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Casa Tait e jardins, 2025. Fotografia de Joana Leite
Entre agosto e novembro, José Pacheco Pereira, Maria da Luz Sampaio, Carla Dias, Armando Oliveira, Manuela de Castro e Daniel Afonso conduzem quatro percursos especiais pelo Vale de Massarelos. Da Quinta dos Pacheco Pereira às pontes sobre o Douro, passando pelo património industrial e pelas camélias, cada percurso revela uma nova forma de olhar para a paisagem, a história e a memória do lugar.
Desde 2001, os Caminhos do Romântico dão a conhecer o património cultural e natural do Vale de Massarelos através de percursos que cruzam história, natureza, arquitetura, jardins e memória. Moldado pelo ideário romântico do século XIX, este território preserva uma identidade singular em pleno centro urbano, onde antigas quintas, muros, caminhos, fontes, fábricas e jardins continuam a contar a evolução da cidade do Porto.
Entre agosto e novembro de 2026, os Percursos Especiais voltam a reunir investigadores e especialistas de diferentes áreas para partilhar leituras inéditas sobre este território. Cada percurso parte de um tema específico para revelar novas relações entre património, paisagem e comunidade, proporcionando uma experiência de descoberta sustentada no conhecimento e na observação do lugar.
A Quinta dos Pacheco Pereira: um território em transformação
A 22 de agosto, José Pacheco Pereira conduz um percurso dedicado à Quinta dos Pacheco Pereira, um espaço determinante para compreender a transformação do Vale de Massarelos durante o século XIX, numa leitura que evidencia a passagem de uma paisagem rural para uma cidade em acelerada expansão.
A energia que iluminou a cidade
No dia 19 de setembro, Maria da Luz Sampaio e Carla Dias conduzem “Da luz que nos ilumina à energia que nos move”, um percurso dedicado à evolução das infraestruturas energéticas do Porto. Entre a antiga fábrica de gás do Ouro e a Central Geradora de Massarelos, hoje Museu do Carro Eléctrico, revisita-se um dos capítulos mais marcantes da modernização da cidade.
As camélias que florescem fora do olhar habitual
Já a 24 de outubro, Armando Oliveira e Manuela de Castro propõem um percurso que convida a descobrir as camélias de floração outonal, frequentemente ausentes dos roteiros mais conhecidos. Entre o Palácio de Cristal e a Casa Tait, natureza, património e expressão artística cruzam-se numa experiência que privilegia a observação atenta e a contemplação.
As pontes e a construção da paisagem
O ciclo encerra a 21 de novembro com Daniel Afonso, que conduz “O tempo das pontes, no Vale de Massarelos”. A partir das grandes travessias sobre o Douro, o percurso analisa a forma como estas infraestruturas transformaram a paisagem, a mobilidade e a vida quotidiana de Massarelos, revelando novas perspetivas sobre a evolução urbana do vale.
Os percursos especiais realizam-se no penúltimo sábado de cada mês, têm a duração aproximada de duas horas e uma lotação limitada a 30 participantes. Os bilhetes para cada percurso ficam disponíveis após a realização do percurso anterior, através da Bilheteira Online ou nos espaços com bilheteira do Museu e Bibliotecas do Porto.