Procurar
Ao longo de mais de 2000 anos, a cidade do Porto foi sendo protegida por diferentes sistemas de muralhas e fortificações. O estudo destas estruturas oferecem-nos uma perspetiva singular sobre a cidade, permitindo redescobrir a sua geografia, a evolução das dinâmicas urbanas e as transformações dos contextos políticos, económicos e sociais. Este curso é uma oportunidade para conhecer os dados mais recentes da investigação nesta área, desde os vestígios mais antigos, como é exemplo a muralha castreja identificada no logradouro do aljube eclesiástico, até às linhas defensivas do Cerco do Porto no século XIX. Nesta conferência, serão abordadas as extensas obras de fortificação levantadas no início do Cerco do Porto, durante a Guerra Civil de 1828-1834, primeiro pelo exército de D. Pedro de Bragança para se entrincheirar na cidade e aguardar o embate com as tropas Miguelistas que iam tomando posições nas zonas circundantes e que também erigiram obras de cerco. As memórias deste período são extensas e vão desde a narrativa de participantes como oficiais ingleses, portugueses, franceses ou italianos, tanto de uma lado como do outro, documentos oficiais como as Ordens do Dia do Exército Libertador, os Livros da Câmara Municipal ou outros como a cartografia das Linhas de combate como as elaboradas pelo Coronel de Engenharia Moreira em 1833 ao serviço de D. Pedro, assim como as dos Tenentes Engenheiros Barcellos e Banhos. Também existem fontes iconográficas como as gravuras do Porto em 1834, desenhadas por Joaquim Augusto Villanova ou uma curiosa gravura que mostra todos os uniformes dos Batalhões de Voluntários do Exército Liberal. É esta história, rica e empolgante, que pretendemos contar, evocando a própria toponímia da Cidade Invicta.
Ver maisA profunda paixão pela tentativa de compreensão dos seres vivos nos seus organismos e processos define o maior propósito de vida de William e Alfred Tait. Naturalistas convictos estes dois irmãos encontram em finais do século XIX, na Quinta do Meio, hoje Casa Tait e jardins, o refúgio para o seu experimentalismo feito muitas vezes de aclimatações de espécies em partilha com outros estudiosos. Narcisos, lobos, eucaliptos raros, sasanquas ou toranjas doces foram convocados a esta quinta numa persistência de vida que chega aos nossos dias.
Ver maisNeste curso breve, propomos uma ronda pela ficção portuguesa desde 1968 até finais da década de 80, incidindo sobre obras nucleares desse período, em articulação com o contexto da época. Serão contempladas as inovações formais dessas obras, mas a incidência irá para questões de ordem temática e ideológica, decorrentes do fenómeno revolucionário.
Ver maisO Dia do Vizinho é um dia especial no Museu e Bibliotecas do Porto: a cada quatro meses, uma das nossas casas abre-se em atmosfera de festa para oferecer uma programação gratuita, intensiva e cocriada com a população que partilha connosco o território e o afeto. Neste Dia do Vizinho celebramos, também, o Dia Mundial da Criança e esta programação terá um enfoque especial em atividades infantojuvenis e para famílias.
Ver maisUm tabuleiro de jogo datado do século XIX, em laca oriental, mas de proveniência desconhecida, que sendo reversível, apresenta-nos de um lado um tabuleiro de Xadrez ou Damas e do outro o popular Jogo da Glória, materializa o tema maior desta sessão especial, no Dia Mundial da Criança.
Ver maisNo Dia da Criança vamos ter música eletrónica para libertar a energia.
Ver maisDescobre a história sobre um peixe com escamas metálicas e coloridas, que vive no mar. Adora tanto as suas escamas arco-íris brilhantes, que não quer partilhá-las com ninguém e acaba por ficar sozinho. Contudo, o tempo é sábio e vai desvendar-lhe o segredo de uma beleza que cativa verdadeiros amigos. Ao longo de 2024, no primeiro sábado de cada mês, as crianças dos 6 aos 10 anos de idade são convidadas a assistir à Hora do Conto em língua inglesa, exercitando assim competências linguísticas de forma lúdica. Uma iniciativa realizada em cooperação com o British Council do Porto.
Ver maisSemanalmente, aos sábados, convidamos os mais pequenos a usufruírem da Biblioteca Popular de Pedro Ivo e dos seus jardins, participando de momentos de leitura, seguidos de atividades oficinais, artísticas e criativas. «Ter um crocodilo como animal de estimação tem tudo para ser o máximo. Só que ele vive debaixo da escada – no cantinho da brincadeira – e é muito assustador.» Ou será que não?
Ver maisVamos olhar com atenção para os animais no museu: patas, barbatanas, asas, cristas, bicos, antenas, garras, escamas, pelos, penas, espinhos, chifres, carapaças… Para depois fazermos de conta que somos um tucano, um jacaré, uma estrela do mar, um peixe balão, ou outro bicho desenrolado da nossa imaginação.
Ver maisVamos olhar com atenção para os animais no museu: patas, barbatanas, asas, cristas, bicos, antenas, garras, escamas, pelos, penas, espinhos, chifres, carapaças… Para depois fazermos de conta que somos um tucano, um jacaré, uma estrela-do-mar, um peixe-balão, ou outro bicho desenrolado da nossa imaginação.
Ver mais«Carta a todos os adultos e crianças que não querem crescer. (…) Só para lembrar: eu vou continuar a saltar nas poças de água e a caminhar ao pé-coxinho, (…) Vou continuar a fazer muitas perguntas para tentar encontrar muitas respostas». E tu, o que vais continuar a fazer? Semanalmente, aos sábados, convidamos os mais pequenos a usufruírem da Biblioteca Popular de Pedro Ivo e dos seus jardins, participando de momentos de leitura, seguidos de atividades oficinais, artísticas e criativas.
Ver maisNuma oficina em que começamos por conhecer algumas das mais interessantes peças de mobiliário da coleção de Marta Ortigão Sampaio, vamos aprender como cuidar dos objetos de madeira que temos em casa.
Ver maisAs crianças são gigantescas e acreditam que tudo é possível! Sonham alto, riem alto e amam alto! Não há ser mais puro, imaginativo e criativo. Vamos, juntos, transformar o seu sonho numa realidade! Momento educativo de estimulação sensorial, que visa proporcionar aos bebés e seus cuidadores uma panóplia de sensações através de jogos, poemas e canções. O toque, o sonho, a sonoridade, a curiosidade e o olfato vão estar num ninho para, juntos, levantarmos voo e encontrarmos o nosso lugar preferido: o abraço, o colo, o ombro...
Ver maisOficina sensitiva ativada com um dispositivo móvel de captação e ampliação de sons para instigar o conhecimento e o entendimento sobre inusitadas formas quotidianas de musicar e de criar paisagens sonoras. Mundos sonoros atentos a outras formas de vida e outras performatividades que apontam para as relações multi-espécies. Esta Oficina terá como como palco os diferentes jardins do Palácio de Cristal e da zona urbana circundante, possibilitando variadas imersões sonoras fabuladoras. Este dispositivo foi desenvolvido pelo artista Pedro Bitencourt, em 2024.
Ver maisNesta Officina vamos construir Caleidoscópios, Fenacistoscópios, Zootrópios, Thaumatrópios e outros tantos brinquedos óticos com nomes mesmo difíceis. Datados das primeiras décadas do século XIX foram além do propósito lúdico, inscrevendo-se numa linha de investigação com o princípio da persistência retiniana, que vem a culminar, em 1895, com o advento do cinema. O princípio da persistência retiniana consiste na ilusão ótica causada pela sucessão de várias imagens sequenciais, que a uma velocidade superior a dezasseis imagens por segundo (16fps) se associam na retina sem interrupção, devido a uma caraterística biológica na qual uma imagem persiste no cérebro por uma fração de segundo após a sua perceção.
Ver maisQuerem fazer uma aventura com quebra-cabeças, tarefas de observação e adivinhas pelas ruas estreitas de pedra em forma de caracol e escadas íngremes? Tragam calçado confortável, roupa adequada às condições meteorológicas, um pequeno lanche e começam connosco no Arqueossítio, perto da Sé. O nosso destino é a Praça da Ribeira, junto ao rio.
Ver maisSerei um imponente Metrosidero de longas barbas e folhas macias num recanto no Palácio de Cristal ou uma Washingtonia vigilante, de 25 metros, que conhece todos os barcos da barra do Douro? Talvez seja o Tulipeiro da casa Tait, a árvore tricentenária que se perde em tantas histórias… Na realidade sou todas estas árvores e mais algumas, sem nunca deixar de ser eu – a criança que todos os dias se espanta nas viagens que faz ao aprender. Durante esta visita a jardins históricos apuram-se os sentidos e dão-se a conhecer muitos seres especiais recordando-os, num momento final, num jogo de mímica.
Ver maisConto dramatizado sobre os instrumentos a usar nas escavações arqueológicas, seguido de jogo de descoberta de peças encontradas pelos arqueólogos no Porto e agora expostas no Reservatório. Em oficina, as crianças desenham, pintam, colam e completam uma peça em cartão reutilizado que transformam num puzzle.
Ver maisO convite é para, num dia e local especiais, celebrarmos a magia da infância com histórias selecionadas para os mais pequeninos. No Bibliocarro, o piloto tem um nome: imaginação, que a cada história liberta um novo roteiro, para uma viagem inesquecível pelo mundo das palavras.
Ver maisA politização da arte, isto é, a arte elaborada e difundida de modo a deduzir-se dela uma intenção política clara, respondendo a reivindicações, problemas e preocupações da nossa época – de onde se ausentou o imaginário da revolução e as suas próprias condições de possibilidade – ganhou uma nova forma, batizada com um nome que é um neologismo: «Artivismo». A difícil relação entre arte, política e compromisso encontra aqui matéria abundante para pensar o que na arte é ainda capaz de reativar a abertura ao devir e ao potencial do tempo; e para repensar um conceito fundamental da estética do século XX: o conceito de autonomia.
Ver mais