JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2026

Perante um mundo em rápida transformação, que património queremos preservar e que património queremos deixar às gerações futuras?

Com o tema «Reviver, Resistir, Reinventar», as Jornadas Europeias do Património 2026 convidam-nos a olhar para o Porto como uma cidade em permanente transformação, feita de sucessivas camadas de tempo, de paisagens moldadas pela ação humana e de memórias que continuam a ganhar novos significados.

Este ano, procuramos aproximar o público dos bastidores da transformação da cidade, dando a conhecer o trabalho técnico e interdisciplinar que sustenta a salvaguarda e valorização do Património Cultural. Entre visitas a reservas e a escavações arqueológicas, e outras atividades, propomos descobrir como diferentes formas de conhecimento contribuem para compreender, cuidar e reinventar a cidade.

Será também uma oportunidade para olhar para o património não apenas como aquilo que recebemos do passado, mas como um legado que estamos continuamente a construir e que, através das escolhas que fazemos hoje, deixaremos às gerações futuras. É esta a reflexão que gostaríamos de partilhar: o que hoje decidimos preservar, transformar ou criar será, um dia, parte da herança cultural das gerações futuras.

 

Programação integrada no «Malha. Porto, Património de Pessoas»

 

/ MÚSICA

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A MÚSICA E O ÓRGÃO IBÉRICO — CICLO DE CONCERTOS NO CENTRO HISTÓRICO DO PORTO EM 3 ATOS: CONJUNÇÕES IBÉRICAS IV — ÓRGÃO E CANTO

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Pieter Tanjé. «Santa Cecília», 1737. Pormenor de gravura. Coleção Rijksmuseum

O quarto e último concerto do ciclo «Conjunções Ibéricas» encerra um percurso construído a partir do diálogo musical do órgão ibérico com outros instrumentos. Depois dos encontros com outro órgão, com o cravo e com a percussão, a última conjunção conduz-nos à mais antiga e primordial dessas relações: o órgão ibérico e a voz humana.

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/ JOGOS

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PEDIPAPER — PELO MUSEU NUNCA DANTES EXPLORADO

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Explorando o museu com olhos de detetive, os participantes são convidados a aceitar o desafio de seguir uma rota pela sua coleção, a encontrar pistas e a resolver enigmas com o objetivo de descobrir os vestígios e as marcas do tempo que foram deixadas neste edifício.

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JOGO PARA FAMÍLIAS — VIAGEM PELA EUROPA ATRAVÉS DOS CACOS

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Jogo de tabuleiro desenhado a giz no chão do Reservatório. Fotografia de Carla Stockler

Taças, pratos, tijelas e adornos de outras paragens e de outros tempos chegaram ao Porto. Nesta viagem, cada participante será o «peão» de um jogo de tabuleiro desenhado no exterior do Reservatório. Cada família partirá em busca desses objetos para descobrirem os seus locais de origem e de que forma, ao longo do tempo, integraram o dia-a-dia das gentes da cidade. Hoje, tal como no passado, são marcas de um património comum, resistindo à passagem do tempo.

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/ OFICINAS

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OFICINA — ANIMAIS E PLANTAS ESCONDIDOS NO RESERVATÓRIO

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Pátera. Cabo de taça ou bacia com terminação zoomórfica. Bronze. Época Romana. Fotografia de Fernando Noronha

Será que um vaso de cerâmica pode ter um bicho escondido? E uma pedra antiga, pode ter letras ou plantas desenhadas?

Nesta aventura, convidamos os mais novos a transformarem-se em verdadeiros “exploradores” numa caça ao tesouro no Reservatório! Com lupas e cadernos de campo para registar as descobertas, os exploradores vão procurar animais, flores, folhas e desenhos misteriosos gravados em objetos muito antigos.

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OFICINA — FRAGMENTOS PARA REIMAGINAR O PATRIMÓNIO

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Muitos azulejos chegam até nós incompletos, desgastados ou fragmentados. Partindo desta realidade, a oficina propõe um exercício criativo de reconstrução e imaginação. Através da criação de novos azulejos inspirados em padrões históricos, paisagens urbanas ou património local, os participantes são convidados a completar, transformar ou reinventar imagens que poderiam ter-se perdido no tempo. Uma reflexão prática sobre a preservação do património e o papel da criatividade na sua continuidade.

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INVENTÁRIO — DESDENHANDO O DESENHO

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«Desenhar não é para todos» é algo que ouvimos e repetimos, mas não conseguimos acreditar. O ato de desenhar é em si mesmo revolucionário, a partir do momento em que cria/risca/marca algo que ainda não existe. Se sempre quiseste dar um salto no desenho, tens que vir experimentar: vem descobrir que desenho é uma linguagem que todos somos capazes de dominar, porque nascemos com ele na ponta dos dedos.

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OFICINA PARA FAMÍLIAS — PATRIMÓNIO EM RISCO: CRIAR PARA PRESERVAR

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Inspirada no tema das Jornadas Europeias do Património 2026, esta oficina propõe uma reflexão sobre a conservação do património cultural. Através do desenho e da criação de um azulejo, os participantes serão convidados a imaginar formas de valorizar e proteger o património, reforçando a sua importância para as gerações futuras.

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/ VISITAS

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DERIVA #64 — UMA DERIVA VISUAL: A LAPA ENTRE AQUEDUTOS, ANTIGAS QUINTAS E O NOVO PARQUE URBANO

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Na skyroom do Renaissance Porto Lapa Hotel, enquanto o sol se põe, o arquiteto Luís Aguiar Branco conduz o nosso olhar em face de uma imponente perspetiva panorâmica, na qual a sucessão de horizontes revela os diferentes patrimónios e as histórias que fazem o Porto. O ponto de partida deste percurso visual será o Aqueduto de Salgueiros e o seu entroncamento com o de Paranhos, admiráveis infraestruturas subterrâneas que foram cruciais para a saúde pública e o abastecimento de água potável da cidade, funcionando também como um elemento físico estruturador que desenhou os limites e os contornos do atual Parque Urbano da Lapa. Evoca-se também a antiga paisagem agrícola das parcelas e quintas, com especial destaque para a Quinta das Águas Férreas e a Quinta das Baldroegas, propriedades que testemunham a arte, a arquitetura e a engenharia que transformaram a irregularidade topográfica e as linhas de água em terrenos agrícolas. Será uma oportunidade para aprender a olhar a cidade, o que se vê, o que não se vê, o que a sustenta e transforma; o que permite a sua (re)invenção.

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VISITAS COM ESTÓRIAS

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Um objeto pode ser muitas coisas: um tesouro perdido, uma máquina do tempo ou até mesmo a casa de uma criatura fantástica. Nesta visita, vamos explorar a exposição do Banco de Materiais com olhos curiosos, vendo os objetos não só como peças de museu, mas como pontos de partida para criar estórias. Observando as suas formas, funções, materiais e possíveis significados, vamos imaginar novas narrativas para esses objetos e depois, partindo dessas estórias, cada participante poderá criar um mapa de memórias do presente, reunindo aquilo que sentiu e percebeu. Porque cada objeto tem uma história para contar, mas muitas mais para imaginar.

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VISITA ORIENTADA — «REVIVER, RESISTIR, REINVENTAR» O PARADIGMA DA ANTIGA CASA DA CÂMARA #1

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Com evidências arqueológicas fundadoras para a cidade, a Antiga Casa da Câmara convida a “Reviver” o diálogo entre passado medieval e o seu regresso ao futuro, onde “Resistir” é a palavra de ordem das ruínas do Paço do Concelho, que se entrelaçam com a arquitetura do século XXI de Fernando Távora, na perspetiva de “Reinventar” a cidade como uma memória viva.

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VISITA ORIENTADA À CASA DO INFANTE #1

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Pormenor da Casa do Infante, 2006. Fotografia de Luís Ferreira Alves

Construída em 1325, a Casa do Infante é assim designada por aí ter presumidamente nascido Henrique, o Navegador. O monumento nacional foi a antiga Alfândega da cidade e Casa da Moeda. Durante a visita observam-se ainda vestígios de ocupação romana, dos séculos IV e V com pavimentos de mosaico.

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O QUE ESTÁ GUARDADO NÃO ESTÁ ESQUECIDO

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Reservatório. Vista da exposição. Fotografia de Rui Oliveira.

O Museu do Porto guarda milhares de objetos nas suas Reservas, onde são estudados e preservados. De tempos a tempos, alguns desses objetos irão aparecer ou reaparecer. Vê-los ou revê-los irá acontecer no terceiro domingo de cada mês. Que peça é? Qual é a sua história? A que coleção pertence? Será uma surpresa!

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VISITA ORIENTADA — DENTRO DE PORTAS: CUIDAR DO PRESENTE, PREPARAR O FUTURO

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Mesmo encerrado, um museu continua a ser um espaço vivo. Nos seus bastidores, preservam-se coleções, cuidam-se espaços e assegura-se a manutenção do edifício. Esta visita convida à descoberta de áreas habitualmente inacessíveis, revelando o quotidiano de um museu enquanto se prepara o seu futuro.

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VISITA ORIENTADA — «REVIVER, RESISTIR, REINVENTAR» O PARADIGMA DA ANTIGA CASA DA CÂMARA #2

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Com evidências arqueológicas fundadoras para a cidade, a Antiga Casa da Câmara convida a “Reviver” o diálogo entre passado medieval e o seu regresso ao futuro, onde “Resistir” é a palavra de ordem das ruínas do Paço do Concelho, que se entrelaçam com a arquitetura do século XXI de Fernando Távora, na perspetiva de “Reinventar” a cidade como uma memória viva.

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VISITA ORIENTADA — OS BASTIDORES DO ARQUIVO

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O Arquivo Histórico Municipal do Porto abre as suas portas para uma visita guiada aos bastidores de uma instituição dedicada à preservação da memória da cidade. Esta atividade oferece uma oportunidade única para conhecer áreas habitualmente reservadas aos profissionais, descobrir os processos de conservação, tratamento e digitalização de documentos, e explorar alguns dos tesouros documentais que testemunham a história do Porto ao longo dos séculos.

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DERIVA #65 — OS NOMES DOS LUGARES: S. JOÃO DA FOZ

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O que nos dizem os nomes dos sítios onde passamos?

A Foz velha é um verdadeiro centro histórico, que esconde um passado rural, marítimo e religioso, que a toponímia teima em não deixar apagar. Neste percurso, convidamos a olhar para a Foz com os olhos de quem lê a paisagem através do nome das suas ruas, praças e lugares. Vamos descubrir onde ficavam os antigos campos, quintas e cursos d’água, que ocupações marcaram a comunidade local e como a toponímia funciona como um arquivo vivo da nossa memória coletiva.

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VISITA ORIENTADA — BASTIDORES ABERTOS: REVIVER, REVISITAR E REINVENTAR O PATRIMÓNIO MATERIAL

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O Banco de Materiais abre as portas do seu armazém no n.º 960 da Rua do Barão de Forrester. Numa iniciativa conjunta com a Nada Novo – Associação, partilhamos os bastidores da recolha e acondicionamento de materiais oriundos dos edifícios da cidade, cruzando a prática operacional com a investigação. Uma oportunidade única para debater a resiliência e o futuro dos materiais em duas visitas guiadas.

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VISITA ORIENTADA À CASA DO INFANTE #2

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Casa do Infante, 2006. ©Luís Ferreira Alves

Construída em 1325, a Casa do Infante é assim designada por aí ter presumidamente nascido Henrique, o Navegador. O monumento nacional foi a antiga Alfândega da cidade e Casa da Moeda. Durante a visita observam-se ainda vestígios de ocupação romana, dos séculos IV e V com pavimentos de mosaico.

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VISITA ORIENTADA — O FUTURO AOS NOSSOS PÉS: ARQUEOLOGIA, ARQUITETURA E ENGENHARIA NO QUARTEIRÃO DA BAINHARIA

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As escavações arqueológicas em curso no Quarteirão da Bainharia revelam uma verdadeira vertigem do tempo. Vestígios de uma muralha de tradição proto-histórica, da muralha medieval, do antigo aljube eclesiástico setecentista, de casas, espaços oficinais e de inúmeras outras estruturas que testemunham as sucessivas formas de habitar, transformar e reinventar esta encosta do Morro da Penaventosa ao longo de mais de dois milénios.

 

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VISITA EXPLORATÓRIA — ONDE ESTÁ A INSCRIÇÃO? NO TRILHO DOS CHÃOS FOREIROS À CÂMARA

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Fragmento de padieira com a referência «Foreiro À Câmara»", século XVII, Rua de Trás, 117-121. Fotografia de Fernando Noronha

Esta visita exploratória desafia os participantes a um olhar atento sobre o tecido edificado do Morro do Olival. Ao longo do percurso, os «detetives do património» vão em busca de antigas inscrições gravadas nas padieiras das portas — com a sigla «F.A’CAMARA», que significa «F(oreira) à Câmara». Mais do que meras letras na pedra, estas marcas dizem-nos quem era o dono dos terrenos e como a cidade geria o seu património imobiliário. Uma experiência participativa para famílias e curiosos da história urbana.

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VISITA ORIENTADA — NOS BASTIDORES DO PATRIMÓNIO INDUSTRIAL: VISITA ÀS RESERVAS DA INDÚSTRIA DO PORTO

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Nas Reservas de Ramalde do Museu do Porto guarda-se uma parte significativa da memória industrial do Porto: máquinas, equipamentos e outros testemunhos materiais de atividades que marcaram a história económica, social e tecnológica da cidade. Nesta visita, algumas das máquinas provenientes da antiga Companhia Aurifícia servirão de ponto de partida para dar a conhecer o trabalho de salvaguarda do património industrial. Estes equipamentos permitem compreender as diferentes etapas associadas à preservação de um bem industrial, desde a sua identificação e seleção até à documentação, conservação, estudo e futura incorporação nas coleções municipais.

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PELO FASCINANTE MUNDO DA INDÚSTRIA DO PORTO — VISITA GUIADA À ANTIGA COMPANHIA AURIFÍCIA

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Companhia Aurifícia. Imagem com direitos reservados. © grupo VENTURA + PARTNERS

Entre a Rua dos Bragas e a Rua de Álvares Cabral encontra-se aquela que é considerada a «joia da coroa» da arqueologia e do património industrial da cidade do Porto: a antiga Companhia Aurifícia. Fundada na década de 1860, a Companhia Aurifícia foi uma das fábricas pioneiras de ourivesaria, fundição, laminagem e estampagem de metais em Portugal, constituindo um exemplo de uma unidade construída de raiz, concentrando no mesmo local a fábrica, a oficina e a habitação do empresário. Durante o longo período de laboração (até cerca de 2004), o complexo industrial foi sendo melhorado e manteve as suas estruturas e equipamentos, resultando no legado que chegou até aos nossos dias. Desde abril de 2026 estão a ser desenvolvidos trabalhos arqueológicos integrados num longo e maturado projeto de reabilitação urbana e valorização patrimonial, coordenado por equipas multidisciplinares. Nestas Jornadas Europeias do Património, abrem-se as portas para sermos guiados pelo fascinante mundo da indústria do Porto, compreendendo o passado e projetando o futuro.

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