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A revolução portuguesa de 1974 é a última revolução "moderna" na Europa Ocidental (a queda do Muro de Berlim, na minha opinião, já pertence a uma modalidade diferente). Na verdade, uma revolução política moderna é aquela que conduz a uma mudança radical de regime. A partir daí, a revolução no Ocidente passa a ser apresentada principalmente como "transição" - como desenvolvimento, modernização, inovação no sentido do progresso tecnológico mais do que social ou político - e não como convulsão, um derrube da ordem existente. António Gramsci descreveu este movimento "de cima para baixo" como "revolução passiva". Não é de todo coincidência que a revolução portuguesa tenha ocorrido na época dos movimentos sociais das décadas de 1960 e 1970 e no final da fase de desenvolvimento económico e, ao mesmo tempo, social, conhecida como os "Gloriosos Anos 30". Foi precisamente em meados dos anos 70 que se lançaram as bases para a hegemonia do neoliberalismo e do modo de produção pós-fordista, como uma combinação de conservação e progresso. Em suma, a era em que a revolução política era portadora de progresso e a conservação era a reação a esta força motriz da história, chegou ao fim. O desejo de um mundo e de uma sociedade radicalmente diferentes cede lugar ao medo de perder posições adquiridas individualmente. É então a economia, como administração da ordem, que converte permanentemente este desejo em necessidades que só podem ser satisfeitas dentro desta ordem, desde que não sejam dadas alternativas. Se a economia neoliberal das necessidades está a espalhar cada vez mais paixões tristes nos países ocidentais, o desejo de um mundo e de uma vida alternativos assume as características ameaçadoras da catástrofe, do fim iminente - de crise em crise - do mundo em que vivemos. Como é que este medo se pode transformar em entusiasmo, a ansiedade da catástrofe em desejo de revolução?
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social, contribuindo para o envelhecimento ativo da comunidade. Os textos são enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para discutir opiniões e pontos de vista.
Ver maisSem nome próprio é, há muito, conhecida como a casa escondida e terá sido construída em 1768. Ainda que não subsistam certezas sobre o porquê da sua construção, a verdade é que, com cerca de metro e meio de largura, esta casa é uma das mais estreitas de Portugal.
Ver maisApresentação da edição comemorativa dos 70 anos de «A Sibila» ilustrada por Frederico Draw, com a chancela da editora Relógio D’Água, quando se comemora o 102.º aniversário do nascimento de Agustina Bessa-Luís.
Ver mais«Ao Ritmo da Revolução», ciclo de recitais comemorativo dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, em Portugal, prossegue em novembro e dezembro centrado na evocação da Revolução Russa de outubro e no desenvolvimento das diferentes estéticas musicais, construídas durante o período de grandes transformações sociais e políticas. Inspirados solos de piano com obras de compositores russos, grandes nomes como Prokofiev, Shostakovich e Stravinsky, iniciam e encerram este ciclo de seis recitais. Alguns destes compositores viveram durante a Revolução Russa e muitos tiveram as suas vidas e formas de composição bastante perturbadas. Entre muitas outras, o ciclo contempla a versão em trio da obra «A História do Soldado», composta em 1918 por Stravinsky, nos meses que antecederam o fim da Primeira Guerra Mundial, que conta a história de um soldado russo que volta a casa (a Rússia retirou-se da Primeira Guerra em 1917, na sequência da revolução). Assim como serão ouvidas outras importantes obras de relevantes autores russos, tais como Rachmaninoff e Khachaturian, e ainda canções e melodias russas de autoria de Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Modest Mussorgsky, cantadas na língua original.
Ver maisO Porto é a «cidade das águas». No Romantismo, os percursos cidade-campo calcorreavam as doces margens de pequenos rios e ribeiras que, impressivamente, «pincelavam a aguarela» a paisagem portuense. Estes caminhos bucólicos eram percorridos pelas famílias burguesas, mas também pelo «povo», como nos narra o expoente do Romantismo, Camilo Castelo Branco. Da periferia para o coração dinâmico da urbe romântica, as gentes da cidade e dos arrabaldes faziam seus todos estes caminhos que se conservam e que permitem salvaguardar a memória portuense. À semana para trabalhar, e ao fim de semana para o ócio, sempre acompanhados pelas águas e pelos vários equipamentos que foram sendo construídos – fontes, fontanários, bicas, mananciais, lavadouros e bebedouros. Foi, sem dúvida, criado um território único, uma paisagem que, pelo que lemos na toponímia atual, seguramente deveria ser especial. Neste percurso pelos lugares da água, caminhamos por espaços únicos, proporcionando uma visita ao que subsiste da realidade de então e que, intemporalmente, nos leva a uma imersão romântica entre quintas.
Ver maisOs participantes terão oportunidade de produzir cartazes alusivos ao cinema e à censura de filmes nesse momento transformador, a partir de intervenção sobre imagens da época, com recurso a colagens e outras técnicas mistas. Programa paralelo à exposição «Cinema de Revolução», no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, por parte da Câmara Municipal do Porto.
Ver maisIniciativa de continuidade, que acontece ao sábado, dirigida a crianças dos 3 aos 6 anos. Acompanhados da família, os pequenos leitores são convidados a participar na Hora do Conto, seguida de um Ateliê Criativo.
Ver maisNesta oficina inspirada nas obras do Ateliê António Carneiro, os participantes vão ser desafiados a transformar os seus próprios desenhos, utilizando o corpo e a voz para dar vida a essas criações. Através de atividades interativas e de jogos teatrais, estes jovens artistas vão explorar as emoções e as personalidades de cada personagem. No final, cada desenho ganhará uma história, uma voz e uma vida únicas.
Ver maisAssinalando os 50 anos da publicação de «Cerâmica Castreja», por C. A. Ferreira de Almeida na Revista de Guimarães, o colóquio pretende fazer um ponto de situação dos estudos recentes da cerâmica castreja na região do Porto, lançando novas pistas de investigação entre os estudiosos dedicados a este domínio.
Ver maisA penúltima longa-metragem de Pedro Costa continua o trabalho com Ventura, que ultrapassa o papel de Vanda (No Quarto da Vanda, 2000) na série de filmes desde «Ossos» (1997). Ventura é uma personagem estratigráfica, resultado de um confronto entre forças ficcionais e documentais, que atravessa séculos de história portuguesa e do mundo.
Ver maisUm manual de 1839 intitulado «The Tourist in Portugal» é o ponto de partida para uma abordagem a cerca de 120 anos de imagens, folhetos, postais e roteiros turísticos da cidade do Porto.
Ver maisIniciativa de continuidade, que acontece ao sábado, dirigida a crianças dos 3 aos 6 anos. Acompanhados da família, os pequenos leitores são convidados a participar na Hora do Conto, seguida de um Ateliê Criativo.
Ver maisNesta oficina desafiamos as famílias a uma viagem através da imaginação, onde as marinhas de António Carneiro servirão como mote para a exploração da magia do oceano.
Ver maisComo manusear fotografias? Como as guardar e acondicionar? Como as identificar e descrever? Numa oficina em que começamos por conhecer alguns das mais interessantes espólios de fotografia do Arquivo Histórico, vamos aprender a cuidar, organizar, acomodar e tratar das fotografias de família que temos em casa. Cada participante poderá trazer para a sessão uma ou outra fotografia para aprender e experimentar algumas dicas muito úteis!
Ver maisIniciativa de promoção da leitura dirigida ao público adulto que visa divulgar contos de grandes autores. Mediante inscrição prévia, os textos são enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram na biblioteca para partilhar opiniões e pontos de vista. Em novembro, o Clube debruça-se sobre dois autores clássicos e geniais que num registo de novela policial-dedutiva utilizam um estilo preciso, conciso e rico em detalhes, a par da ironia e da ambiguidade.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social, contribuindo para o envelhecimento ativo da comunidade. Os textos são enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para discutir opiniões e pontos de vista.
Ver maisCom esta jornada, que assinala pela primeira vez em Portugal o Dia Internacional contra o Tráfico Ilícito de Bens Culturais, organizada pelo ICOM Portugal em estreita colaboração e com o apoio do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória», da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e da Câmara Municipal do Porto, pretende-se sublinhar a importância da Convenção de 1970, contribuindo para aumentar a consciencialização, melhorar o intercâmbio de informações e cooperação (incluindo com países não pertencentes à UE) e fortalecer a capacitação e especialização, com a apresentação de novos projetos internacionais relacionados com a prevenção do tráfico ilícito. Os trabalhos de dia 14 de novembro serão dirigidos em inglês, sem lugar a tradução simultânea. As visitas, no dia 15, serão orientadas em português. A participação é gratuita, carecendo apenas de inscrição obrigatória através de email para direccao@icom-portugal.org
Ver mais«Ao Ritmo da Revolução», ciclo de recitais comemorativo dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, em Portugal, prossegue em novembro e dezembro centrado na evocação da Revolução Russa de outubro e no desenvolvimento das diferentes estéticas musicais, construídas durante o período de grandes transformações sociais e políticas. Inspirados solos de piano com obras de compositores russos, grandes nomes como Prokofiev, Shostakovich e Stravinsky, iniciam e encerram este ciclo de seis recitais. Alguns destes compositores viveram durante a Revolução Russa e muitos tiveram as suas vidas e formas de composição bastante perturbadas. Entre muitas outras, o ciclo contempla a versão em trio da obra «A História do Soldado», composta em 1918 por Stravinsky, nos meses que antecederam o fim da Primeira Guerra Mundial, que conta a história de um soldado russo que volta a casa (a Rússia retirou-se da Primeira Guerra em 1917, na sequência da revolução). Assim como serão ouvidas outras importantes obras de relevantes autores russos, tais como Rachmaninoff e Khachaturian, e ainda canções e melodias russas de autoria de Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Modest Mussorgsky, cantadas na língua original.
Ver maisA propósito do Dia Internacional para a Tolerância, através de atividades lúdico-práticas promotoras da reflexão e partilha de experiências, iremos abordar com os participantes as múltiplas vulnerabilidades existentes e facilitar estratégias para promover a igualdade e a inclusão.
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