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Partindo da interpretação e análise de obras que rompem com a linearidade textual, convidam-se os participantes a criar texto-imagem com gramáticas visuais e espaciais próprias: anagramas, caligramas, tipogramas; diagramas; constelações. Nesta oficina, Estela Rodrigues pretende promover um momento de fruição e experimentação poética inspirada em autores de poesia visual e concreta, como Ana Hatherly e outros, com recurso a diferentes técnicas que expressam a dissolução das fronteiras entre escrita e imagem: nem o texto é legenda, nem a imagem é ilustração.
Ver maisEra uma vez um Rei viajante que descobriu um lugar encantado com jardins românticos, árvores frondosas, um bosque, uma linda casa e um rio aqui bem perto. Um belo refúgio para se esconder e poder descansar… Para se esconder? Vamos descobrir de onde veio e porquê?
Ver maisEsta segunda sessão do ciclo, dedicada ao tema “O sentimento da natureza na poesia de Eugénio de Andrade”, contará com a participação de Carlos Fiolhais, Professor Catedrático jubilado de Física da Universidade de Coimbra, amplamente reconhecido como uma das mais destacadas figuras da divulgação científica em Portugal, e também autor com incursões no domínio da poesia. Esta dupla condição — científica e literária — confere uma especial densidade à leitura que faz da obra de Eugénio de Andrade.
Ver mais«Fragmentos da Cidade em Conta Corrente» é o título da exposição que recorre, de forma metafórica, a uma expressão do universo bancário para apresentar uma seleção de peças deste projeto pioneiro da Câmara Municipal do Porto, criado com o objetivo de salvaguardar o património arquitetónico e artístico integrado na arquitetura da cidade.
Ver maisEsta exposição do Gabinete de Numismática do Museu do Porto convida a uma viagem pela Península Ibérica na Antiguidade: das primeiras presenças gregas e cartaginesas à chegada das legiões romanas, das guerras civis que abalaram o Império às fundações dos reinos Suevo e Visigodo de Toledo. Em cada etapa, a moeda surge como testemunha privilegiada – e por vezes como arma – dos conflitos que moldaram este território.
Ver maisTudo começa no primeiro ano do «Documento do Mês» da Casa do Infante, um ciclo inovador, criado pelo então diretor Manuel Real com o objetivo de divulgar os recursos documentais do Arquivo Histórico Municipal do Porto (AHMP), aproximar os munícipes da instituição e destacar um tema da vida local.
Este baú pertence a Manuel Araújo, Técnico Superior do AHMP há 33 anos, que inicialmente trabalhou e apresentou temas ligados à sua área de intervenção dentro do Arquivo Histórico, a fotografia. Com o tempo, as apresentações foram-se estendendo a assuntos mais diversos que intervieram na transformação e desenvolvimento da cidade. Nos últimos anos, já sob a designação de «Resgate», as abordagens adquiriram uma tonalidade diferente, marcada pela presença da Igreja e dos seus ritos, dimensão que tanto marcou o quotidiano dos habitantes do Porto.
Dividido em duas partes, este é o seu último Resgate enquanto técnico da casa. Por isso, e como forma simples de agradecimento e de um «Até já!», propõe um olhar retrospetivo, um basculhar, sobre o seu próprio baú.
Ver maisJosé Afonso é conhecido como o nosso maior cantor de intervenção. Esta perspetiva é muito redutora porque ofusca a sua real dimensão artística de compositor e de poeta. A canção de intervenção explicitamente política é uma parte minoritária da sua obra. Muitas das suas letras políticas foram escritas numa linguagem de feição surrealista para escaparem às malhas da censura, mas, por isso mesmo, escapavam também às malhas da compreensão e funcionavam acima de tudo como arte literária, entendida por muita gente como nonsense. Depois, há um grande número de canções «não políticas», em que José Afonso se revela como um poeta de um lirismo estonteante, que vai, sempre à sua maneira, do neorrealismo ao surrealismo, passando por algumas incursões camonianas, porque Camões e os trovadores eram manifestamente uma das suas grandes paixões. É este José Afonso completo, para além do cantor de intervenção, que se pretende mostrar neste Curso Breve, que evoca a obra do grande mestre na renovação da música popular portuguesa.
Ver maisO Festival Internacional Santa Cecília regressa ao Museu do Porto numa sexta edição que reafirma a sua posição de referência no panorama musical. Ao longo de dez concertos, todos os domingos entre 1 de março e 10 de maio de 2026, às 16h00, o festival volta a celebrar o piano enquanto instrumento de convergência artística, reunindo tradição e contemporaneidade num programa de elevada exigência artística e singular elegância.
Ver maisREMISTURAR O ARQUIVO é um ciclo de cinco sessões dedicadas à apresentação, ativação e remistura do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, entendendo o arquivo não como repositório fixo, mas como matéria viva, instável e reprogramável.
Cada sessão deste ciclo, conduzido pelo curador Rui Torres, conta com a participação de um convidado especialista nas áreas abordadas que propõe o cruzamento entre investigação, curadoria, criação artística e debate público, a partir de cinco dimensões da poética experimental: Texto-Imagem, Texto-Texto, Texto-Som, Texto-Espaço e Texto-Código. Ver maisInspirados por António Carneiro, conhecido por ser um "retratista de almas", vamos trabalhar a nossa capacidade de ver e transmitir o invisível ao escolher um rosto e sobrepor-lhe camadas de alma: um azul que é saudade, algodão que é névoa de tédio. Depois, entregamos essas impressões da alma à luz do jardim, onde o sol as fará dançar e cantar num coro silencioso feito de tudo o que não coube nos traços dos rostos. No final, tal como António Carneiro, seremos retratistas de almas: mãos que desenham o que os olhos não veem, mas que o coração reconhece.
Ver maisUm manequim, papel, pincel e vinho tinto é tudo o que precisamos para representar a figura humana. Venha saborear esta faceta do vinho!
Ver maisNesta nova etapa do Ciclo de Ilustração Científica, propomos um diálogo inédito entre a arqueologia, a botânica e a literatura. Partindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras da literatura camoniana expostas no âmbito da mostra expositiva «O Jardim de Camões», Luísa Jorge irá explorar a técnica do desenho de observação que é, também, uma ferramenta de interpretação histórica e arqueológica. Entre o traço e o verso, a ilustração científica sempre a (ar)riscar.
Ver maisNesta oficina, vamos aprender a cuidar de objetos de prata e casquinha. Através de exemplos práticos, iremos identificar os produtos a usar, os produtos a não usar e as estratégias a seguir para prevenir a oxidação. Cada participante poderá trazer para a sessão uma pequena peça (cruz, pulseira, botões de punho…) para aprender e experimentar algumas dicas muito úteis!
Ver maisNeste curso será abordado o estudo dos restos de animais encontrados em sítios arqueológicos, na maioria ossos, dentes e conchas, que contam uma história sobre o nosso passado. A Zooarqueologia estuda como se desenvolveram as relações entre homens e animais no passado, utilizando metodologias interdisciplinares para compreender relações interespecíficas que, em alguns casos, se transformaram em caminhos evolutivos paralelos, como é o caso do cão, gato e algumas espécies exóticas.
Ver maisNesta deriva, curta na geografia mas vasta na história, percorreremos a evolução de um espaço onde a Arte Pública ajudará a tecer pontes entre o lugar, as pessoas e as ideias, inscrevendo identidade e memória, despertando a reflexão e devolvendo sentido e vida a este espaço da cidade.
Ver maisAugusta de Montlèart era uma princesa rebelde, inteligente, corajosa e, sobretudo, misteriosa. Há até quem duvide de que Augusta tivesse existido. A sua história é cada vez mais estudada como exemplo de figura feminina influente do século XIX, não apenas pela ligação a um rei italiano, mas também pelas suas próprias iniciativas sociais e culturais. Meia-irmã do rei Carlos Alberto da Sardenha, desejava homenagear a sua memória, construindo um memorial na cidade onde ele passou os seus últimos dias e faleceu. Essa iniciativa foi uma expressão de afeto pessoal, assim como uma maneira de preservar a lembrança do rei num lugar significativo para ele: a Cidade do Porto. A Capela, ou Cenotáfio (memorial fúnebre) que desenhou e mandou construir, envolta por árvores altas e decorada com simplicidade, nos jardins do Palácio de Cristal, representa um gesto emotivo e romântico típico da época.
Ver maisInspirado nos grandes exploradores dos séculos XVIII e XIX, viajantes curiosos que partiram em expedições para descobrir novos territórios, este programa convida as crianças a imaginar uma nova era: a exploração do cosmos. Os participantes serão desafiados a tornar-se verdadeiros exploradores cósmicos, criando o seu próprio uniforme espacial.
Ver maisPorto – cidade de luz de granito. Tristeza de luz viril com punhos de grito. José Gomes Ferreira Dizem dela que é austera, sombria e escura. A pedra cinzenta que lhe cobre as ruas e com a qual se edificou a Sé, a Torre dos Clérigos, a estação de São Bento e os Paços do Concelho é antiga como o mundo e guarda nela séculos de história, muitos segredos e a determinação silenciosa de quem nasceu para resistir.
Ver maisEntre Portugal e o Brasil, artistas e facilitadoras reúnem-se para partilhar práticas onde o corpo é bússola e a natureza é guia. Um momento do ciclo BRAVIA, com curadoria de Rita Xavier.
Ver maisDirigida a todas as pessoas interessadas, mas em especial educadores de infância, professores dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico, bibliotecários, auxiliares de ação educativa e animadores socioculturais, esta ação de formação trabalha a abordagem à poesia e às lengalengas em contexto escolar de forma integrada. O trabalho, eminentemente prático, permite articular poesia e música, trabalhando numa perspetiva unificadora. O encontro entre a palavra e a sua musicalidade natural e os jogos rítmicos irão permitir aos participantes abordar a poesia de um ponto de vista mais criativo e capaz de envolver os alunos num projeto coletivo.
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