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Inspiradas pela paisagem natural do Museu Romântico, em articulação com fontes tipográficas de revistas e jornais, as famílias serão desafiadas a desenhar e recortar letras para compor palavras relacionadas com o tema da liberdade.
Depois é só misturar tudo e criar uma matriz serigráfica coletiva.
O resultado?
Edição de posters geniais e originais!
Ver maisNuma conversa informal, serão partilhadas várias soluções e desafios encontrados durante a montagem da reserva têxtil das Reservas do Museu do Porto, incluindo opções de acondicionamento e materiais utilizados. Com esta partilha pretende‑se contribuir para a preservação de têxteis em coleções museológicas ou privadas, assegurando a continuidade do seu valor material e imaterial.
Ver mais«Porto de Letras» é um espaço para rever ou descobrir autores, num ambiente acolhedor para os participantes partilharem as suas experiências e perceções sobre a obra discutida. Em sessões mensais, às terças-feiras, às 18 horas, propomos viver os livros de forma mais completa, através da troca de ideias e do convívio com outros leitores. Esta primeira sessão debruça-se sobre a escritora Ana Luísa Amaral (1956—2022) com a leitura do ensaio «Se tudo fosse só Êxtase Súbito: Poesia e Mundo – Movimento 2» e o texto «10 Poemas».
Ver maisNesta atividade criativa, os participantes são convidados a descobrir o azulejo enquanto expressão artística e elementos do património cultural, explorando padrões tradicionais através da forma, do relevo e da textura da cerâmica. Cada participante irá criar um conjunto de quatro pequenos azulejos, com aproximadamente 5 cm de lado, utilizando moldes de gesso inspirados em módulos tradicionais. A composição das peças permitirá construir um padrão decorativo único, estimulando a criatividade e a experimentação manual.
Os azulejos serão posteriormente decorados com engobes coloridos, vidrados e entregues aos participantes
Ver maisA série «Pontes Ibéricas», integrada na programação dedicada ao órgão ibérico no Centro Histórico do Porto, apresenta o seu segundo concerto, em mais um momento do programa de comemorações dos 30 anos da classificação da cidade como Património da Humanidade pela UNESCO. Neste concerto, dedicado à música ibérica setecentista para órgão e cravo, a sensibilidade estética do barroco tardio e do gosto rococó constitui o pano de fundo de uma nova música de tecla, progressivamente emancipada da escrita coral, que acompanha a assimilação das linguagens italianas da sonata e do estilo concertante. Este repertório traduz uma apropriação criativa desses modelos, reinterpretados à luz dos contextos ibéricos. A clareza formal do novo gosto clássico convive com práticas herdadas, dando origem a um classicismo de feição singular. Órgão e cravo surgem em diálogo histórico, partilhando repertórios e gestos idiomáticos, ainda que explorados em momentos distintos do concerto. Num período de transição, o piano afirma-se progressivamente, reconfigurando o panorama dos instrumentos de tecla e contribuindo para a perda gradual de centralidade dos instrumentos tradicionais. Esta dinâmica reflete a circulação entre espaços litúrgicos e cortesãos ao longo do século XVIII, onde, mesmo na escrita para tecla a solo, o contraste e o diálogo se afirmam como princípios estruturantes. O programa evidencia, assim, a Península Ibérica como espaço de convergência e reinvenção de estilos europeus.
Ver maisVisitas que exploram, a partir das representações de plantas presentes nas coleções, itinerários de relação entre imagem, ciência e cultura, revelando os modos como a natureza foi historicamente concebida, representada e apropriada em diferentes contextos e materializações.
Ver maisNa rua escura as lojas de oiro e pano São pedras frias, frígidas mas quietas. Ó frios mercadores de oiro e pano Porto! Mercado frio e desumano... E no entanto ali é que há Poetas! Pedro Homem de Mello Palavra dita à pressa, com a rua na boca. No Porto, a palavra cola-se a uma cidade autónoma, de iniciativa e comércio, que aprendeu cedo a decidir por si e a negociar o seu lugar. Mas burguesia é também poder: quem entra, quem manda, quem fica de fora. Que cidade é esta que foi sendo feita? Que papel representa no país que queremos construir?
Ver maisA invisibilidade em que tem sido mantido um amplo domínio de criação artística potenciou a necessidade de se fazer ouvir obras de autoria musical no feminino. Em maio, o Museu e Bibliotecas do Porto dá palco à música de compositoras mais desconhecidas e menos interpretadas da viragem do século XX, na sua maioria de nacionalidade portuguesa (Berta Alves de Souza, Francine Benoît), mas também de outras origens que partilham a língua portuguesa ou estéticas afins (Maria de Lurdes Martins, Mariza Resende, Ângela da Ponte).
Ver maisNesta oficina, cada participante é convidado a trazer um objeto pessoal e a descobrir a história íntima que ele guarda. A partir de exercícios de escrita sensível e de composição visual, constrói-se uma pequena caixa ou vitrina para guardar a peça. Entre memórias e detalhes, o objeto transforma-se num «pequeno tesouro» – um museu portátil onde se cruzam afetos, narrativa e imaginação. No final, cada pessoa leva consigo uma peça única, um espaço poético de significado e presença.
Ver maisO impacto da descoberta de plantas vindas de novos continentes é vasto para a alimentação, a medicina e o comércio. As crianças vão traçar percursos com cor num mundo com novo sabor e odor.
Ver maisA tentação totalitária da uniformização social ou arquitetónica é quase uma antítese do Mundo Natural (ao qual o ser humano pertence), onde se manifestam uma infindável diversidade de espécies, subespécies e raças, num encantamento de formas, cores, cheiros e sons. Os espaços que construímos e habitamos são um reflexo das nossas características, constituindo um testemunho do processo histórico das profissões, dos artífices, da industrialização, da estética e da liberdade de sermos diferentes. Nestas digressões orienta-se a educação visual pelos materiais e formas das artes associadas à arquitetura.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisA proposta destas lições tenta uma síntese de iniciação à literatura brasileira, considerando, por um lado, os traços mais característicos da sua história, da sua relação com a língua e a literatura portuguesa; e, por outro, autores e obras que se afirmaram entre os que mais se distinguem pela lição de literatura que oferecem, pela forma, pela escrita, que os tornam legíveis e fascinantes em que qualquer tempo e lugar. O curso propõe uma leitura de obras centrais da literatura brasileira, baseando-se as lições — com exceção da primeira — mais nos próprios textos dos que em caracterizações gerais. Recomenda-se por isso a leitura prévia das obras indicadas.
Ver maisCom uma carreira de mais de três décadas, Mário Laginha é habitualmente conotado com o mundo do jazz, mas o universo musical que foi construindo é mais vasto, passando pelas sonoridades brasileiras, indianas, africanas, pela pop e o rock, e pelas bases clássicas que presidiram à sua formação. Dono de uma forte personalidade musical, é na partilha com outros músicos que assenta igualmente a sua carreira. Um dos aspetos que ressalta em qualquer atuação do Mário Laginha Trio é uma invulgar cumplicidade entre o piano de Mário Laginha, o contrabaixo de António Quintino e a bateria de Alexandre Frazão, de que resulta uma evidente alegria de estarem juntos em palco e uma aparente facilidade que decorre de um grande domínio dos instrumentos e de uma forte identificação com a linguagem musical do pianista e líder do grupo.
Ver maisVibrafonista, compositor e produtor residente no Porto, Cardinho tem-se vindo a destacar como um dos músicos mais criativos da sua geração, conhecido pela abordagem ao vibrafone, rítmica e de sonoridade especial. Vencedor da edição de 2025 para ‘Melhor Álbum Jazz’ dos Prémios PLAY, Cardinho desenvolveu ao longo dos anos a sua própria voz no vibrafone apresentando-se com um jazz original, moderno e vivo. Trabalha em simultâneo entre o jazz e a música improvisada, música erudita, pop e música eletrónica. O vibrafone de Cardinho tem a capacidade de nos surpreender sempre, quase parecendo ter a expressividade de um piano.
Ver maisAndy Sheppard Trio, conta com a icónica pianista italiana Rita Marcotulli e o conceituado contrabaixista francês Michel Benita. A música para este trio foi escrita e incubada durante um período que permitiu a Sheppard dedicar-se quase exclusivamente ao trabalho de composição. Oferece-nos uma visão compartilhada sobre o desenvolvimento de uma convergência de caminhos musicais, a partir de estruturas projetadas por Sheppard com base nas suas composições melódicas fluidas, convidando cada membro a aventurar-se em infinitas possibilidades de improvisação com uma estética aberta. O trio tem sido recebido com grande sucesso pelo público em toda a Europa e gravou recentemente para a ECM o seu primeiro disco, produzido por Manfred Eicher. A gravação teve lugar no Auditorio Stelio Molo – RSI, em Lugano, e o lançamento está previsto para 2026.
Ver maisNeste novo projeto, em quinteto, o ponto de partida para a criação de Mário Franco consistiu em explorar e desenvolver duas ideias principais, que se complementam. A primeira, a de procura, a qual pode tomar várias formas, mas que, para este projeto, o contrabaixista imaginou ser aquilo que move a humanidade desde tempos imemoriais: a procura de mais conhecimento, de um sentido para a vida, de uma vida melhor, de novos caminhos e possibilidades. A segunda é a ideia de convergência, onde a linguagem musical se transforma em local de encontro, diálogo e partilha, num mundo que se mostra atualmente cada vez mais dividido e fragmentado. Todos os seus projetos têm como inspiração a sua experiência e a perceção do mundo, enquanto artista completo (contrabaixista, compositor, bailarino). À constante procura, que antecede as primeiras ideias musicais, acrescenta-se a convergência do diálogo musical estabelecido pelas inúmeras influências do jazz e da música improvisada dos dias de hoje.
Ver maisApós o êxito das três primeiras edições do Jazz no Reservatório, que contaram com a presença de nomes incontornáveis da cena jazz nacional e internacional – como Maria João, TGB, Mané Fernandes, SUL, Carlos Bica Quarteto, ENEMY, Troll’s Toy, João Paulo Esteves da Silva Trio, Liftoff, Carsten Dahl Trio, André Santos e Lokomotiv – o festival regressa para a sua 4.ª edição, abrindo novamente os jardins do Reservatório à celebração da música e da criatividade. De carácter assumidamente eclético, esta edição propõe um percurso sonoro que atravessa diferentes linguagens e gerações do jazz. Do Quinteto de Mário Franco, na apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, ao trio do reconhecido saxofonista e compositor Andy Sheppard, passando pelo quarteto do premiado Eduardo Cardinho e culminando com o aclamado trio do pianista Mário Laginha, o programa oferece ao público uma experiência rica, diversa e envolvente. Reforçando a sua vocação internacional, o festival volta a integrar artistas de reconhecido mérito além-fronteiras, destacando-se a presença do trio liderado pelo brilhante saxofonista Andy Sheppard, contribuindo para o diálogo entre diferentes cenas e abordagens contemporâneas do jazz.
Ver maisO livro «Pascoaes – Uma Dramaturgia de Espectros» reúne a maioria dos desenhos e pinturas executados por Teixeira de Pascoaes ao longo de várias décadas. Porventura poucos mais existirão para além dos que foi agora possível reunir, graças ao apoio da Câmara Municipal de Amarante, que adquiriu o acervo à família do poeta, e de algumas coleções privadas, entre as quais, as da Fundação Cupertino de Miranda de Famalicão.
Este extraordinário acervo, de que uma parte estava espalhada pelas paredes do solar de Pascoaes em São João do Gatão, foi já parcialmente exposto e publicado anteriormente, mas jamais na extensão do que agora é feito.
Ele vem, desse modo, acrescentar uma dimensão visual, criativa e plástica à demais obra poética e ensaística do grande escritor amarantino. Através dos seus desenhos e pinturas, vemos perpassar não apenas paisagens do Marão, vistas das serranias em redor, ou da ponte de São Gonçalo de Amarante, como igualmente, inúmeros autorretratos e, sobretudo, figuras imaginárias arrancadas Às páginas dos seus livros. De São Paulo ao Pobre Tolo, aos arcanjos e anjos, fantasmas e seres de fantasia que atravessam a sua longa obra poética, podemos ver neles representações fantasiosas que não deixam de evocar, pelo seu caráter efabulatório, outras incursões plásticas de grandes poetas do passado, como William Blake ou Victor Hugo.
O livro integra um ensaio de Bernardo Pinto de Almeida sobre a importância desta obra e, bem sim, um texto anteriormente publicado, mas de pequena circulação, que recolhe o testemunho de Pascoes sobre o seu amigo e companheiro de A Águia, António Carneiro, escrito em 1950, portanto, já depois da morte deste, numa edição da documenta com o apoio da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Amarante.
Foram igualmente utilizados no livro um retrato do poeta por Pedro A H Paixão, uma obra de Nikias skapinakis - «O quarto de Teixeira de Pascoes» -, além de outros elementos biobliográficos, entre os quais, vários retratos do poeta por António Carneiro.
Coeditada pelo Município do Porto, pelo Município de Amarante e pela Documenta, a obra será apresentada por Bernardo Pinto de Almeida, Jorge Leandro Rosa, Hélder Gomes e Manuel Rosa, numa sessão que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, e da Diretora do Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso, Maria do Rosário Machado. Ver maisREMISTURAR O ARQUIVO é um ciclo de cinco sessões dedicadas à apresentação, ativação e remistura do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, entendendo o arquivo não como repositório fixo, mas como matéria viva, instável e reprogramável.
Cada sessão deste ciclo, conduzido pelo curador Rui Torres, conta com a participação de um convidado especialista nas áreas abordadas que propõe o cruzamento entre investigação, curadoria, criação artística e debate público, a partir de cinco dimensões da poética experimental: Texto-Imagem, Texto-Texto, Texto-Som, Texto-Espaço e Texto-Código. Ver mais