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«A história de um realizador de cinema, Miguel Garay (o sóbrio e lúcido Manolo Solo), que há algum tempo deixou um filme inacabado por causa de um ator, Julio Arenas (o sombrio e destroçado José Coronado), que desapareceu de repente. E para sempre. Tudo isto aconteceu num passado estranho, o da juventude, no espaço quase sagrado em que tudo parecia possível. Décadas depois, o mistério regressa em toda a sua crua vulgaridade quando um programa de televisão decide investigar o que aconteceu, porquê e como. O ator que desapareceu é agora um homem vazio, incapaz de se lembrar e, portanto, de ser. Exploram-se questões como a memória, a identidade e o próprio tempo.» (Luis Martinez, excerto de um texto de crítica, El Mundo) «Penso nas personagens do ator e do realizador como dois rostos de uma só entidade. O ator não tem memória, não sabe quem é. O realizador, por seu lado, tem memória a mais, não consegue fugir do peso dela. O ator foi tocado pela mão piedosa do destino, que o libertou do fardo da memória.» (Palavras de Victor Erice, entrevista a Luís Miguel Oliveira, Público)
Ver maisVisa-se revitalizar o conceito de "economia generalizada" proposto por Georges Bataille, desenvolvido por Klossowski e outros autores, que tem como caraterística essencial o reconhecimento de que as leis do Oikos são plurais e tensionais. É sabido que Marx procurou demonstrar, em Das Kapital, que a forma-capital da economia se generalizou de tal modo que é a "essência" da modernidade. De facto, a forma-capital está em crise permanente, se não é ela própria a crise por excelência, mas não deixa de ser uma economia "limitada". Algo de essencial está em causa nesta limitação. Restringi-la ou limitá-la significa valorizar formas como a economia da dádiva, a economia política, a economia do reconhecimento ou a economia ecológica e, ao mesmo tempo, criar um amplo espaço analítico e político de negociação e conflito entre as várias formas que consubstanciam a "economia generalizada" de maneira concreta e institucional, procurando tornar possíveis outras relações entre economia e vida.
Ver maisPintada entre Paris (1899) e o Porto (1901), a obra não só marca a viragem do século como o Simbolismo nacional, movimento do qual Carneiro havia de se consagrar precursor e único representante. Uma obra atemporal, que nos transporta para este espaço irreal e simbólico onde o ciclo da vida se cumpre e que nos mostra como reverbera ainda, na contemporaneidade, um eco simbolista que importa atender no seu significado ético e estético.
Ver maisDinamização da história “A visita de S. Nicolau ou a história do Pai Natal contada à moda do Porto”, de Hélder Pacheco, com foco nas tradições do Natal na cidade. Inclui uma oficina de desenho e pintura, seguida de escrita de carta endereçada ao Pai Natal dos CTT.
Ver maisA Confederação abre os baús e mistura Marionetas, Jogos e Brinquedos que ao longo do ano vão aprofundando em diferentes «Officinas». Pequenos e graúdos, em família ou com amigos, todos estão convidados a participar neste momento de partilha e construir as prendas mais divertidas deste Natal.
Ver mais«Ao Ritmo da Revolução», ciclo de recitais comemorativo dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, em Portugal, prossegue em novembro e dezembro centrado na evocação da Revolução Russa de outubro e no desenvolvimento das diferentes estéticas musicais, construídas durante o período de grandes transformações sociais e políticas. Inspirados solos de piano com obras de compositores russos, grandes nomes como Prokofiev, Shostakovich e Stravinsky, iniciam e encerram este ciclo de seis recitais. Alguns destes compositores viveram durante a Revolução Russa e muitos tiveram as suas vidas e formas de composição bastante perturbadas. Entre muitas outras, o ciclo contempla a versão em trio da obra «A História do Soldado», composta em 1918 por Stravinsky, nos meses que antecederam o fim da Primeira Guerra Mundial, que conta a história de um soldado russo que volta a casa (a Rússia retirou-se da Primeira Guerra em 1917, na sequência da revolução). Assim como serão ouvidas outras importantes obras de relevantes autores russos, tais como Rachmaninoff e Khachaturian, e ainda canções e melodias russas de autoria de Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Modest Mussorgsky, cantadas na língua original.
Ver maisCerâmica é terra com fogo. Paus são ferramentas que se passeiam no parque. Afia o pau que risca uma história no barro. Assim começa a oficina de placas que queriam ser azulejos. De forma descontraída irão aprender como fazer placas, preparar a base e gravar a imagem. Terão a oportunidade de criar dois azulejos, aprender a transferir o desenho para o azulejo e a esgrafitar, técnica que consiste na remoção cuidadosa da camada superficial de tinta, revelando a cor da base.
Ver maisSabes que existem Jogos de Tabuleiro que utilizam obras literárias nas suas mecânicas? Podes ajudar a Capuchinho Vermelho a descobrir o melhor caminho para fugir do Lobo Mau, ou entrar numa corrida frenética na qual podes ser a Lebre ou a Tartaruga. Brincar no recreio do Menino Nicolau, ou travar uma batalha épica sendo Othello, Iago e Desdémona. Mas também há jogos que são eles mesmos uma estória, ou aqueles em que tens que ser tu a criar uma para que o Jogo aconteça.
Ver maisOs cafés como espaço público sempre foram local de encontro de livres pensamentos e desempenharam um papel primordial na identidade revolucionária da cidade do Porto.
Ver maisOs participantes terão oportunidade de produzir histórias de banda desenhada baseadas em fotos e temas de filmes como um imaginário mágico, com recurso a técnicas de desenho sequencial e criação de personagens. Programa paralelo à exposição «Cinema de Revolução», no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, por parte da Câmara Municipal do Porto.
Ver maisSaltar dos livros para o pensar, do pensar para o imaginar, do imaginar para a criação. A criação de um dia melhor, uma história melhor ou até de um mundo melhor, quem sabe… Mãos à história?
Ver maisO que acontece antes do Natal acontecer? Será que os brinquedos têm vida quando não estamos a olhar para eles? O que une o conto «A Menina dos Fósforo» escrito por um senhor dinamarquês, de seu nome Hans Christian Andersen, uns cowboys chonés do Canadá e um Pai Natal laborioso vindo dos Estados Unidos da América? Talvez nada ou talvez tudo... eu que escrevo esta sinopse estou muito curioso e confuso com tal trapalhada geográfica.
Ver maisVisita guiada à exposição «Febre da Selva Elétrica» de Vivian Caccuri, seguida de uma oficina onde os participantes vão fazer uma instalação coletiva de desenhos, a partir da ideia de selva tropical e urbana.
Ver maisA escrita inicia o que hoje chamamos de História. Como se através das letras estivesse garantido um acesso direto ao passado. Letras foram criadas em diversas civilizações da Antiguidade, mas algumas delas são até hoje dos maiores enigmas da arqueologia. Poderemos nós criar um alfabeto codificado e enviar mensagens secretas escondidas em objetos? Arriscamos?!
Ver maisIniciativa de promoção da leitura dirigida ao público adulto que visa divulgar contos de grandes autores. Mediante inscrição prévia, os textos são enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram na biblioteca para partilhar opiniões e pontos de vista.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social, contribuindo para o envelhecimento ativo da comunidade. Os textos são enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para discutir opiniões e pontos de vista.
Ver maisNatal, altura em que as mesas se enchem de pratos elaborados e, normalmente, excessivos. Nesta sessão, serão apresentadas propostas de pratos natalícios, com ingredientes da época e porções ajustadas, para reduzir o desperdício alimentar e cuidar da saúde de toda a família. Pretende-se, através de estratégias simples, presentear os participantes com competências para usufruir desta época festiva com menos desperdício e com mais saúde.
Ver maisOs cafés como espaço público sempre foram local de encontro de livres pensamentos e desempenharam um papel primordial na identidade revolucionária da cidade do Porto.
Ver maisO Ciclo de Música Antiga regressa à Casa do Infante para a sua 2.ª edição, com um programa que convida a uma autêntica viagem no tempo. Na atmosfera medieval que envolve este espaço do Museu do Porto, três recitais prometem a vivência de interpretações historicamente informadas, tendo como protagonistas os instrumentos antigos. Entre outubro e dezembro, vamos celebrar o tempo dos reis, mercadores, nobres, plebeus, artesãos, místicos e artífices, recuando até ao longínquo ano de 1325.
Ver maisA última sessão do ciclo de 2024 do Um Objeto e Seus Discursos é momento de uma revelação inédita: a recém-descoberta necrópole romana de Paranhos. A documentação conhecida para o lugar de Paranhos, datada do século XI, remetia-nos para existência de um pequeno núcleo rural organizado em torno de uma igreja erigida em devoção a São Veríssimo. As recentes intervenções arqueológicas realizadas na envolvência da atual igreja, construída em época Moderna (séculos XVII-XVIII) têm permitido identificar vestígios que fazem, afinal, recuar o seu povoamento para os primeiros séculos da era Cristã. Particularmente bem conservados, dos vestígios até agora descobertos, destaca-se uma singular e excecional área de necrópole, localizada junto a uma via romana, cujo estudo nos permite conhecer melhor as crenças deste pouco conhecido período histórico da cidade, designadamente o modo como as comunidades cuidavam da passagem entre este mundo e a vida para além da morte.
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