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  • FINISSAGE — «O QUE ELAS VIRAM, O QUE NÓS VEMOS — FOTÓGRAFAS AMADORAS EM PORTUGAL, 1860—1920»
    CASA MARTA ORTIGÃO SAMPAIO
    Até 21 SET 2025 18:00

    Para assinalar o encerramento da exposição, o Museu do Porto propõe um dia repleto de atividades, que convidam à descoberta da fotografia pelo olhar de Maria da Conceição de Lemos Magalhães, Margarida Relvas e Mariana Relvas. Desta programação especial, destacam-se momentos criativos para as famílias, uma visita-conversa orientada pela curadora, Susana Lourenço Marques, e um concerto ao final da tarde.

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  • ENTRE A MÚSICA ESCRITA E A MÚSICA DE BOCA A ORELHA
    PÁTIO DO MUSEU GUERRA JUNQUEIRO
    Até 20 SET 2025 19:30

    Em certo momento da História, a música começou a ser anotada. Num primeiro tempo foi escrita para congelar no tempo ideias musicais e combater, entre outros desafios, a memória musical de médio prazo. Desde então, a escrita foi evoluindo até se atingir uma sofisticação que levou ao extremo oposto: a interpretação musical sem recurso a memória ou diálogo musical improvisado.

    Neste concerto será explorada e explicada a transição musical entre o universo da música que viaja de boca a orelha e o da música escrita dentro do campo da música tradicional.

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  • «ERA UM DIA QUE DAVA PARA O MAR» — CONVERSAS NA CALÇADA DE SERRÚBIA
    BIBLIOTECA POÉTICA EUGÉNIO DE ANDRADE
    Até 20 DEZ 2025 18:00

    Na segunda metade dos anos 90, a casa do Passeio Alegre onde viveu Eugénio de Andrade, e que serviu de sede à extinta fundação a que deu nome, acolheu praticamente todos os nomes relevantes da poesia portuguesa do tempo. Os «Encontros com Poetas», então organizados pelo presidente da fundação, Arnaldo Saraiva, e que tinham o próprio Eugénio como anfitrião, fizeram do edifício, que é hoje a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade, um ponto de encontro regular para autores e leitores de poesia. E é isto o que se pretende que a casa continue a ser nesta sua nova vida como Biblioteca, oferecendo um acervo bibliográfico focado na lírica portuguesa contemporânea, de que os leitores poderão desfrutar em duas luminosas salas de leitura com vista para o mar, mas também voltando a oferecer uma programação cultural regular. Desenhado para estes últimos meses de 2025 pelo jornalista cultural Luís Miguel Queirós, sob o mote de um verso de Eugénio, este primeiro momento de programação decorre entre os meses de setembro e dezembro, com conversas, leituras e reflexões em torno da poesia portuguesa, a de ontem, a de hoje e a que está por vir.

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  • CONVERSAS COM CAMILO — CAVAR EM RUÍNAS — A IMPORTÂNCIA DA GENEALOGIA EM CAMILO (Por indisponibilidade dos oradores a sessão será adiada para data a anunciar oportunamente.)
    CASA DO INFANTE
    Até 20 SET 2025 17:00

    Sabe-se de Camilo Castelo Branco jornalista, que fez de homicidas e de doidas figuras principais em vários dos seus romances. Assim, é sem espanto que nem os seus antepassados lhe escapem à verve, como é o caso do seu tio-avô Simão Botelho, em «Amor de Perdição». A importância da genealogia percorre a sua obra, inclusivamente tendo-o levado a delinear a arquitetura de um romance, «Os Brocas», que nunca viu a luz do dia, mas que versava, exatamente, sobre a decadência moral e psíquica dos seus antepassados e descendentes. Pensam alguns, que tal interesse serviria para se justificar a si e aos seus, contudo, decidido em cavar nas suas próprias ruínas, será apenas isso que Camilo almejava?

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  • CAMINHOS DO ROMÂNTICO — ENTRE MASSARELOS E MIRAGAIA: OS BARCOS E AS NAVEGAÇÕES DO NOSSO IMAGINÁRIO
    Ponto de encontro: ALAMEDA BASÍLIO TELES (JUNTO AO HELIPORTO) | Fim: PORTA PRINCIPAL DA IGREJA DE SÃO PEDRO DE MIRAGAIA
    Até 20 SET 2025 16:00

    Através de Massarelos e de Miragaia, pelo Douro, o Porto abriu-se ao grande oceano e teve papel fundamental na expansão. Em Miragaia, em Massarelos e onde quer que o rio deixasse livre uma praia, ancoravam navios e erguiam-se estruturas que apoiavam o negócio de ativos armadores e marinheiros. Os navios que se fizeram nas margens partiam ou regressavam carregados de mercadoria e de esperanças de fortuna. E é por estas margens, que testemunharam a ligação íntima da cidade que se quis chamar porto, sem mais, que procuraremos descobrir o seu espírito e a sua história.

    Este percurso conduz-nos pelas margens do Douro, entre Massarelos e Miragaia, dois bairros ribeirinhos do Porto com uma ligação de séculos ao mar e ao dinamismo das navegações portuguesas. Pelas ruas que outrora os mareantes calcorreavam até embarcar, descobrem-se velhos pontos ribeirinhos e memórias de ancoradouros, de um tempo em que o Porto era um ponto estratégico nas rotas comerciais e marítimas.

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  • JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2025 — PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO
    ANTIGA CASA DA CÂMARA / ARQUEOSSÍTIO / BANCO DE MATERIAIS / CASA DO INFANTE / CENTRO HISTÓRICO DO PORTO – PATRIMÓNIUO MUNDIAL / RESERVATÓRIO
    Até 21 SET 2025 16:30

    A evolução do ser humano está sempre acompanhada pelas manifestações que revelam a sua adaptação a um território e às suas circunstâncias. Nesse processo histórico de humanização do território, a arquitetura dos lugares constitui-se como um fator essencial na caracterização das formas de construir, habitar, socializar, evidenciando também os aspetos políticos, económicos e estéticos que influenciaram a concretização física de todo o espaço urbano. O diálogo entre a topografia e as volumetrias variadas das construções acentuam o carácter e a singularidade dos sítios. Memória e testemunho cultural de um povo, a leitura visual das construções alimenta a sensação única da surpresa quando descobrimos a beleza do azulejo, do vitral, do estuque, da grade, da claraboia, da escadaria e de outros elementos, num esforço de dignificação que contribui para uma consciência coletiva sobre a preservação dos valores do património arquitetónico. É este olhar atento sobre o património arquitetónico da Cidade a proposta das Jornadas Europeias do Património deste ano, num programa que inclui derivas, visitas comentadas, conversas e oficinas.

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  • CICLO DE MÚSICA «TRANSVARIAÇÕES» — TANGO ARGENTINO: DA RAIZ A PIAZZOLLA
    PÁTIO DO MUSEU GUERRA JUNQUEIRO
    Até 19 SET 2025 20:00

    Percorre-se, em passos de música e dança, a história do tango como expressão máxima da cultura argentina, desde as suas raízes até Piazzolla, passando por clássicos como De Caro, Troilo, entre outros. O bandoneon é protagonista neste espetáculo de música e dança, encabeçado por um nome maior da atualidade, Carla Algeri (bandoneon), acompanhada por Alejandro Szabo (bandoneon), Francisco Monteiro (piano), e a participação dos bailarinos Gladys & Oscar.

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  • VISITAS GUIADAS — 153.º ANIVERSÁRIO DE ANTÓNIO CARNEIRO
    ATELIÊ ANTÓNIO CARNEIRO
    Até 16 SET 2025 14:00

    Foi há 153 anos que nasceu, em Amarante, aquele que se viria a tornar O pintor simbolista português: António Carneiro. Este extraordinário artista fez do Porto casa e do Bonfim, morada. Foi nesta zona que fez toda a sua vida e onde, em 1925, abre o seu Ateliê de pintura. Nesta data tão especial, abrimos as portas a todos os que se queiram juntar a nós nesta celebração, e invocamos a alma do retratista das almas com duas visitas guiadas ao seu ateliê.

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  • PORTO POR DENTRO E POR FORA #1
    PÁTIO DO MUSEU GUERRA JUNQUEIRO
    Até 14 SET 2025 12:30

    «Porto por Dentro e por Fora» é um ciclo de três concertos que visa a valorização, por um lado, do património cultural do Município e a proximidade com as pessoas e, por outro, do pensamento e da interlocução com pessoas de várias áreas na construção de conhecimento. Centra-se em duas obras encomendadas aos compositores contemporâneos Luís Carvalho e Anne Victorino D'Almeida, que se relacionam com o Porto, um a partir de dentro e a outra a partir do exterior, sendo a cidade o estímulo da criação de pensamento crítico e de novo repertório musical.

    Os concertos são interpretados pelo Art’Ventus Quintet, porventura o mais importante ensemble de sopros português da atualidade, composto por Paula Soares (flauta transversal), Tiago Coimbra (oboé), Horácio Ferreira (clarinete), Raquel Saraiva (fagote) e Nuno Vaz (trompa), numa digressão urbana que passará por diferentes espaços do Museu do Porto. O quinteto interpretará as duas obras encomendadas aos compositores, em cada uma das três apresentações, integrando-as num repertório que diversifica de apresentação para apresentação e que, com elas, se relaciona sempre a partir de um ponto de vista sobre a cidade. O ciclo combina a música com conversas, tendo em cada sessão, como convidados, duas personalidades opostas na direção de pertença relativamente à cidade do Porto, propiciando um diálogo entre alguém de dentro e alguém de fora. Nesta sessão inaugural, que integra o projeto «Sons no Património» da Área Metropolitana do Porto, são convidados o compositor Luís Carvalho e Anne Victorino D'Almeida.

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  • UM OBJETO E SEUS DISCURSOS — SÃO MIGUEL ARCANJO
    IGREJA DE SÃO JOSÉ DAS TAIPAS
    Até 13 SET 2025 19:30

    Uma escultura do Arcanjo São Miguel, na Igreja de São José das Taipas, é provável testemunho material de um espaço e realidade hoje desaparecidos, mas com grande impacto na história social da cidade. Os recolhimentos femininos amparavam mulheres vulnerabilizadas pelo afastamento temporário do elemento masculino, então considerado garante de proteção, por orfandade ou viuvez. Estes espaços, que proliferaram na cidade entre os séculos XVII e XIX, almejavam preservar a honra social feminina, capital simbólico de suma importância. Para algumas recolhidas, estes foram espaços de transição, até que a sua condição social e económica se restabelecesse. Para outras, porém, foram espaços de permanência.

    Reconstituem-se pedaços de memória do desaparecido Recolhimento do Anjo e fragmentos de vida das recolhidas – quem eram, de onde vinham e para onde iam? Que relações sociais possuíam e de que forma conjunturas específicas influenciaram dinâmicas sociais e movimentações nestes recolhimentos? Com uma intrínseca relação com o espaço urbano, os recolhimentos são peças-chave para a compreensão do património feminino do Porto, sobretudo na sua dimensão imaterial.

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  • CICLO «EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS» — TARDES MUSICAIS DO EQUINÓCIO: PT. 1
    MUSEU ROMÂNTICO
    Até 27 SET 2025 16:00

    Em setembro, entramos no equinócio de outono, fase do ano tão evocada por todas as artes. As cores da natureza, os brilhos da luz, o amadurecimento dos frutos, o contentamento das colheitas e toda uma reanimação das urbes após a pausa estival, transportam-nos para um sem número de composições musicais, um universo de sons a redescobrir.

    O clarinetista Nuno Pinto e a pianista Sofia Lourenço iniciam este itinerário, com obras de compositores portugueses, com destaque para a interpretação do autor Viana da Mota, conhecido pelo título de «Camões da música portuguesa». O ciclo continua com três jovens pianistas – os «três vintes» de formatura do Mestrado em Música da ESMAE em 2025 – que interpretam diversas obras do repertório do Romantismo russo e espanhol e peças contemporâneas, com técnicas estendidas, da autoria de John Cage e Henry Cowell. Esta primeira parte termina com um recital totalmente dedicado a Ludwig van Beethoven, frequentemente apelidado de «O Titã da Música», devido à inovação da linguagem musical e à forma como se propôs desafiar algumas das convenções musicais da sua época.  

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  • CURSO DE VERÃO — AS PLANTAS E AS PESSOAS: UMA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS PAISAGENS, AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO DO PASSADO
    RESERVATÓRIO
    Até 26 SET 2025 17:30

    As paisagens, assim como a exploração de plantas pelos seus frutos, sementes e madeiras, evoluíram muito desde a Pré-história. Nesta formação iremos abordar estas mudanças, ao mesmo tempo que serão introduzidos os principais métodos para o seu estudo. Combinando exposição teórica com componente prática, incluindo a observação de materiais arqueobotânicos, iremos explorar o potencial dos estudos de pólenes, madeiras e frutos arqueológicos para a compreensão da relação entre humanos e plantas ao longo dos últimos 10.000 anos.

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  • PRÉMIO LUIS FERREIRA ALVES — UM OLHAR CONTEMPORÂNEO SOBRE A ARQUITETURA
    ANTIGA CASA DA CÂMARA
    Até 30 NOV 2025 17:00

    A Antiga Casa da Câmara acolhe a cerimónia de entrega dos prémios da 1.ª edição do Concurso Internacional de Fotografia Luis Ferreira Alves, num evento que assinala igualmente a abertura oficial da exposição dos projetos vencedores e a apresentação do catálogo da edição de 2025. Instituído como homenagem à vida e obra do fotógrafo Luis Ferreira Alves, figura incontornável da fotografia de arquitetura em Portugal, o Prémio assume-se como um concurso internacional bienal que procura distinguir olhares contemporâneos sobre a arquitetura, celebrando a memória do autor e o impacto da sua abordagem única – simultaneamente rigorosa, poética e profundamente enraizada no diálogo entre imagem e espaço. A exposição, que estará patente até 30 de novembro, reunirá as obras fotográficas distinguidas, acompanhadas por textos críticos e ensaios que contextualizam os projetos selecionados, conferindo-lhes um lugar de destaque na cena artística e cultural contemporânea.

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  • PONTES IBÉRICAS: UM ÁLBUM MUSICAL EM 4 CONCERTOS
    MOSTEIRO SÃO BENTO DA VITÓRIA / IGREJA DE SÃO LOURENÇO / IGREJA DE SANTA CLARA / SÉ DO PORTO
    Até 29 NOV 2025 18:30

    Entre as torres sonoras das igrejas do Centro Histórico do Porto ecoam séculos de encontros e viagens. O órgão, rei dos instrumentos, fala com acento próprio, mas escuta e responde às vozes vindas da Europa. Nos seus tubos, ressoam o brilho das danças francesas, a eloquência das toccatas italianas, a densidade contrapontística germânica e a fantasia cromática do Norte da Europa.

    O órgão ibérico dos séculos XVI a XVIII distingue-se pela clareza da policoralidade, pela presença marcante dos registos de palheta horizontal, pelo sermão musical e pelo uso expressivo dos contrastes dinâmicos. Com uma tipologia muito própria, o órgão ibérico não se desenvolveu isoladamente; absorveu a ornamentação virtuosística da Itália, as formas de dança e suítes herdadas da França, a estrutura e rigor contrapontístico da tradição germânica, e a riqueza harmónica cultivada nos Países Baixos. O repertório ibérico dialoga assim com as estéticas europeias, adaptando-as ao seu caráter exuberante e à acústica monumental dos templos peninsulares. Este ciclo de quatro concertos propõe evidenciar essas inter-relações através das formas, revelando a Península como um ponto de confluência musical na Europa barroca e renascentista e que se projeta nas viagens ultramarinas.

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  • DERIVA #53 — CAMINHANDO PELO PORTO CERCADO (1832—1833) #2
    Ponto de encontro: RESERVATÓRIO | Fim: FORTE DE S. JOÃO DA FOZ
    Até 6 SET 2025 16:00

    Em Janeiro de 1833, depois da chegada de Saldanha ao Porto, D. Pedro encarregou-o de realizar a extensão da linha defensiva até ao mar, para evitar o estrangulamento da cidade. Fez-se também a dilatação do exterior da linha desde o Monte Pedral ao Carvalhido, Prelada, Mirante, Ramalde, Lordelo, Monte do Pasteleiro, diretamente até à Senhora da Luz, sobre a praia. Ficou assim aliviada a estrada de S. João da Foz para o Porto, não deixando de ser arriscado lá transitar, devido ao intenso fogo dos Miguelistas. Nesta Deriva iremos caminhar por uma das frentes de combate mais importantes do Cerco do Porto, os setores da Pasteleira, Ervilha, Crasto, Luz e S. João da Foz, onde ingleses e escoceses, incluindo três gaiteiros, do Batalhão de Marinha do Coronel Hodges e do Major Shaw, se bateram com as guarnições Miguelistas dos grandes Fortes de Serralves, Ervilha e Crasto, para manterem aberta a Estrada do Ouro e a passagem dos abastecimentos para o Porto cercado.

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  • CONCERTO — O VERÃO DE 1886
    CASA DO INFANTE
    Até 5 SET 2025 19:30

    A conexão entre Brahms e Haydn, apesar de vastamente inexplorada no contexto musicológico, é uma cuja evidência se aproxima do óbvio. Brahms mantinha, famosamente, um busto de Haydn no seu quarto (relegando um busto de Beethoven a um lugar menos íntimo – em cima do piano), o que aponta para um especial tipo de admiração que este tinha pelo compositor austríaco. O seu idioma musical é também um cujas semelhanças se encontram por explorar, sejam estas ao nível da construção melódica ou da flexibilidade de estruturas rítmicas em ambos os compositores.

    Foi no verão de 1886, ao passar perto do Lago de Thun, na Suíça, que o interesse de Brahms pela música de Haydn passa para a boca de cena, brilhantemente ilustrado em lieder dos seus Op. 104 e 105. É também durante este verão que Brahms escreve o seu trio em Dó menor Op. 101. Manuel de Almeida-Ferrer (violino), Bruno Tobon (violoncelo) e Jorian van Nee (piano) assumem este exercício verdadeiramente interessante de colocar estes dois compositores lado a lado, delineando como nos seus estilos contrastantes se pode ouvir um espaço comum proveniente da admiração de um para com o outro. Em paralelo com o programa musical, Manuel Araújo dá a conhecer uma fotografia albuminada, datada de 1886, que retrata o Porto como uma cidade em transformação e que acompanha o progresso.

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  • DERIVA #53 — CAMINHANDO PELO PORTO CERCADO (1832—1833)
    Ponto de encontro: RESERVATÓRIO | Fim: FORTE DE S. JOÃO DA FOZ
    Até 2 SET 2025 16:00

    Em Janeiro de 1833, depois da chegada de Saldanha ao Porto, D. Pedro encarregou-o de realizar a extensão da linha defensiva até ao mar, para evitar o estrangulamento da cidade. Fez-se também a dilatação do exterior da linha desde o Monte Pedral ao Carvalhido, Prelada, Mirante, Ramalde, Lordelo, Monte do Pasteleiro, diretamente até à Senhora da Luz, sobre a praia. Ficou assim aliviada a estrada de S. João da Foz para o Porto, não deixando de ser arriscado lá transitar, devido ao intenso fogo dos Miguelistas. Nesta Deriva iremos caminhar por uma das frentes de combate mais importantes do Cerco do Porto, os setores da Pasteleira, Ervilha, Crasto, Luz e S. João da Foz, onde ingleses e escoceses, incluindo três gaiteiros, do Batalhão de Marinha do Coronel Hodges e do Major Shaw, se bateram com as guarnições Miguelistas dos grandes Fortes de Serralves, Ervilha e Crasto, para manterem aberta a Estrada do Ouro e a passagem dos abastecimentos para o Porto cercado.

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  • MANIFESTO MODERNISTA D.R.C. — VIANA DE LIMA
    CASA DO INFANTE
    Até 30 JAN 2026 17:30

    Manifesto Modernista é uma exposição documental que revela, no espaço da Sala de Leitura da Casa do Infante, vinte e cinco desenhos originais da autoria do arquiteto Viana de Lima  para o projeto da Casa D.R.C. (Dona Rosa Cortez), construída entre 1939-1943 e demolida em 1971 – na esquina da Rua Costa Cabral com a Rua Honório de Lima (antiga Rua Aníbal  Patrício).

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  • CAMINHOS DO ROMÂNTICO — AS GIGANTES VERDES DOS CAMINHOS DO ROMÂNTICO
    Ponto de encontro: PORTÃO PRINCIPAL DA CASA TAIT
    Até 23 AGO 2025 16:00

    Gigantes Verdes são árvores com mais de 1,5 metros de perímetro de tronco a 1,3 metros do solo ou, de forma mais simples, uma árvore que uma pessoa adulta não consegue abraçar. Esta aula prática em cenário real será uma imersão no universo das árvores monumentais dos Caminhos do Romântico. Exploraremos as histórias dessas árvores e o seu papel crucial tanto na preservação da biodiversidade, como no sequestro de carbono e mitigação das alterações climáticas. Verdadeiras árvores-monumento que oferecem inúmeros serviços aos ecossistemas, além de serem herdeiras de uma memória histórica única.

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  • VISITAS GUIADAS AOS TESOUROS DO GABINETE DE NUMISMÁTICA DO MUSEU DO PORTO
    NÚCELO DA ALFÂNDEGA DO MUSEU DO PORTO
    Até 24 SET 2025 11:30

    Mais do que meros objetos de troca, as moedas e notas apresentadas na exposição «Tesouros do Gabinete de Numismática do Museu do Porto», patente no Núcleo da Alfândega até 19 de outubro, são testemunhos vivos da história portuguesa, oferecendo uma viagem que ultrapassa os séculos. Entre o «Tesouro da Arrábida», um achado com centenas de moedas de ouro e prata, e peças emblemáticas como a bráctea de Siracusa ou a rara siliqua dos Suevos, cada exemplar guarda segredos que refletem transformações sociais, económicas e políticas profundas. Das moedas do tempo da Expansão aos contornos das medalhas da Guerra Peninsular, passando pelas primeiras emissões de papel-moeda que marcaram a economia portuense, esta coleção desvenda narrativas que vão além da numismática básica. A riqueza das cunhagens, a simbologia dos desenhos e as técnicas artesanais oferecem uma experiência que desafia até os mais entendidos, convidando a explorar histórias entrelaçadas com o passado da cidade e do país e as suas conexões internacionais. Ao seguir este percurso guiado pelo curador Rui Centeno, investigadores e especialistas da área, cada participante terá acesso a informações detalhadas e contextos históricos, que ajudam a compreender a importância de cada peça e o papel da numismática na história de Portugal.

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