Voltar

DERIVA #67 — A RUA DE CEDOFEITA NO SÉCULO XIX

Ponto de encontro: PRAÇA DE CARLOS ALBERTO

As casas e os jardins da Rua de Cedofeita, na planta do Porto de Telles Ferreira, 1892

A regularização da Rua de Cedofeita, desencadeada a partir do projeto de 1782, assinala, de certa forma, o momento em que o Porto ultrapassa a sua matriz medieval para construir a cidade moderna. O antigo caminho de peregrinação e via de trânsito para o norte da Península transformou-se, ao longo de Oitocentos, numa das mais expressivas artérias do Porto liberal e burguês.

Sob um traçado que procurou impor ordem e simetria à malha urbana, Cedofeita afirmou-se como um espaço de residência, sociabilidade e afirmação social. A morfologia da rua, definida por programas de regularização de fachadas e pela profundidade de lotes que escondiam jardins privados, camélias e mirantes, refletia as aspirações de uma elite plural. Por aqui, fixaram residência diplomatas, industriais, negociantes britânicos, «brasileiros torna-viagem» e destacados intelectuais e docentes universitários.

Mais do que uma sucessão de palacetes, boticas e colégios, a rua constituiu-se como palco de inflexões determinantes do século XIX: das operações militares do Cerco do Porto ao fervor das tertúlias literárias, artísticas e políticas que marcaram a vivência finissecular. Este percurso propõe uma leitura urbanística e social da artéria, descodificando na arquitetura e na estrutura dos lotes a memória de uma cidade em plena transformação.

Atividade não coberta por seguro de acidentes pessoais.

 

Entradas

2 euros 

Titulares de cartão Porto., cartão das Bibliotecas Municipais, ou colaboradores CMP e empresas municipais: 1 euro

Estudantes: 1,40 euros

 

Bilheteira online ou espaços com bilheteira do Museu e Bibliotecas do Porto / 25 participantes por sessão