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«Portuenses ilustres na música do século XX» é um ciclo de concertos comentados dedicado a figuras de referência da história musical do Porto. Em cada sessão, palavra e interpretação musical cruzam-se para revisitar percursos, repertórios e contextos que marcaram a vida cultural da cidade. A primeira sessão é dedicada a Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia (1885–1950), violoncelista nascida no Porto e uma das intérpretes portuguesas de maior projeção internacional da primeira metade do século XX. Pioneira na afirmação das mulheres na música, construiu uma carreira de dimensão europeia sem perder a ligação à cidade natal. O seu percurso atravessa o talento precoce em Matosinhos, a formação em Leipzig, a consagração internacional e o regresso ao Porto. A sessão inicia-se com o comentário de Sofia Lourenço, seguindo-se o momento musical.
Ver maisO Museu do Porto guarda milhares de objetos nas suas reservas - é lá que são estudados e preservados.
De tempos a tempos, alguns desses objetos irão aparecer ou reaparecer. Vê-los ou revê-los irá acontecer no terceiro domingo de cada mês. Que peça é, a sua história, a que coleção pertence… será uma surpresa!
Ver maisOs sonetos de António Carneiro (1872-1930) foram publicados postumamente em 1936. Nestes poemas, encontramos as funduras do seu temperamento melancólico e místico, a fé e a dúvida, o amor e a perda. Há um silêncio que perpassa cada um destes sonetos que, mais do que a afirmação da condição de poeta, segreda o âmago do sentido poético que tanto nos comove na sua arte. O reencontro com António Carneiro nestes sonetos não é apenas um exercício literário; enquanto ofício da memória e da gratidão, é fundamentalmente um compromisso com a humanidade e com a beleza.
Ver maisO azulejo constitui uma das expressões mais emblemáticas do património e da identidade visual do Porto, marcando profundamente a imagem das suas fachadas e espaços urbanos. Este workshop propõe uma aproximação à pintura tradicional de azulejo, através do conhecimento e experimentação de técnicas e processos associados à produção de revestimentos cerâmicos. A partir de referências do património azulejar da cidade, os participantes serão convidados a observar, interpretar e recriar padrões decorativos.
Ver maisNesta oficina, pais e crianças são convidados a pôr mãos à obra e a construir as suas próprias embarcações, utilizando materiais simples como paus de gelado, paus de café entre outros materiais. Inspirados pela história marítima da cidade e pela importância da Casa do Infante enquanto lugar ligado à atividade mercantil e às grandes navegações, os participantes irão imaginar, experimentar e construir barcos capazes de partir à descoberta de novos horizontes. Uma atividade de criação e descoberta que aproxima as famílias através do brincar, da experimentação e da construção.
Ver maisAs Janeiras são uma das expressões mais genuínas da nossa identidade musical, mantendo viva a tradição dos cantares de porta em porta.
Esta atividade propõe uma vivência próxima e participativa desta tradição através da atuação e partilha de um ensaio do grupo sénior “As Flores de São Nicolau”. Numa sessão com a duração aproximada de 40 minutos, o público é convidado a assistir à dinâmica do grupo, escutar os repertórios tradicionais e conhecer os saberes e memórias associados a esta prática festiva.
A iniciativa pretende valorizar o papel ativo da comunidade sénior na transmissão do património oral, celebrando a música popular como memória viva e elemento de coesão comunitária.
Ver maisDas Janeiras à arte do azulejo: Museu do Porto celebra o Património Cultural Imaterial Nos dias 16 e 17 de outubro, a Casa do Infante e o Banco de Materiais acolhem um ensaio partilhado de Janeiras e uma oficina de pintura tradicional de azulejo, num programa gratuito que convida o público a conhecer e experimentar diferentes expressões do património vivo. O Museu do Porto associa-se, assim, pela primeira vez, às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, promovidas pelo Património Cultural, I.P., com duas iniciativas dedicadas à valorização e transmissão de tradições e saberes que fazem parte da identidade da cidade.
Ver maisNa Avenida da Ponte, onde as demolições realizadas para a ligação da nova ponte à cota alta ao centro, no séc. XIX mantém uma indefinição urbana há mais de um século, Álvaro Siza foi convidado a desenvolver um projeto de requalificação que não saiu do papel. No ano passado, Siza voltou a ser convidado, e o projeto desenvolve-se numa escala de intervenção substancialmente inferior, que reflete, porventura, uma maior atenção aos recursos existentes. Os «Caminhos do Romântico» requalificaram os percursos de um vale que preserva o ambiente rural da periferia oitocentista do Porto. Com núcleos habitacionais de baixa densidade e hortas e vistas sobre o rio, o local «faz-nos render a um espírito contemplativo e de fuga ao mundo citadino.» O crescimento urbano ameaça a sua integridade visual e física, sendo um desafio preservar a identidade histórica e atrair a comunidade para estes espaços. A Casa da Música foi um sucesso a todos os níveis, recebendo os mais destacados prémios e elogios no campo da arquitetura, oferecendo uma programação intensa, diversificada e de excelência, tornando-se num polo de atratividade, mas a envolvente da Rotunda da Boavista, continua a debater-se com a falta de coesão do espaço público circundante, que funciona essencialmente como uma zona de trânsito rodoviário em vez de um verdadeiro polo cívico contínuo e integrado. Com origem no programa Polis, iniciativa governamental de requalificação urbana e valorização ambiental das cidades, e sob projeto do arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales, o Passeio Atlântico permitiu melhorar a fruição da beira mar na Av. Montevideu, e reconstruir a topografia natural do vale entre Porto e Matosinhos, repondo a ligação de continuidade entre o Parque da Cidade e a praia, desaparecida com a construção do aterro oitocentista da via para o “carro americano” entre as duas cidades. Mas se os materiais duros da construção criam um limite seguro contra a força do mar e organizam o espaço de circulação e equipamentos como um miradouro contínuo sobre o Oceano Atlântico, persiste um debate sobre o equilíbrio entre o betão e o verde.
Ver maisA frente ribeirinha do Porto constitui um espaço de elevada riqueza histórica e patrimonial, onde se cruzam diferentes fases de ocupação e desenvolvimento urbano. Analisar estes lugares permite-nos identificar elementos materiais e funcionais que revelam as permanências e alterações decorrentes da expansão urbana e da adaptação da cidade às dinâmicas da atividade ribeirinha. Através da observação da Rua Cimo de Muro e do Muro dos Bacalhoeiros, procuraremos compreender a evolução arquitetónica e urbana destes dois troços, identificando as permanências e transformações que pontuaram a sua configuração ao longo do tempo.
Ver maisNo dia dedicado a Nossa Senhora de Vandoma, a Sé do Porto acolhe um concerto de homenagem à Padroeira da cidade que cruza música contemporânea, espiritualidade e memória musical da cidade. Promovido numa parceria entre a Câmara Municipal do Porto, o Cabido Portucalense e a Orquestra do Norte, o concerto reúne duas obras marcantes do repertório contemporâneo: “Cantus in Memory of Benjamin Britten”, de Arvo Pärt, e “The Protecting Veil”, de John Tavener. A interpretação estará a cargo da Orquestra do Norte, dirigida pelo maestro Pedro M. Monteiro, com o violoncelista Fernando Costa como solista.
Ver maisO Dia do Vizinho é um convite à proximidade, ao encontro e à partilha. Três domingos por ano, o Museu e Bibliotecas do Porto abre as portas em ambiente de festa para celebrar com quem está mais próximo: os vizinhos. Cada edição acontece num espaço diferente da cidade e é cocriada com a população local, artistas, coletivos, associações e instituições do território. De manhã cedo até ao fim da tarde, há propostas para todas as idades e interesses: oficinas, visitas guiadas, jogos, música, conversas, lanche, percursos, tempo para não fazer nada... e espaço para os vizinhos mostrarem os seus talentos e criações. Mais do que um dia de festa, o Dia do Vizinho é uma prática de escuta e construção coletiva, refletindo relações, memórias e saberes entre quem ali vive e os espaços e equipas do Museu e Bibliotecas do Porto. Um gesto que fortalece laços, valoriza o território e faz dos museus e bibliotecas lugares verdadeiramente habitados. A decorrer na Casa do Infante e no Museu do Vinho do Porto, este será mais um dia de celebração e de descoberta do lugar como espaço de encontro e pertença. Juntos, entre palavras, gestos e afetos, vamos fiando os caminhos de uma cidade partilhada.
Ver maisComeçamos por uma análise aos azulejos presentes na exposição "Fragmentos da Cidade em Conta Corrente" seguindo para um workshop onde vamos experimentar a pintura de azulejos de figura avulsa.
Ver maisO processo de humanização do território manifesta, com evidência clara, que os lugares nascem se tiverem o elemento essencial para a vida humana – a Água – e se beneficiarem do cruzamento das vias que comunicam com outros lugares. As estradas são a corrente sanguínea da vida, que alimenta o enriquecimento e reforça a importância da urbe, dinamizando o encontro de pessoas e bens. Na cidade do Porto, a estrutura viária antiga permanece inscrita no tecido urbano, com as estradas velhas para a Foz do Douro e Bouças (Matosinhos), para Vila do Conde, Viana, Braga, Guimarães, Valongo – Penafiel – Vila Real, e pela marginal ao longo do Rio Douro na direção de Entre-os-Rios.
Ver maisA bordo com António Carneiro entre o Porto e o Brasil, e inspirados pelas suas aguarelas, vamos registar impressões de viagem em paisagens à solta, entre cores fluídas e emoções dos nossos sítios mais solares.
Ver maisO processo de humanização do território manifesta, com evidência clara, que os lugares nascem se tiverem o elemento essencial para a vida humana – a Água – e se beneficiarem do cruzamento das vias que comunicam com outros lugares. As estradas são a corrente sanguínea da vida, que alimenta o enriquecimento e reforça a importância da urbe, dinamizando o encontro de pessoas e bens. Na cidade do Porto, a estrutura viária antiga permanece inscrita no tecido urbano, com as estradas velhas para a Foz do Douro e Bouças (Matosinhos), para Vila do Conde, Viana, Braga, Guimarães, Valongo – Penafiel – Vila Real, e pela marginal ao longo do Rio Douro na direção de Entre-os-Rios.
Ver maisA música antiga está de regresso à Casa do Infante para mais um momento, em que a música de outros tempos encontra um lugar particularmente evocativo num edifício com mais de 700 anos de história. Neste concerto, o coletivo Sete Lágrimas, composto por Filipe Faria (voz e percussão), Sérgio Peixoto (voz), Pedro Castro (flautas e baixão) e Tiago Matias (vihuela), apresenta «Projeto Elvas, Vol. 2», que revisita um dos mais significativos testemunhos da cultura ibérica renascentista: o Cancioneiro de Elvas, manuscrito português do terceiro quartel do século XVI que reúne um conjunto de composições poético-musicais em português e castelhano, maioritariamente anónimas.
Ver maisA AMMO – Associação Círculo de Amigos Marta Ortigão promove, desde 2018, em colaboração com a Câmara Municipal do Porto, o estudo, a preservação, o enriquecimento e a divulgação do património deixado por Marta Souza Ortigão de Sampaio Sequeira aos portuenses. Para assinalar mais um ano de atividade e de compromisso com a valorização deste legado, a associação celebra o seu percurso com uma programação diversificada, pensada para todas as idades, num ambiente de convívio, partilha e descoberta.
Ver maisNão há Portugal sem o Porto e não há Porto sem um permanente amor à liberdade. António José Seguro “Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua”, a cidade do Porto sempre a teve e sempre fez questão de lhe chamar sua. Contra os desmandos do poder, contra o absolutismo, contra o centralismo, contra qualquer ameaça que ponha em causa a sua independência e a sua identidade. O Porto é uma cidade de pensamento, de indústria, de resistência e de criatividade, mais do que um arranjo de pedras e gente, é um atravessar de vozes que gritam liberdade.
Ver maisO Banco de Materiais convida a uma viagem de múltiplas descobertas e aventuras através do seu acervo tipográfico e imagético, como fontes de inspiração para criarmos e imprimirmos as nossas próprias imagens e padrões.
Ver maisO que têm em comum os Caminhos do Romântico, a coleção de António Pedro Vicente no Centro Português de Fotografia, as esculturas de Juan Muñoz na Cordoaria ou o Serviço Educativo da Casa da Música, entre outros? É o que se vai saber nesta sessão, que abordará legados vivos e menos conhecidos da Porto 2001.
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