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Museu do Porto acolhe sessão dedicada a Clepsidra, o último projeto de Jorge Constante Pereira

Ateliê António Carneiro. Fotografia de Nuno Miguel Coelho

O Ateliê António Carneiro recebe no domingo, 21 de junho, às 17h30, a sessão “O que conta uma Clepsidra que tem saudades dentro?”, uma leitura e conversa orientada por Rui Lage, em torno dos poemas de Camilo Pessanha, musicados pelo compositor Jorge Constante Pereira. A entrada é livre e contará com a presença do vereador da Cultura e Património, Jorge Sobrado.

Promovida pela família de Jorge Constante Pereira, em parceria com o Museu do Porto e Bibliotecas do Porto, reunida sob a designação Baú da Rua Dezanove, a iniciativa assinala o aniversário do compositor e marca o primeiro momento público de apresentação deste trabalho, que deixou em desenvolvimento. A sessão integra o processo de concretização da obra, atualmente apoiado pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), e coincide com o ano em que se assinala o centenário da morte de Camilo Pessanha.

A sessão explora o diálogo entre poesia, música e património literário, revelando o processo criativo de adaptação de Clepsidra e alguns dos colaboradores artísticos envolvidos, incluindo Pedro “Peixe” Cardoso, António Serginho, Sérgio Godinho, Manuela Azevedo e Rui Vilhena.

Jorge Constante Pereira (1941–2023) deixou uma obra marcante na música, teatro e criação para a infância, com projetos como A Árvore dos Patafúrdios, Os Amigos do Gaspar e canções como “Canção dos Abraços” e “É Tão Bom”.

Esta iniciativa assinala a força da criação artística em aproximar diferentes gerações através da ligação entre palavra, música e memória cultural.