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A Câmara Municipal do Porto promove dois colóquios – «Formar leitores para formar cidadãos: leitura e educação no século XXI» e «Leitura, Cidadania & Biblioteca» que afirmam de forma clara que a leitura não é apenas um gesto individual, é uma responsabilidade coletiva. Estes encontros reforçam o compromisso da cidade com a formação de leitores e com a construção de políticas culturais sustentadas.
Ver maisClepsidra, de Camilo Pessanha, é uma das obras maiores da poesia portuguesa, um livro onde o tempo, a memória, a ausência e a fragilidade da existência se encontram numa linguagem única.
A partir dos poemas de Pessanha musicados por Jorge Constante Pereira, esta sessão propõe uma conversa e leitura em torno de um projeto que cruza literatura, música e criação contemporânea.
Ver maisEste segundo concerto da série «Tons Ibéricos» explora o contraste entre o quarto e o oitavo tons, aqui entendidos como duas formas distintas de habitar o espaço sonoro: interioridade e monumentalidade. Reunindo compositores de Portugal, Espanha, Itália e Flandres, este concerto revela a intensa circulação europeia de repertório e ideias musicais no espaço ibérico, particularmente através das redes religiosas, cortesãs e organísticas da época.
Ver maisSofia de Souza, irmã da pintora Aurélia de Souza, encantava todos com os seus chapéus ousados e cheios de personalidade, como o que vemos no seu célebre autorretrato. Mais do que uma peça de moda, os chapéus da Sofia eram uma expressão da sua criatividade e do seu espírito único. Inspirados pela sua história e pela sua ligação ao mundo da arte e da moda, nesta oficina vamos criar chapéus originais, explorando formas, cores e ideias que dão vida à imaginação, tal como a Sofia fazia com os seus icónicos acessórios!
Ver maisREMISTURAR O ARQUIVO é um ciclo de cinco sessões dedicadas à apresentação, ativação e remistura do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, entendendo o arquivo não como repositório fixo, mas como matéria viva, instável e reprogramável. Cada sessão deste ciclo, conduzido pelo curador Rui Torres, conta com a participação de um convidado especialista nas áreas abordadas que propõe o cruzamento entre investigação, curadoria, criação artística e debate público, a partir de cinco dimensões da poética experimental: Texto-Imagem, Texto-Texto, Texto-Som, Texto-Espaço e Texto-Código.
Ver maisUm convite a todos os que gostam de Livros, para um quiz literário na Biblioteca, onde Guilherme Cobretti desafia os leitores a porem à prova os seus conhecimentos literários. Num ambiente descontraído, os participantes organizam-se em equipas espontâneas para responderem aos desafios deste jogo dinâmico e divertido, focado no universo dos livros. Nenhum estilo, corrente, autor e época será deixado de parte. Basta aparecer para participar. Haverá prémios para os vencedores.
Ver maisAo longo de 2026, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, em parceria com o «Saber Fazer», projeto educativo e editorial, baseado no Porto, que se dedica à valorização de técnicas de produção artesanal e semi-industrial em Portugal, acolhe um ciclo de atividades dedicado à manufatura, procurando explorar o potencial criativo das nossas mãos. Nesta atividade iremos explorar o ciclo da lã, da ovelha ao fio.
Ver maisAo longo do mês de junho vão decorrer várias sessões deste workshop que pretende trazer os versos de diversos poetas emblemáticos do Porto para a voz viva e coletiva da cidade. A participação é livre e gratuita, bastando fazer inscrição prévia na data desejada. As sessões não têm continuidade entre si, bastando aparecer a uma das seis sessões de 90 minutos para sintonizar a voz com o tom poético que vai inundar as ruas no dia 27 de junho de 2026. As sessões serão inteiramente práticas e dedicadas à interpretação coletiva de cinco poemas em língua portuguesa. Aberto a todas as idades.
Ver maisOs escritores e colunistas Cristina Fontenele, Henrique Rodrigues e Vivien Merciel Suarez conversam sobre o olhar do cronista para a cidade, entre familiaridade e estranhamento de um escritor que está deslocado de seu território.
Ver maisToda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha. Agustina Bessa-Luís A cidade escreve-se com uma linha de pedra: para guardar, para separar, para afirmar. A Fernandina apertou o Porto com portas e postigos, medindo o medo e a ambição, o dentro e o fora. Hoje sobra em fragmentos – uma escada, um pano de muro, um vão discreto para o Douro – e ainda assim cumpre o essencial: lembrar que o Porto cresceu a defender-se, e a marcar o seu lugar.
Ver maisHouve um tempo em que os despejos de águas de lavagem e outros dejetos eram muitas vezes feitos das janelas diretamente para os arruamentos, o que deu origem ao pregão de “água vai”. Esta prática foi regulamentada nas Posturas Municipais de 1855, juntamente com outras como a venda de frutas, o funcionamento dos mercados ou a condução de animais pelas ruas.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisProsseguindo as comemorações do Dia Internacional de Arquivos, mundialmente celebrado, desde 2007, a 9 de junho, o Arquivo Histórico Municipal do Porto propõe uma tarde dedicada à partilha e ao debate sobre a relação entre música, escrita e património documental.
Ver mais“Os objetos que guardamos nos bolsos, o que recortamos dos jornais, os papéis que escrevemos e esquecemos, mas que são tão importantes naquele momento. Pela sua fragilidade, tudo parece condenado a desaparecer. Ou talvez não”
A frase de Victor Torpedo, da banda rock Tedio Boys, serve como introdução à exposição Call of the West, que documenta a primeira digressão da banda pelos Estados Unidos da América
Nesta visita serão destacados objetos dessa viagem, decorrida há cerca de 30 anos, assim como cerca de 60 fotografias (de um total de 900), cujos negativos estiveram “esquecidos numa gaveta” e foram entretanto recuperados.
Ver maisO recém-renomeado Museu Aurélia e Sofia de Souza acolhe a 14.ª edição do Dia do Vizinho, em mais um dia de celebração e descoberta do lugar como espaço de encontro e pertença. Juntos, entre palavras, gestos e afetos, voltamos a fiar os caminhos de uma cidade partilhada.
Ver maisSESSÃO DE 09 DE MAIO ADIADA PARA 13 DE JUNHO
O Jardim da Cordoaria e o Jardim das Virtudes integram a estrutura verde do Porto e guardam, nas suas alamedas e socalcos, árvores que testemunham a construção paisagística e cultural da cidade. Alguns destes exemplares assumem particular relevância histórica e botânica, sendo oficialmente reconhecidos como árvores classificadas de interesse público.
Ao longo do percurso serão observadas espécies marcantes da paisagem urbana como plátanos, tílias, carvalhos, cedros e araucárias, bem como o notável ginkgo das Virtudes, o maior exemplar de Ginkgo biloba em Portugal. Através destas árvores será explorada a relação entre botânica e transformação urbana, compreendendo o arvoredo como herança viva.
Esta deriva propõe um olhar atento sobre a cidade a partir das suas árvores, entendidas como testemunhas de mudanças sociais e ambientais. Entre a densidade do jardim histórico e os socalcos abertos ao Douro, o percurso convida a ler a paisagem como documento e experiência sensível do Porto contemporâneo.
Ver maisPartindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras reunidas na mostra «O Jardim de Camões», Luísa Jorge continua o ciclo A(r)riscar, orientando oficinas onde o desenho de observação serve como ponto de partida para explorar e reinterpretar vestígios, formas e narrativas. Entre o olhar atento e a palavra poética, o traço torna-se uma ferramenta de descoberta, num percurso onde a ilustração científica se constrói em equilíbrio entre rigor e imaginação.
Ver maisPartindo das investigações em curso sobre o antigo cemitério da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Porto, o projeto BeFRAIL convida à descoberta de um período desafiante da história da cidade, marcado por epidemias, conflitos e transformações sociais. Através de comunicações, uma mesa-redonda e uma exposição, este encontro apresenta algumas das descobertas mais significativas do projeto. O evento propõe-se ser um momento de diálogo entre a ciência e a responsabilidade social, e humana, para com a memória das pessoas do Porto oitocentista, reafirmando o papel fundamental da ciência na valorização e no cuidar do património cultural.
Ver maisTreze anos após a sua publicação, Você Está Aqui regressa, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e a sua velocidade, a herança escatológica do século XX, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde. Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas — como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade.
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