Com Nuno Cardoso, Teresa Novais, Teresa Cálix e Susana Bettencourt
Moderação: Nuno Grande
Programação: Luís Tavares Pereira
15 OUT 2026 18:00–19:00
Local a anunciar
Vista da exposição «Porto regresso ao Futuro — Porto 2001». Fotografia de David Oliveira
Na Avenida da Ponte, onde as demolições realizadas para a ligação da nova ponte à cota alta ao centro, no séc. XIX mantém uma indefinição urbana há mais de um século, Álvaro Siza foi convidado a desenvolver um projeto de requalificação que não saiu do papel. No ano passado, Siza voltou a ser convidado, e o projeto desenvolve-se numa escala de intervenção substancialmente inferior, que reflete, porventura, uma maior atenção aos recursos existentes.
Os «Caminhos do Romântico» requalificaram os percursos de um vale que preserva o ambiente rural da periferia oitocentista do Porto. Com núcleos habitacionais de baixa densidade e hortas e vistas sobre o rio, o local «faz-nos render a um espírito contemplativo e de fuga ao mundo citadino.» O crescimento urbano ameaça a sua integridade visual e física, sendo um desafio preservar a identidade histórica e atrair a comunidade para estes espaços.
A Casa da Música foi um sucesso a todos os níveis, recebendo os mais destacados prémios e elogios no campo da arquitetura, oferecendo uma programação intensa, diversificada e de excelência, tornando-se num polo de atratividade, mas a envolvente da Rotunda da Boavista, continua a debater-se com a falta de coesão do espaço público circundante, que funciona essencialmente como uma zona de trânsito rodoviário em vez de um verdadeiro polo cívico contínuo e integrado.
Com origem no programa Polis, iniciativa governamental de requalificação urbana e valorização ambiental das cidades, e sob projeto do arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales, o Passeio Atlântico permitiu melhorar a fruição da beira mar na Av. Montevideu, e reconstruir a topografia natural do vale entre Porto e Matosinhos, repondo a ligação de continuidade entre o Parque da Cidade e a praia, desaparecida com a construção do aterro oitocentista da via para o “carro americano” entre as duas cidades. Mas se os materiais duros da construção criam um limite seguro contra a força do mar e organizam o espaço de circulação e equipamentos como um miradouro contínuo sobre o Oceano Atlântico, persiste um debate sobre o equilíbrio entre o betão e o verde.
Entrada livre, sujeita à lotação dos espaços