observando as suas formas, funções, materiais e possíveis significados, vamos imaginar novas narrativas para esses objetos e depois, partindo dessas estórias, cada participante poderá criar um mapa de memórias do presente, reunindo aquilo que sentiu e percebeu. Porque cada objeto tem uma história para contar, mas muitas mais para imaginar.
Ver maisO Curso História do Porto em 90 minutos propõe uma leitura provocatória de uma cidade que é, simultaneamente, construção histórica e construção simbólica. Mais do que uma sucessão de datas e factos, o Porto surge aqui como um território de imagens ou representações, que expressam as tensões entre lenda e realidade: entre o imaginário persistente — o da cidade invicta, do Porto das tripas — e a experiência concreta de um espaço trabalhado, sofrido e constantemente transformado. “Ser Porto”, não é apenas um traço identitário fixo, mas um processo histórico em contínua reinvenção, onde o célebre “fazer das tripas coração” deixa de ser metáfora cristalizada para se tornar chave interpretativa de práticas sociais, económicas e culturais. Este curso procura, assim, deslocar o olhar do mito para a matéria: da narrativa épica para o quotidiano, do heróico para o humano, convocando um Porto menos lendário e mais vivo.
Ver maisAs primeiras histórias nasceram da observação da natureza - do vento, das árvores, dos animais e dos ciclos do dia e da noite. Contavam-se histórias para explicar o mundo, ensinar, proteger, fazer rir e fazer adormecer. É a esse lugar primordial que regressa a BIBLLIOTERRA, a extensão infantojuvenil do BABELL.
Ver maisO Piano Itinerante é um ciclo de quatro concertos que decorre em espaços intimistas localizados em pontos emblemáticos do Porto. Os participantes que alcançaram a 2.ª prova do concurso apresentam-se em recitais partilhados, mostrando o seu talento e celebrando o piano e a música na cidade.
Ver maisNos dias 26 e 27 de junho, realizam-se cinco visitas guiadas à exposição «Gestures of Love», de Kelly Santos, integrada no programa BABELL. Com curadoria de Patrícia Reis, a exposição da artista franco-portuguesa Kelly Santos é um projeto em capítulos que se reinventa em diferentes cidades do mundo. Originalmente apresentada na Cidade do México durante a Zona Maco 2024, a mostra explorou narrativas do amor e da conexão humana através de expressões artísticas imersivas. A exposição foi levada a Nova Iorque durante a Frieze Week de 2025, onde continuou a desenvolver o seu diálogo emocional e sensorial sobre os pequenos gestos que constituem o amor em diversas formas, refletindo sobre intimidade, vulnerabilidade e experiência quotidiana através de uma abordagem visual e emotiva. Este percurso internacional de «Gestures of Love» prepara agora o seu terceiro capítulo no Porto, reforçando a sua dimensão global e continuando uma reflexão artística que atravessa diferentes geografias e formas de expressão. A mostra no contexto do BABELL insere-se nesta sequência evolutiva, mantendo o foco na experiência sensorial e emocional do espectador, e sublinha a maneira como a obra de Kelly Santos articula arte contemporânea, narrativa afetiva e presença cultural em diferentes cidades.
Ver maisO Piano Itinerante é um ciclo de quatro concertos que decorre em espaços intimistas localizados em pontos emblemáticos do Porto. Os participantes que alcançaram a 2.ª prova do concurso apresentam-se em recitais partilhados, mostrando o seu talento e celebrando o piano e a música na cidade.
Ver maisA exposição «Gestures of Love» da artista franco-portuguesa Kelly Santos é um projeto em capítulos que se reinventa em diferentes cidades do mundo. Originalmente apresentada na Cidade do México durante a Zona Maco 2024, a mostra explorou narrativas do amor e da conexão humana através de expressões artísticas imersivas. A exposição foi levada a Nova Iorque durante a Frieze Week de 2025, onde continuou a desenvolver o seu diálogo emocional e sensorial sobre os pequenos gestos que constituem o amor em diversas formas, refletindo sobre intimidade, vulnerabilidade e experiência quotidiana através de uma abordagem visual e emotiva.
Ver maisNo encerramento do ciclo Conversas ao Sol moderado por Maria Bochicchio, a sessão conta com presença do médico psiquiatra, professor universitário e reconhecido especialista nas áreas dos afetos, da sexualidade e das relações humanas. Júlio Machado Vaz permitirá aprofundar o diálogo entre poesia e vida, explorando a forma como a palavra poética de Eugénio de Andrade faz do corpo, do desejo e da sensualidade lugares essenciais de encontro e de revelação. A sessão “O Amor e o Erotismo na poesia de Eugénio de Andrade” parte da dimensão telúrica da obra do exímio poeta — uma poesia enraizada na terra, na matéria sensível, na natureza e no corpo — para refletir sobre o amor e o erotismo como formas eróticas de conhecimento.
Ver maisClepsidra, de Camilo Pessanha, é uma das obras maiores da poesia portuguesa, um livro onde o tempo, a memória, a ausência e a fragilidade da existência se encontram numa linguagem única.
A partir dos poemas de Pessanha musicados por Jorge Constante Pereira, esta sessão propõe uma conversa e leitura em torno de um projeto que cruza literatura, música e criação contemporânea.
Ver maisEste segundo concerto da série «Tons Ibéricos» explora o contraste entre o quarto e o oitavo tons, aqui entendidos como duas formas distintas de habitar o espaço sonoro: interioridade e monumentalidade. Reunindo compositores de Portugal, Espanha, Itália e Flandres, este concerto revela a intensa circulação europeia de repertório e ideias musicais no espaço ibérico, particularmente através das redes religiosas, cortesãs e organísticas da época.
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