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Camilo Castelo Branco não nasceu no Porto, mas fez-se escritor com alma portuense, cuja história se misturou com a da própria cidade. Tendo como ponto de partida desta deambulação a Casa do Roseiral, iremos visitar locais de destaque para a vida quotidiana e boémia de Camilo, tentando compreender como a cidade foi pano de fundo para a sua criação literária – o Porto de Camilo.
Ver maisConcerto com orquestra de guitarras sob direção de Rui Aires.
Ver maisA candidatura antirregime de Humberto Delgado a Presidente da República, em pleno Estado Novo, foi um inesperado rastilho de esperança, resistência e liberdade que produziu poderosos rebentamentos na base da ditadura. Muitos dos movimentos conspirativos ou de resistência intelectual e cultural, no Porto, surgiram a partir desse acontecimento e da receção entusiástica e galvanizadora da cidade ao «General sem Medo», a 14 de maio de 1958. Estima-se que tenham sido mais de 100 mil pessoas que aclamaram, então, o General, desde a estação de São Bento até à Praça Carlos Alberto. No dia seguinte, a 15 de maio, o «Comércio do Porto» dava como manchete que «O Sr. General Humberto Delgado, candidato independente à Presidência da República, foi recebido, apoteoticamente, nesta cidade». De uma janela da sede da candidatura, instalada na Praça Carlos Alberto (por cima do antigo Café Luso), Delgado afirmava: «Povo do Porto! A resposta ao Governo está dada nesta grandiosa manifestação que acaba de me ser prestada por vós. Façam eleições livres e venceremos! Vós sois a Verdade. E a Verdade é que queremos que acabe a tirania. A Verdade é não querermos continuar mais a ser escravos. Viva a República! Viva a Liberdade! Viva a Pátria! Viva o Porto». Esta sessão especial do ciclo «Um Objeto e seus Discursos», integrada na programação das comemorações portuenses dos 50 anos da Revolução de 25 de abril, evoca o papel político pró-democracia, a memória e a atualidade da figura histórica de Humberto Delgado e da sua candidatura presidencial, tendo por ponto de partida a estátua dedicada ao General no Porto, criada por José Rodrigues, e instalada desde 2008 na praça Carlos Alberto, no largo do Palacete dos Viscondes de Balsemão.
Ver maisO ciclo de recitais «Ao Ritmo da Revolução» comemora os 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, em Portugal. A sessão inaugural será protagonizada por «As Canções da Liberdade» de Rui Vieira Nery. Com a sua competência e brilho, Nery irá estabelecer linhas de contiguidade entre as diferentes realizações musicais de temática revolucionária, surgidas após Abril de 1974, dando a ouvir excertos comentados.
Ver maisInspirada no mito sámi da raposa de fogo, que dá origem às auroras boreais devido ao seu pelo que lança faíscas para o céu, também conhecidas como Luzes do Norte, o convite é para conheceres uma história mágica que ajuda a ver o lado bom da vida.
Ver maisAo longo de 2024, no primeiro sábado de cada mês, as crianças dos 6 aos 10 anos de idade são convidadas a assistir à Hora do Conto em língua inglesa, exercitando assim competências linguísticas de forma lúdica. Uma iniciativa realizada em cooperação com o British Council do Porto.
Ver maisEste curso visa relembrar alguns poetas cujas obras marcaram, no tempo do fascismo, a necessária resistência e a urgente renovação do discurso poético português.
Ver maisVamos olhar com atenção para os animais no museu: patas, barbatanas, asas, cristas, bicos, antenas, garras, escamas, pelos, penas, espinhos, chifres, carapaças… Para depois fazermos de conta que somos um tucano, um jacaré, uma estrela-do-mar, um peixe-balão, ou outro bicho desenrolado da nossa imaginação.
Ver maisIniciativa de continuidade, que acontece ao sábado, dirigida a crianças dos 3 aos 6 anos. Acompanhados da família, os pequenos leitores são convidados a participar na Hora do Conto, seguida de um ateliê criativo.
Ver maisUm rapazinho de nome Tomás, um gigante que desperta debaixo de um cobertor de relva, na colina, uma grande amizade… e uma ENORME aventura que não vais querer perder.
Ver maisComo combater os insetos xilófagos? Como detetar se uma peça está infestada? Como limpar e melhorar o acabamento de peças de madeira? Quais os materiais a usar e a não usar? Numa oficina em que começamos por conhecer algumas das mais interessantes peças de mobiliário da coleção de Marta Ortigão Sampaio, vamos aprender como cuidar dos objetos de madeira que temos em casa. Cada participante poderá trazer para a sessão uma pequena peça (caixinha, pequena cruz ou moldura…) para aprender e experimentar algumas dicas muito úteis!
Ver maisO Museu do Porto reforça a sua programação regular de música ao abrir o Salão do Museu Romântico a jovens criadores e intérpretes. «Salão Aberto» acolhe jovens compositores e músicos, recém-formados ou frequentando o ensino artístico em música, que poderão apresentar publicamente as suas primeiras obras e o seu talento. Fundado por alunos da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, em outubro de 2023, sob orientação do professor e clarinetista António Saiote, Motus Quintet conta com um programa que percorre o século XX e o início do século XXI. No Museu Romântico apresentarão o Quinteto de Sopros do Op. 43 de Carl Nielsen, onde o compositor incorpora elementos da música folclórica dinamarquesa, conjugando o seu carácter nacionalista com uma procura pela modernidade musical; o Quinteto para Sopros de Frederico de Freitas, um compositor eclético e versátil, tendo estado presente tanto no panorama da música ligeira como na tradição erudita; e, por fim, as «3 Peças Entomológicas», obra de Gabriel Costa, que resultou da observação da dinâmica dos insetos que habitam o monte atrás de sua casa.
Ver maisLouis Majorelle (1859-1926) foi um dos fundadores da Escola de Nancy, um dos mais relevantes centros do movimento Arte Nova em França. Nesta curta visita, vamos conhecer uma das suas peças, uma estante giratória com decoração de embutidos de madeiras exótica, num trabalho de marchetaria delicado e explorar outras características típicas deste movimento.
Ver maisAs férias da Páscoa não são ainda as férias grandes, mas podem bem ser umas grandes férias! Convidamos-vos para 4 dias cheiinhos de atividades, um plano de festas que junta a alegria, a descoberta e a aprendizagem, entre a arte, a arqueologia, a história da cidade, a literatura e a natureza, porque a doçura destes dias não é só a de não haver escola ou a dos ovos de chocolate: é também a dos dias estarem a renascer e a crescer, e tudo à nossa volta ser já um feliz rebentar de primavera. As propostas são muitas e variadas, tal qual um pacotinho de amêndoas de diferentes sabores e cores: deixam água na boca e um sorriso nos lábios.
Ver maisSemanalmente, aos sábados, convidamos os mais pequenos a usufruírem da Biblioteca Popular de Pedro Ivo e dos seus jardins, participando de momentos de leitura, seguidos de atividades oficinais, artísticas e criativas.
Ver maisSemanalmente, aos sábados, convidamos os mais pequenos a usufruírem da Biblioteca Popular de Pedro Ivo e dos seus jardins, participando de momentos de leitura, seguidos de atividades oficinais, artísticas e criativas.
Ver maisNesta oficina vamos fazer azulejos utilizando a técnica de lastras e, tendo como elemento inspirador o livro «Inventário das Flores» de Virginie Aladjidi e as realísticas ilustrações de Emmanuelle Tchoukriel, finalizá-los com motivos de primavera.
Ver mais4 MISSAS CAMPAIS são quatro performances multidisciplinares (Missas), sob a forma de celebração coletiva, abertas à população da cidade, em diálogo com os calendários litúrgicos cristão e pagão que regem, de forma mais ou menos evidente, a nossa vivência comum. Cada missa é concebida a partir de um momento-chave deste calendário e será ministrada, na efeméride designada, por um/a/e artista-sacerdote, que convidará o público a comungar da sua liturgia. Procuramos uma atualização de convenções e modos ritualísticos milenares para o contexto da nossa cultura contemporânea e de práticas urbanas, como pretexto para a formação de comunidades em torno de noções de libertação, catarse, expurgação e prazer.
Ver maisNo ano 2000, o Prémio Nobel da Química, Paul Crutzen, propôs que a época geológica atual do Holoceno fosse considerada ultrapassada, sendo sucedida por uma novel época, o Antropoceno (ou Antropocénico). A ação humana transformou-se, desde há dois séculos, crescentemente, no mais poderoso fator de alteração do Sistema Terrestre, incluindo o software profundo e complexo dos fluxos de matéria e energia que permitem a singularidade cósmica da vida pujante do Planeta Terra. Pela primeira vez, a veloz temporalidade histórica e a lenta maturação do tempo geológico inverteram a sua relação, numa convergência que aparenta ser uma rota de colisão de dimensões catastróficas, sem paralelo na memória da humanidade. Para impedir esse trágico desfecho existencial será necessário, antes de qualquer medida pragmática ou técnica, aprendermos a pensar o que está em causa. É sobre esse esforço, doloroso e fundamental, que incidirá esta conferência.
Ver maisOficina de palavras e letras. E, são elas, que nos pedem para pararmos e silenciarmos enquanto nos contam a sua história. Nesta oficina, as autoras irão desvendar muitos dos segredos de como as letras ganham vida.
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